quinta-feira, 9 de julho de 2026

CRÔNICA - O DUELO ENTRE A GRAMÁTICA E A VOZ - ZEZINHO CASANOVA


O DUELO ENTRE A GRAMÁTICA E A VOZ 


Na praça central de Bacabal, o sol já tinha decretado trégua e a lua começava a subir por trás da torre da Igreja de Santa Teresinha. O povo se aglomerava em um círculo imperfeito, atraído não por milagres, mas por uma briga de palavras que prometia ser mais sangrenta que briga de faca. De um lado, ajustando o nó de uma gravata borboleta que parecia estrangular seu pescoço fino, estava o Professor Aderbal, gramático emérito, autor de três manuais de sintaxe e terror de gerações de alunos do Colégio Nossa Senhora dos Anjos. Do outro, com um chapéu de couro puído e uma viola que parecia extensão de seu braço, estava Chico Timbira, repentista cuja fama corria o Mearim mais rápido que notícia ruim.

O tema do duelo fora sorteado por uma menina da plateia: "A Língua do Povo".

Aderbal tomou a frente, pigarreando como se fosse iniciar uma aula magna. Ergueu o dedo indicador, rígido como uma régua.

— Nobre auditório, peço vênia e atenção,

Para expor com clareza a correta dicção.

A língua é um templo, sagrado e formal,

Não se deve macular com gíria de quintal.

Sujeito e predicado em nupcial harmonia,

Seguindo a norma culta, a luz da sabedoria.

Quem fala 'nós vai' comete um pecado mortal,

Pois fere a concordância, o pilar gramatical!

Houve aplausos tímidos, vindos principalmente das professoras aposentadas que ocupavam os bancos da frente. Aderbal sorriu, satisfeito com sua defesa da pureza linguística.

Chico Timbira nem se mexeu. Apenas dedilhou a viola, tirando um acorde menor que soou como um lamento zombeteiro. Olhou para o professor com a paciência de quem ensina o caminho da roça a um doutor perdido.

— Seu doutor fala bonito, com a boca cheia de dente,

Mas esquece que a língua é bicho vivo e quente.

O povo não pede licença pra dizer o que sente,

O 'nós vai' chega mais rápido, atropela o presente.

Sua gramática é cerca de arame farpado,

Prende o boi no pasto, deixa o verso amarrado.

Mas minha viola é vento, pulando o cercado,

E a fala do povo corre solta, sem pecado!

A plateia explodiu. Risos, assobios. Um homem gritou:

- Eita, que o violeiro deu um nó na gravata do professor!

Aderbal sentiu o rosto queimar. Aquilo era uma afronta à lógica. A língua não podia ser "bicho solto". Sem regras, haveria o caos. Sem a norma, como diferenciaríamos a barbárie da civilização?

Ele respirou fundo e contra-atacou, buscando refúgio nos clássicos.

— Citas o vento, ó bardo de estrada e poeira,

Mas esqueces Camões, a nossa grande bandeira!

A língua de Lusa não é feita de asneira,

Exige estudo, suor e labuta inteira.

Seu verso é improviso, carece de estofo,

É como casa de taipa, de barro e de mofo.

A minha sintaxe é pedra, alicerce robusto,

E teu linguajar chulo me causa só susto!

Chico Timbira riu alto, um som que ecoou na praça.

— Camões era caolho, mas enxergava longe,

Não ficava trancado rezando como monge.

Ele viveu no mar, na guerra, na confusão,

A língua dele tinha sal, sangue e paixão.

O senhor quer prender a palavra no dicionário,

Fazer dela museu, coisa de antiquário.

Mas a palavra quer rua, quer feira, quer bar,

Quer ser dita errada pra poder se misturar!

O povo vibrava. Aderbal percebeu que estava perdendo o terreno. Sua lógica cartesiana não tinha poder contra a força telúrica do repente. A gramática era uma ferramenta de exclusão; o repente era uma festa de inclusão.

— Misturar é confundir! — gritou Aderbal, perdendo a métrica e a compostura. — É nivelar por baixo! É destruir o patrimônio!

Chico Timbira parou a viola. O silêncio caiu pesado. Ele se aproximou do professor, olhando-o nos olhos.

