quarta-feira, 2 de setembro de 2026

MAIS UMA PESQUISA APONTA LIDERANÇA DE ORLEANS BRANDÃO E ROSEANA SARNEY

Pesquisa do IPSensus, contratada pelo Farol Comunicação, divulgou, na noite de ontem, terça-feira (1º) de setenbro, números do cenário atual sobre a eleição para o Governo do Maranhão.

De acordo com o levantamento, o candidato do MDB, Orleans Brandão, estaria na primeira colocação com 42,3%. O ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), aparece em segundo com 36,4%. Felipe Camarão (PT) com 6,3% e Roberto Rocha (PRTB) com 4,4% aparecem na sequencia. Os demais candidatos não alcançaram 2% (veja acima).

Na comparação com o levantamento anterior apresentado pelo IPSensus, Orleans saiu de 41% para 42,3%, enquanto que Braide passou de 37,8% para 36,4%. Com isso, a diferença entre os dois primeiros colocados aumentou. Antes era de 3,2 pontos percentuais e agora chega a 5,9 pontos.

O levantamento ouviu 1.000 eleitores entre os dias 24 e 29 de agosto de 2026, em 50 municípios maranhenses. A pesquisa possui margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-05404/2026.

ROSEANA SARNEY LIDERA COM FOLGA 

A ex-governadora Roseana Sarney aparece na liderança da disputa pelo Senado no Maranhão, segundo pesquisa do Instituto IPSensus, mas a disputa pela segunda vaga segue acirrada e empatada

Na soma do 1º e 2º voto, Roseana registra 20,5% das intenções e ocupa a primeira colocação. Na sequência aparecem Lahesio Bonfim (Novo) com 14,4%; Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 13,8%; André Fufuca (PP) com 13,6%; e Weverton Rocha, com 13,2%. A deputada federal Eliziane Gama (PT) aparece em sexto lugar, mas um pouco distante da disputa com 8,9%. Os demais não alcançaram 2% (veja acima).

O levantamento contratado pela Farol Comunicação ouviu 1.000 eleitores entre os dias 24 e 29 de agosto de 2026, em 50 municípios maranhenses. A pesquisa possui margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-05404/2026.

"BACABAL HOJE É O ÚNICO MUNICIPIO DO MARANHÃO EM QUE A REDE MUNICIPAL TAMBEM GARANTE ESSE DIREITO AOS ALUNOS' DESTACA ROBERTO COSTA DURANTE LANÇAMENTO DO MEU TABLET


 “Bacabal hoje é o único município do Maranhão em que a rede municipal também garante esse direito aos alunos”, destaca Roberto Costa durante lançamento do Meu Tablet

A educação pública de Bacabal vive um momento histórico. Pela primeira vez, milhares de estudantes e professores da rede municipal passam a contar com tablets conectados à internet 4G como ferramenta de apoio ao ensino e à aprendizagem. A iniciativa coloca a tecnologia no cotidiano escolar e amplia as possibilidades de pesquisa, leitura e acesso a conteúdos educacionais.

O programa Meu Tablet foi lançado na segunda-feira (31) pelo prefeito Roberto Costa, durante a primeira etapa de entrega dos equipamentos. Ao todo, serão distribuídos 7 mil tablets para estudantes do 6º ao 9º ano, alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e professores da rede municipal, alcançando escolas das zonas urbana e rural, incluindo povoados e comunidades quilombolas.

O programa representa um marco na educação pública do município ao transformar o acesso à tecnologia em uma política educacional voltada diretamente para estudantes e profissionais da rede municipal.

Durante o lançamento, o prefeito Roberto Costa destacou que a iniciativa integra um conjunto de investimentos realizados para melhorar as condições de ensino e aprendizagem em Bacabal.

“Bacabal hoje é o único município do Maranhão em que a rede municipal também garante o direito a um tablet para os seus alunos. Desde o primeiro dia de gestão, a gente tomou a decisão de garantir o fardamento completo, com tênis, meia, calça e blusão, além do material didático com mochila, e hoje também o tablet. Estamos garantindo todo o apoio necessário aos professores. Estamos fazendo um trabalho de reforma e ampliação das escolas, investindo fortemente na climatização das salas de aula e em uma nova frota de ônibus, para que a gente possa ter um ambiente estruturado e tranquilo, que facilite, acima de tudo, o aprendizado de todos os nossos alunos”, afirmou.

