quarta-feira, 16 de setembro de 2026

COM A PALAVRA -CENAS DO COTIDIANO LVII:,,- ZÉ CARLOS GONÇALVES


CENAS DO COTIDIANO LVII

     Após uma longa e preguiçosa ausência, as CENAS voltam à luz "em um mar" de assuntos, que este espaço não cabe

... e, neste espaço, nada melhor do que "ver" a aniversariante Ilha sacudida por incontáveis e singelas homenagens, que lhe dão um alento; mesmo que frente a sérios problemas, que a sufocam e nos sufocam no dia a dia

... e, por falar em dia a dia, por onde anda mesmo a alcadeissa, da Dom Pedro II, que nada fala?!

... e, por falar em dia a dia, as cidades vêm sendo sacudido por carreatas, motociatas, caminhadas ... e um desfilar de rostos cansados e descrentes, a carregar as suas bandeirolas, num rito de desânimo, debaixo de 40 graus, ou mais ... e um rastro de sujeira, com copos, garrafas e materiais "de canidatos", que já dão um belo exemplo de falta de civilidade e urbanidade 

... e, se piorar importa, a eleição 2026, que se aproxima, vem se constituindo em um show de horrores, de promessas vãs de quem passou muito e muito tempo hibernando, esquecido "do seu polvo", massacrado e desassistido

... e, assim, o eleitor se depara, zonzo, com caótico cenário político, que se apresenta e toma conta do país.  E o voto, que deve ser decidido por propostas coerentes, não levianas nem impossíveis de serem concretizadas, se perde na zorra que se instala. E passa a ser atrelado a escândalos, que pipocam a cada segundo. Perde-se o bom senso; e se instala o toma toma, o insano saque, o descaramento

... e, por falar em descaramento, é uma verdadeira vergonha o desfile de políticos, que "tomam conta" da nossa querida Baixada, que, de repente, acordaram da hibernação e (re)descobriram que a  mesma ainda existe. Anestesiada e inerte, à espera de, mais uma vez, ser engabelada e continuar sem o digno direito de ir e vir, tão, e sempre, massacrada 

... e descaramento, de verdade, são as promessas de que todos os nossos problemas serão solucionados, mesmo em vãos e repetidos sofismas, que insultam "a nossa boa fé"; para nomear de maneira simpática a nossa ingenuidade, santa e eterna

... e, por falar em ingenuidade, o maior exemplo são "as vítimas", coitadas, que caíram "no papo" de "um tal de Vorcaro", que "é o cara", a contaminar o cenário político, sem escolher cor, lado, cargo, convicção 

... e, diante "do cara", vou me recolher ao sagrado silêncio!


     Inté maise!


          Zé Carlos Gonçalves

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