— Doutor, patrimônio é o que o povo guarda no peito,

Não o que tá no livro, mofando no leito.

A língua só morre quando ninguém mais a usa,

E o senhor tá matando ela com esse nó na gravada.

Solta o nó da gravata, deixa o verbo correr,

Que a gramática serve pra gente se entender,

Mas na hora do aperto, do choro e do riso,

A gente fala como o coração pede, sem juízo.

Com um último acorde rasgado, Chico encerrou o duelo. A praça inteira aplaudiu, não apenas o vencedor, mas a verdade que ele cantara. Aderbal ficou ali, parado, sentindo o peso de seus manuais e a leveza insuportável da língua viva que o cercava.

- Seu Chico eu  tenho uma admiração secreta por vocês violeiros. – Admitiu o professor.

-E eu pelos professores, mas não tive oportunidade de estudar. – Respondeu chico.

- Quero te confessar uma coisa. – Afirmou Aderbal.

- Diga meu amigo letrado. -  . Pediu o violeiro.

- Meu avô falava igualzinho o senhor.

Silêncio.

- Então o senhor já conhecia essa língua desde menino.

 Ambos sorriram. Lentamente, Aderbal levou a mão ao pescoço e afrouxou o nó da gravata.

José Casanova

Professor, Jornalista, Escritor e Cronista

Membro da Academia Bacabalense de Letras

POESIA - FERNANDO PESSOA


Não sou nada.

Nunca serei nada.

Não posso querer ser nada.

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,

Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é

(E se soubessem quem é, o que saberiam?),

Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,

Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,

Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,

Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,

Com a morte a pôr umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,

Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.


Fernando Pessoa 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

ORLEAN E EDVALDOARRASTAM MULTIDÃO

O pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão, e o pré-candidato a vice-governador em sua chapa, Edivaldo Holanda Júnior, deram início a uma nova etapa da pré-campanha em São Luís. A primeira agenda desse novo momento aconteceu em uma grande festa popular na ultima segunda-feira (6), na área Itaqui-Bacanga, onde eles foram calorosamente recebidos por cerca de 10 mil moradores e lideranças comunitárias dos mais de 50 bairros que compõem a região. 

A partir de agora, Orleans e Edivaldo percorrerão juntos todas as regiões da Ilha e do Maranhão, dialogando com a população e ouvindo as principais demandas de cada comunidade para subsidiar a construção do plano de governo.

No ato, que contou também com a presença do governador Carlos Brandão, Orleans iniciou seu pronunciamento agradecendo ao ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior por ter aceitado integrar o projeto  político ao seu lado. Ele destacou a trajetória administrativa de Edivaldo à frente da Prefeitura de São Luís e afirmou que o reconhecimento que ele usufrui hoje da população é reflexo do grande trabalho realizado durante sua gestão, principalmente nos bairros da periferia, onde tem grandes feitos.

Quero começar agradecendo ao Edivaldo por ter aceitado caminhar ao nosso lado. Ele deixou a Prefeitura de São Luís com cerca de 80% de aprovação, resultado do excelente  trabalho que realizou em toda a capital. Tenho certeza de que sua experiência será fundamental para construirmos esse novo projeto e que ele nos ajudará muito a planejar importantes  ações para São Luís”, afirmou. 

Na sequência, Orleans  ressaltou que Edivaldo conhece profundamente a realidade das comunidades ludovicenses, enfatizou sua atuação em setores estratégicos da administração pública, especialmente infraestrutura urbana e assistência social, área  que foi desmantelada na atual gestão.

Não tenho dúvidas de  que escolhemos o melhor pré-candidato a vice que poderíamos ter. Edivaldo sabe como trabalhar por São Luís. Tem grandes feitos aqui na área Itaqui-Bacanga e em toda a capital, além de conhecer as comunidades ludovicenses como ninguém.”, afirmou Orleans.

Na ocasião, ele assumiu ainda o compromisso de priorizar investimentos voltados aos bairros da área Itaqui-Bacanga, que enfrentam problemas históricos relacionados à deficiência dos serviços públicos municipais, especialmente nas áreas do transporte coletivo, de infraestrutura e mobilidade urbana.