Para os estudantes, o equipamento representa uma nova possibilidade de acesso à pesquisa e aos conteúdos educacionais, especialmente para aqueles que não possuem condições de adquirir um dispositivo eletrônico. Ana Júlia, aluna da UEF 17 de Abril, destacou a importância da iniciativa para os estudantes. “Eu achei bastante inovador, porque tem gente aqui que não tem condições de comprar um eletrônico para fazer pesquisa. Tem gente que realmente quer pesquisar e que agora tem essa oportunidade graças ao prefeito Roberto Costa.”

O estudante João Lucas, da UEF Frei Solano, também ressaltou a utilidade do equipamento nas atividades escolares. “Vai ajudar demais nas pesquisas da escola. Quando não estiver tendo aula no laboratório de informática, a gente pode usar o tablet para fazer pesquisas em sala de aula. Eu achei uma boa ação do nosso prefeito Roberto Costa por disponibilizar esse tipo de tecnologia para a gente.”

Os equipamentos foram preparados para utilização com finalidade educacional e contam com recursos voltados ao processo de aprendizagem. Além do acesso a livros, conteúdos para pesquisa e leitura, os tablets também disponibilizam jogos educativos, testes e provas.

“Não é apenas um tablet para jogos. Inclusive, ele vem bloqueado para joguinhos. Ele vai ter acesso a livros, momentos de pesquisa e leitura, além de jogos educativos, testes e provas. Todos os nossos alunos do 6º ao 9º ano da rede municipal estão recebendo esse tablet. A gente vê a alegria deles e das famílias, porque é uma ferramenta fundamental para ajudar na formação educacional. A inteligência artificial tem modificado o mundo, mas os alunos de Bacabal hoje têm acesso a uma ferramenta poderosa para enfrentar essa busca pelo conhecimento, que é o tablet”, explicou Roberto Costa.

Com o Meu Tablet, Bacabal amplia a presença da tecnologia na educação pública e dá um passo inédito para democratizar o acesso a ferramentas digitais dentro e fora da sala de aula. A iniciativa passa a integrar um conjunto de ações estruturantes que vêm transformando a rede municipal de ensino, com investimentos em infraestrutura, climatização, transporte escolar, materiais e equipamentos destinados a estudantes e professores.

A distribuição dos equipamentos irá contemplar às comunidades da Zona Rural, com entregas previstas para os povoados Piratininga, Brejinho e Sincorá, na região da Baixada.



OPINIAO - OBSERVAÇÃO, ANÁLISE, CONCLUSÃO E AÇÃO - POR JOAQUIM HAICKEL

Por Joaquim Haickel

O primeiro é que, a cada dia, cresce o número de pessoas que fazem sérias ressalvas à forma como alguns ministros da nossa Suprema Corte vêm se comportando e à maneira como vêm julgando determinadas ações, e fazem isso por acreditarem que algumas dessas decisões extrapolam os limites de suas competências e contrariam os ditames da nossa Carta Constitucional. Se essa crítica tem razão, é questão que segue em aberto; o que já se pode afirmar com certeza é que ela cresce.

O segundo é que vem se consolidando a ideia de que a alternância no comando do Poder Executivo, nos três níveis, municipal, estadual e federal, constitui um valor essencial à democracia. Não porque a troca garanta melhorias, mas porque a possibilidade de renovação submete o exercício do poder ao teste das urnas, à prestação de contas e ao controle dos cidadãos.

Afinal, já conhecemos a forma como os atuais detentores do poder pensam e agem. Não sabemos se novos gestores serão melhores ou piores, mas sabemos que poderão pensar e agir de maneira diferente e, eventualmente, implementar ações capazes de melhorar a vida das pessoas.

Acredito que seja exatamente esse um dos fundamentos mais importantes da democracia: a alternância do poder não garante que o próximo governante será melhor, mas assegura à sociedade a possibilidade de substituir, pelo voto e sem romper as instituições, aquele que considera insatisfatório. E essa chance de recomeço é uma das razões de ser da democracia republicana.

Esses dois movimentos estão no cerne das eleições deste ano. São, entre tudo o que se discute, as coisas mais importantes.

