A razão
Todos os meus sofrimentos
Me foram impostos por mim mesmo
São frutos vindos da minha indecisão
E dos meus medos
Geram as dores das quais
Não consigo fugir
Pior que a dor do sonho que não veio
É a dor da ilusão de sonhar
Que o sonho é verdadeiro
Derradeiro como se me faltasse
Alguma coisa de forma permanente
Diferente da tua presença
Que não consigo esquecer
Se deito acordo a meia noite
Empreito mais uma madrugada
De solidão e frio
Cio até a última lágrima secar
Odeio ver o sol de uma nova manhã
Aparecer como uma onda fervilhante
Com os odores exalados dos pruridos
Da consumpçao que não consigo
Evitar e verter como a ausência que nunca existiu
Mas que embala devaneios que singram
Migrando de forma áspera e dura
O amor que não consigo esquecer
E outra vez me rouba a consciência e a razão
Assim me impondo a mim mesmo um futuro que não quis
Abel Carvalho


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