O novo ciclo da pré-campanha ocorre em um cenário de crescimento em São Luís. Levantamentos recentes têm apontado avanço de Orleans Brandão na capital maranhense, refletindo a intensificação de sua presença junto às comunidades  ludovicenses. Edivaldo Holanda Júnior chega nesse momento para reforçar ainda mais o projeto político para a capital, onde tem grandes feitos. 

Ao iniciar a caminhada pela região Itaqui-Bacanga, Edivaldo Holanda Júnior destacou o simbolismo do momento e relembrou sua relação histórica com a comunidade. “Hoje é um dia muito especial. Estamos começando essa nova caminhada pela região Itaqui-Bacanga, uma área onde deixei muitas marcas positivas, fruto de muito trabalho e compromisso com a população”, disse.

Edivaldo lembrou das transformações que proporcionou à área quando esteve à frente  da Prefeitura de São Luís e afirmou que agora o sentimento é de abandono.

Executamos muitas obras que transformaram São Luís e esta região, como o Hospital da Mulher, obras de drenagem profunda em pontos críticos, pavimentação asfáltica de dezenas de ruas, reforma de unidades de saúde e tantas outras ações que melhoraram a vida da população ludovicense”, ressaltou.

Durante o discurso, ele também lamentou o distanciamento entre  Poder Municipal e as lideranças politicas nos últimos anos. “Infelizmente, há muito tempo as lideranças de São Luís deixaram de ser ouvidas. Isso é algo lamentável porque é ouvindo as pessoas que conseguimos conhecer os problemas e construir as soluções que elas realmente precisam”, frisou. 

Encerrando sua fala, Edivaldo convocou os moradores da região Itaqui-Bacanga a se engajarem na pré-campanha e ampliarem a mobilização em favor da continuidade das ações desenvolvidas no estado. “Eu peço a cada um de vocês que caminhe conosco. Vamos de casa em casa, conversar com as famílias, levar essa mensagem de esperança e de trabalho. Vamos mostrar que esse grupo tem compromisso com o Maranhão e que precisa continuar realizando as obras e as ações que transformam a vida das pessoas”, concluiu

PREFEITURA DE BACABAL REALIZA FESTIVAL DO PESCADOR ARTESANAL NO POVOADO JARDIM NESTE SABADO (12)


Prefeitura de Bacabal realiza 1º Festival do Pescador Artesanal no Povoado Jardim neste sábado (11)

A Prefeitura de Bacabal realiza neste sábado, dia 11 de julho, o 1º Festival do Pescador Artesanal do Povoado Jardim, um evento voltado à valorização da cultura ribeirinha, das tradições locais e do trabalho dos pescadores artesanais do município.

A programação terá início às 7h da manhã e contará com uma série de atividades esportivas, culturais e recreativas ao longo de todo o dia. O festival terá partidas de futebol masculino e feminino, competição de tarrafa, concurso do melhor jogador de tarrafa, concurso de história de pescador, disputa do melhor prato de pescado, campeonato infantil de baladeira, corrida de canoas, apresentações culturais, concursos de dança e diversas premiações.

Além de celebrar as tradições das comunidades ribeirinhas, o evento busca reconhecer a importância dos pescadores artesanais para a cultura e a economia local, promovendo um momento de integração entre moradores, visitantes e comunidades da região.

O encerramento da programação acontece a partir das 20h, com apresentações musicais de Eva Gomes e da Radiola Império do Rei, garantindo muita animação para o público presente.

O 1º Festival do Pescador Artesanal do Povoado Jardim é uma realização da Prefeitura de Bacabal, por meio da gestão Nova Bacabal, reforçando o compromisso do município com a valorização das manifestações culturais e das comunidades tradicionais.

NOVA PESQUISA, NOVO CENARIO




Pesquisa Econométrica, contratada pelo Jornal Pequeno, deve ser a primeira a mensurar o atual cenário eleitoral no Maranhão, após a mudança de rota do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), que desistiu de disputar o Governo do Maranhão e disputará uma vaga ao Senado.

O levantamento foi registrado no dia 06 de julho e ouviu 1.598 nos quatro primeiros dias do mês. A tendência é que a pesquisa seja divulgada no dia 12 de julho.

Para o Governo do Maranhão, o levantamento disponibilizou sete nomes: André Luís (Missão), Eduardo Braide (PSD), Enilton Rodrigues (PSOL), Felipe Camarão (PT), Orleans Brandão (MDB), Roberto Rocha (Novo) e Saulo Arcangeli (PSTU).