O primeiro nos leva a uma conclusão difícil de escapar: a separação dos Poderes, que a nossa Constituição protege como cláusula pétrea, está severamente abalada, e a harmonia e a independência entre eles precisam ser restauradas com urgência.

O segundo é menos uma obrigação e mais uma escolha, a do cidadão. E, por ser escolha, exige critério. Precisa ser feita sem paixão e com a consciência de que a decisão que se toma nas urnas aponta o rumo que a sociedade inteira vai seguir. É uma responsabilidade grande, que não se pode exercer levianamente

PARA SEMPRE - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

 

Para Sempre


Por que Deus permite

que as mães vão-se embora?

Mãe não tem limite,

é tempo sem hora,

luz que não apaga

quando sopra o vento

e chuva desaba,

veludo escondido

na pele enrugada,

água pura, ar puro,

puro pensamento.

Morrer acontece

com o que é breve e passa

sem deixar vestígio.

Mãe, na sua graça,

é eternidade.

Por que Deus se lembra

— mistério profundo —

de tirá-la um dia?

Fosse eu Rei do Mundo,

baixava uma lei:

Mãe não morre nunca,

mãe ficará sempre

junto de seu filho

e ele, velho embora,

será pequenino

feito grão de milho.


Carlos Drummond de Andrade 

terça-feira, 1 de setembro de 2026

É POR ISSO QUE ROBERTO COSTA FAZ A DIFERENÇA

 


ANDRÉ CAMPOS AOROVA LRMEI DE INCENTIVO A CULTURA EM SÃO LUIS

A Câmara Municipal de São Luís aprovou o Projeto de Lei de autoria do vereador André Campos que prevê a concessão de incentivo fiscal para pessoas jurídicas contribuintes do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) que financiarem projetos culturais no município.

A aprovação reforça uma trajetória de André Campos marcada pela proximidade e pelo incentivo à cultura local. Ao longo dos anos, o vereador tem acompanhado, apoiado e defendido manifestações culturais, artistas, grupos e projetos que ajudam a preservar a identidade e as tradições de São Luís.

Agora, essa atuação ganha mais um importante instrumento. O projeto aprovado busca estimular a iniciativa privada a investir diretamente na cultura, ampliando as possibilidades de captação de recursos para festivais, festas, eventos, projetos e manifestações artísticas de diferentes portes.

“A cultura sempre fez parte da minha história. Conheço de perto a luta de quem mantém nossas tradições vivas e sei o quanto precisamos criar oportunidades para fortalecer esse setor. Esse projeto é mais um passo para garantir que a cultura de São Luís tenha mais incentivo, investimento e condições de crescer”, destacou André Campos.

Reconhecida pela riqueza de suas manifestações culturais, artísticas e folclóricas, São Luís possui uma extensa cadeia produtiva ligada ao setor. Além de preservar a identidade da cidade, a cultura gera trabalho e renda para artistas, produtores, técnicos, artesãos, empreendedores e inúmeros profissionais.

A proposta cria uma ponte entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil, incentivando empresas a participarem ativamente do desenvolvimento cultural da capital e contribuindo para o fortalecimento da economia criativa.

Para André Campos, investir em cultura é também investir nas pessoas, na identidade e no desenvolvimento de São Luís. Uma bandeira que não começou agora e que segue presente em sua atuação pública.

Que esse exemplo sirva de exemplo para vereadores de outras cidades.

IMIRANTE/MIRANTE NEWS LANÇAM REGRAS DO BEBATE

Na próxima quinta-feira (03), às 10h, teremos a realização do Debate Imirante/Mirante News com a presença de todos os candidatos ao Governo do Maranhão.

O debate será mediado pela jornalista Carla Lima e terá duas horas aproximadamente. O encontro será realizado nos estúdios do Grupo Mirante, tendo transmissão ao vivo pela Rádio Mirante News FM, Imirante.com e no YouTube.

O debate terá quatro blocos, sendo que o primeiro será iniciado com a apresentação dos candidatos e cada um tendo um tempo de dois minutos. Logo depois, candidato pergunta para candidato, com perguntas de temas livres. A dinâmica sempre terá 30 segundos para a pergunta, um minuto e 30 segundos para a resposta, um minuto para a réplica e um minuto para a tréplica.

No segundo e terceiro blocos, candidato perguntará para candidato. A diferença é que no segundo bloco teremos perguntas com temas sorteados, mas no terceiro bloco volta a ser tema livre. Vale ressaltar que cada candidato poderá perguntar e responder uma vez em cada bloco.

Por fim, o quarto bloco será destinado às considerações finais dos candidatos, com dois minutos para cada um dos participantes.

Caso algum candidato não compareça ao debate, o espaço destinado a ele permanecerá vazio, com uma placa de identificação. Mesmo ausente, o candidato continuará participando dos sorteios previstos na dinâmica do encontro. Os demais candidatos poderão inclusive direcionar perguntas ao candidato ausente, desde que não sejam feitas ofensas pessoais

BRAIDE E ORLEANS ESTÃO RMPATADOS TECNICAMENTE -; APONTA PESQUISA

Depois da autorização da Justiça Eleitoral, foram divulgados os números da pesquisa INOP, na noite de ontem, segunda-feira (31), contratada pelo Jornal Pequeno.

De acordo com o levantamento, a eleição estaria empatada entre os candidatos Eduardo Braide (PSD) e o Orleans Brandão (MDB). A pesquisa aponta Braide com 42,54% e Orleans com 42,08%x. O terceiro colocado seria Felipe Camarão (PT) com 5,42% e na quarta posição aparece Roberto Rocha (PRTB) com 3,88%. Os demais não alcançaram 1%. Veja acima os números.

No cenário espontâneo, onde não apresentados os nomes dos candidatos temos um novo empate. Eduardo Braide teria 31,35%, enquanto que Orleans Brandão surge com 31,12%.

O levantamento registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-07572/2026, ouviu 2.600 eleitores, entre os dias 19 a 26 de agosto. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro máxima de 3,02 pontos percentuais

ROBERTO COSTA FORTALECE APOIO AOS PRODUTORES FAMILIARES E IMPULSIONAA NOVA FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR


Roberto Costa fortalece apoio aos produtores familiares e impulsiona a Nova Feira da Agricultura Familiar


A Praça de Santa Teresinha, em Bacabal, transformou-se em um grande espaço de valorização da produção rural na última sexta-feira (28), durante a realização da 2ª edição da Nova Feira da Agricultura Familiar. Com uma estrutura ampliada, moderna e padronizada, o evento reuniu mais de 200 agricultores, distribuídos em barracas personalizadas, além de espaços dedicados ao artesanato e uma movimentada praça de alimentação com pratos típicos da roça.

Promovida pela Prefeitura de Bacabal, a feira atraiu um expressivo público e garantiu um forte movimento de vendas para os produtores, contribuindo diretamente para a geração de renda e para a valorização do trabalho desenvolvido nas comunidades rurais do município.

A satisfação dos moradores e visitantes que passaram pelo local também demonstrou a importância da iniciativa. Cleonice Correia destacou a qualidade dos produtos e os preços acessíveis encontrados na feira. “Uma excelente ideia, uma oportunidade de propor para esse pessoal que trabalha com a agricultura trazer a mercadoria deles para vender para a gente aqui. Nós estamos de parabéns por ter produtos fresquinhos, colhidos da hora e baratos”, afirmou.

Lúcia Miranda também elogiou a organização e a variedade oferecida pelos produtores. “Muito organizada, muito boa, muita coisa barata e uma diversidade de produtos: legumes, verduras, bolo, artesanato... Muito bom o que o prefeito está fazendo, o trabalho dele. Nota 10, porque ele merece!”, disse.

Para quem estava do outro lado das bancas, o resultado também foi positivo. O produtor rural Manoel da Silva, do povoado Alto Fogoso, comemorou a procura pelos produtos e destacou a evolução da feira. “Estamos vendendo bem. Fava, feijão, arroz de roça... A macaxeira já acabou! Cada ano que passa, mais organizada e melhor fica. É um incentivo muito grande do prefeito para a gente plantar e trabalhar mais no campo”, afirmou.

Antônia Araújo, produtora rural da comunidade Sapucaíba, também teve os produtos rapidamente comercializados. “Trouxe caldo de cana, feijão e abóbora, e já vendi tudo! Trouxe mais de 100 litros de caldo e não sobrou nada. Foi muito bom para a venda, para se divertir e tudo. É uma bênção de Deus”, relatou.