O detalhe é que a pesquisa foi a primeira a incluir o nome dos atuais sete pré-candidatos ao Governo do Maranhão. A pesquisa Real Big Data, que pode ser divulgada hoje, quarta-feira (08), não incluiu o nome de Saulo Arcangeli (PSTU).

Para o Senado, a pesquisa disponibilizou doze nomes ao eleitor: André Fufuca (PP), Antonia Cariongo (PSOL), Duarte Jr. (Avante), Eliziane Gama (PT), Hilton Gonçalo (Mobiliza), Lahesio Bonfim (Novo), Pedro Lucas (União Brasil), César Pires (PSD), Roseana Sarney (MDB), Simplício Araújo (DC), Weverton Rocha (PDT) e Franklin Douglas (PSOL)

POR QUE ME TORNEI ESTÓICO - OTÁVIO PINHO FILHO

Por que me tornei estoico

Sou católico apostólico romano, temente a Deus e profundamente grato pela fé que recebi. Minha aproximação com o estoicismo jamais representou um afastamento do cristianismo. Pelo contrário: encontrei nessa filosofia uma ferramenta valiosa para viver de forma mais coerente os valores que minha fé sempre me ensinou.

Tornei-me estoico porque encontrei no estoicismo não uma religião, mas uma filosofia de vida sólida, prática e atemporal, capaz de atravessar mais de dois milênios sem perder sua atualidade.

Identifico-me com uma escola de pensamento que nasceu cerca de 300 anos antes de Cristo e que foi construída por homens que enfrentaram grandes provações, perdas e desafios, transformando sofrimento em sabedoria e adversidade em crescimento.

Procuro cultivar virtudes que considero essenciais: equilíbrio emocional, coragem diante das dificuldades, senso de justiça, temperança e busca constante pela sabedoria. São virtudes valorizadas tanto pelos estoicos quanto pelos ensinamentos cristãos.

O estoicismo me ensina a distinguir aquilo que depende de mim daquilo que não depende. O cristianismo me ensina a confiar em Deus naquilo que foge ao meu controle. Vejo nessas duas visões não uma contradição, mas uma bela complementaridade.

Enquanto o estoicismo me convida a agir com razão, disciplina e responsabilidade, minha fé católica me recorda que a razão humana encontra sua plenitude quando iluminada pelo amor, pela esperança e pela graça divina.

Também me atrai o fato de o estoicismo não possuir sacerdotes, templos, cultos ou rituais obrigatórios. Não exige a crença em um Deus específico nem promete salvação após a morte. Essa missão pertence à minha fé católica, que abraço com convicção e gratidão.

Por isso, não vejo o estoicismo como uma religião concorrente ao cristianismo, mas como uma disciplina de vida que me ajuda a praticar valores que considero fundamentais: fé, autocontrole, humildade, gratidão, perseverança, responsabilidade e aceitação serena das coisas que não posso mudar.

Quando os estoicos falam em serenidade diante das dificuldades, lembro-me das palavras de Cristo acalmando a tempestade. Quando falam em suportar as provações com dignidade, lembro-me do exemplo dos santos. Quando falam em aceitar aquilo que não podemos mudar, lembro-me da oração: “Seja feita a Vossa vontade.”

Não sou um estoico perfeito, nem um cristão perfeito. Sou apenas um homem que procura, todos os dias, viver melhor, servir melhor, amar melhor e confiar mais em Deus.

Por isso me tornei estoico sem deixar de ser católico. Continuo seguindo a Cristo como meu Salvador e encontrando no estoicismo uma escola de disciplina, serenidade e virtude para a caminhada da vida.


Otávio Pinho Filho é médico, empresário, cantor, compositor, escritor, poeta, Membro da Academia Bacabalense de Letras 

POESIA - PROCEDÊNCIA,- MATHIAS MENDES



 PROCEDÊNCIA

  Venho lá da serena Paz campestre,

Lá das remotas e bucólicas paisagens,

De onde os procelosos ventos das friagens

Estrugem em cordilheiras do oeste...


Venho das serrarias do agreste,

Dos verdes vales, das verdejantes margens,

De onde com imponência as ramagens

Erguem-se altaneiras da vastidão silvestre.