Além da comercialização direta dos produtos, a Nova Feira da Agricultura Familiar amplia a visibilidade do trabalho realizado pelos agricultores e aproxima quem produz de quem consome. A iniciativa também movimenta outros segmentos, como alimentação e artesanato, criando um ambiente de circulação de renda e valorização da cultura e dos costumes do campo.

Ao avaliar a segunda edição, o prefeito Roberto Costa destacou que o fortalecimento da agricultura familiar passa por ações que vão além da realização da feira, com investimentos no preparo das terras, assistência técnica e apoio ao transporte da produção.

“É o compromisso que nós temos com a cidade e com o setor de produção de Bacabal, principalmente o rural. Nós temos feito um investimento muito grande de aragem das terras, acompanhamento técnico e apoio para que eles possam transportar a sua produção. Bacabal está no caminho de voltar a ser uma cidade que consegue atender às demandas de toda a produção dentro das feiras e mercados”, afirmou.

Roberto Costa ressaltou ainda a qualidade dos alimentos produzidos no município e a importância de criar espaços permanentes para que os agricultores possam comercializar sua produção.

“A produção local tem a qualidade de ser sem agrotóxicos, e a Feira da Agricultura Familiar é o ápice de todo esse trabalho que temos feito junto aos agricultores para que eles tenham a oportunidade de apresentar seus produtos para toda a cidade”, completou.

Com produtores satisfeitos, produtos comercializados e grande participação popular, a segunda edição da Nova Feira da Agricultura Familiar reforça a importância de aproximar o campo da cidade e criar novas oportunidades para quem vive da produção rural. Mais do que um espaço de vendas, a feira se consolida como uma vitrine da agricultura familiar de Bacabal e como uma iniciativa que transforma a produção das comunidades rurais em renda, alimento e desenvolvimento para o município.



PONTO DE VISTA- COITADO DE FLAVIO DINO - POR ELIO GASPARI


COITADO DO FLÁVIO DINO

Depois que a casa caiu, a decisão de se vasculhar equipamentos eletrônicos de jornalistas parece ser de responsabilidade difusa. O ministro Flávio Dino, do STF, disse que está sofrendo “agressões e injustiças” ao ser vinculado à ilegalidade essencial do procedimento. O artigo 5º da Constituição Federal, no seu inciso XIV, diz que “é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional.” Pode ser um exagero, mas está lá.

Na tipologia dos comportamentos existe a figura do coitadinho profissional. Seja qual for a conduta criticada, tudo resulta da má-fé do outro. Dino entrou num enredo da política maranhense criando um problema federal, constitucional, porque achou que podia se defender valendo-se de uma arma eficaz, porém tóxica. O mais incrível é que funcionou por cinco meses, e se a irmandade do Supremo não acordar, acaba associado a coitadinhos profissionais de todas as espécies. A decisão irá ao plenário do tribunal.

Aos fatos:

Na política maranhense há de tudo. Dino tem 37 anos de vida pública honrada e é perseguido por um blogueiro. No início deste ano, o blogueiro Luís Pablo noticiou que Dino e familiares seus usavam uma caminhonete blindada do Tribunal de Justiça maranhense em suas movimentações.

No dia 4 de março, o ministro Alexandre de Moraes atendeu a um pedido da Polícia Federal, acompanhado pelo Ministério Público, e determinou a apreensão de celulares, computadores, tablets, documentos e outros dispositivos eletrônicos que possam auxiliar na investigação. A decisão também permitia a análise do conteúdo armazenado nos aparelhos, inclusive dados guardados em serviços de armazenamento em nuvem.

À época, a decisão foi condenada por entidades jornalísticas. Palavras ao vento, estava aberto o precedente. A apreensão desses equipamentos de qualquer jornalista expõe suas conexões e, com isso, suas fontes.

Passaram-se seis meses e a diligência deu o resultado desejado e previsto. A proteção constitucional do sigilo da fonte foi para o espaço. Era o que a PF, o MP, Moraes e Dino queriam.

A fonte seria Raimundo Cutrim, ex-secretário de governo do Maranhão. Cutrim está em prisão domiciliar determinada por Flávio Dino desde julho, por causa de outras atividades. As quizilas da política maranhenses têm de tudo, nunca precisaram atropelar a Constituição por decisão monocrática de um ministro do Supremo.

Seu advogado pergunta: “Investigam um jornalista que faz denúncia, investiga o advogado que o orienta, a fonte… E não investigam a denúncia? É muito estranho”. Põe estranho nisso.

A essa altura, Dino explica que nunca usou veículos do Tribunal de Justiça de forma irregular, pois um convênio dá transporte e segurança aos ministros do STF em trânsito pelo Estado. Tudo nos conformes. O problema de Pindorama está nos conformes dos hierarcas. No Império, nos conformes, magistrados conseguiam para seus serviços negros contrabandeados que, pela lei, seriam libertos. Tudo legal.

Há meses, o distinto público é bombardeado por notícias dando conta de que o Supremo Tribunal Federal combate os penduricalhos da magistratura. As associações de juízes sustentam que cada um deles é legal, e é. Semelhante bizarrice tem a mesma origem que a decisão de apreender equipamentos de jornalistas.


Do folclore maranhense


O cacique maranhense Vitorino Freire (1908-1977) odiava José Sarney e era um arsenal de frases e piadas. Foi ele quem levou para o anedotário político a expressão que “jabuti não sobe em árvore, alguém pôs ele lá”.

Hoje ele é nome de município, porém pouco lembrado. Para se ter uma ideia do seu estilo, aqui vai um.

Certo dia, Vitorino visitou o ministro do Exército, general Sylvio Frota com um pote de doce e disse:

“General, aqui vai um doce de jaca lá do Maranhão, sugiro que o deixe na sua sala de jantar, num lugar bem visível, porque o Sarney anda dizendo que o senhor é diabético.”

Frota não era diabético, nem Sarney dizia que era.

Em 1968, depois da edição do AI-5, Vitorino e outros 20 senadores protestaram num telegrama ao presidente Costa e Silva.

A iniciativa caiu mal e 34 assinaram uma carta ao presidente Médici louvando a edição do Ato.

Sete assinaram os dois, inclusive Vitorino.

Médici guardou poucos papéis, entre eles esses dois documentos.

Fake news e o STF

A decisão do ministro Edson Fachin de levar ao plenário a decisão monocrática de apreender celulares, computadores e tablets de um blogueiro será um teste de vida ou morte para o inquérito das fake news.

Sob o controle do ministro Alexandre de Moraes, essa sucessão de devassas já completou sete anos e se ninguém se incomodar, chegará aos dez.

O sigilo da fonte e Trump

Donald Trump aborreceu-se porque repórteres noticiaram que sua segurança detectou falhas na segurança no Boeing de 400 milhões de dólares que ele ganhou da família real do Qatar. Queria saber as fontes, interrogou repórteres e seus familiares, mas não recorreu à apreensão de seus equipamentos. A Constituição americana não assegura o sigilo das fontes, assegura a liberdade de expressão e, com ela, põe fora da lei as tentativas de inibi-la.

No Brasil, por decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes, a Constituição blindou o sigilo da fonte, mas ele liberou o conteúdo de equipamentos eletrônicos de jornalistas. Deu no que deu.

Num caso de choque em torno das fontes de uma reportagem de Judith Miller, do New York Times, ela ficou 85 dias na cadeia.

Em 2003, Miller escreveu que a ditadura iraquiana de Saddam Hussein tinha um arsenal de armas químicas e de destruição em massa. Fonte? Zero. O caso foi investigado e Miller recusou-se a revelá-la. Ela também não identificou quem lhe passou o nome de uma agente clandestina da Central Intelligence Agency. A fonte teria cometido um crime.

Miller teve ampla solidariedade e o apoio do publisher do Times.

As armas químicas e de destruição em massa eram uma invenção de Ahmed Chalabi, ex-ministro iraquiano e fonte de Judith Miller.

O Times reconheceu que algumas de suas reportagens estavam erradas e livrou-se dela em 2005.

Jornalista premiada, sua cobertura das armas de Saddam deu-lhe o estrelato e o declínio.

Cruz eleitoral

Pela primeira vez em 30 anos a importação de calçados superou a exportação. Virou pó um quarto da receita vinda dos calçados vendidos para os estados.

Os candidatos da bancada brasileira de Donald Trump ganharam mais um peso para carregar em outubro. 


Elio Gasoari