Venho de extensas florestas, largos rios,

De entre animais belos e bravios,

Da terra onde o horizonte é mais candente...


 Venho das noites amenas das cordilheiras,

De perto do fragor das cachoeiras,

Da terra do esplendor do sol poente!


Mathias Mendes 


terça-feira, 7 de julho de 2026

TEATRO ARTHUR AZEVEDO REFORMADO E ENTREGUE POR CARLOS BRANDÃO

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, reinaugurou o Teatro Arthur Azevedo, em São Luís, após a maior reforma realizada no espaço nas últimas três décadas. A obra preservou as características históricas do prédio e modernizou toda a estrutura para receber artistas e público com mais conforto, segurança e acessibilidade.

A intervenção incluiu a restauração das fachadas, pinturas, lustre histórico, esquadrias e elementos originais do teatro, além da renovação completa da caixa cênica. Também foram modernizados os sistemas de climatização, iluminação, sonorização, combate a incêndio e geração de energia, além da reativação do elevador do fosso da orquestra, que estava desativado há 18 anos.

Outro destaque foi a implantação de acessibilidade em todo o equipamento, com rampas, plataformas elevatórias, piso tátil, sinalização em Braille, sanitários adaptados, espaços reservados para pessoas com deficiência e adequações nos camarins, bilheteria e demais ambientes.

Durante a cerimônia, Brandão destacou que a revitalização integra um conjunto de investimentos no Centro Histórico de São Luís: “Essa é uma das 22 obras que estamos realizando para fortalecer o turismo, valorizar a cultura e oferecer mais oportunidades para os artistas. Pela primeira vez, o Teatro Arthur Azevedo é totalmente acessível, garantindo inclusão e respeito às pessoas com deficiência”, afirmou o governador.

O diretor-geral do teatro, César Boaes, ressaltou a importância da entrega para a cultura maranhense: “É um dia de celebração para os artistas e para toda a população. O Teatro Arthur Azevedo está mais democrático, humanizado e preparado para receber grandes produções, preservando sua história e ampliando o acesso de todos”, disse.

Como parte da programação de reabertura, o teatro recebe neste sábado (4) um concerto gratuito da Orquestra Filarmônica do Maranhão, com participação especial da cantora Alcione. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria do teatro, conforme a capacidade do espaço.

Fundado em 1817, o Teatro Arthur Azevedo é o segundo mais antigo em funcionamento no Brasil e um dos principais patrimônios históricos e culturais do Maranhão. A reforma marca uma nova fase para o equipamento, aliando preservação histórica, tecnologia e acessibilidade

VICE DE ORLEANS É APROVADO POR BRANDÃO

A foto registra um encontro entre o governador Carlos Brandão, o pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão, e Edivaldo Holanda Jr., agora pré-candidato a vice-governador do Estado, antes de um ato político realizado ontem , segunda feira,  no Anjo da Guarda, 

Para Brandão, Edivaldo contribuirá muito para o futuro governo de Orleans, dando continuidade ao trabalho que já vem sendo desenvolvido em programas como Maranhão Livre da Fome, Restaurantes Populares, Educação de Verdade e muitos outros.

Edivaldo tem história, conhece bem São Luís, possui uma trajetória de serviços prestados que se reflete na qualidade de vida da população e sabe ouvir e respeitar tanto o povo quanto a classe política

SEGUNDO MELHOR SALARIO INICIAL DE PROFESSORES É NO MARANHÃO


De acordo com levantamento feito pelo “Planos de Carreira e Remuneração do Magistério”, do Movimento Profissão Docente, divulgado na tarde de ontem, segunda-feira (06) pelo CLP (Centro de Liderança Pública), o Maranhão seria o segundo estado brasileiro que melhor paga salário inicial dos professores da rede pública de ensino.

O salário inicial médio dos professores da rede estadual (40h) foi de R$ 6.212,36 em 2025, o equivalente a 128% do piso nacional. Mato Grosso do Sul: registrou a maior remuneração inicial do país, chegando a R$ 13.007,12. Já o Rio de Janeiro registrou o pior piso do magistério para o período, em R$ 4.867,77.

O Maranhão, com salário de R$ 8.452,03, seria o segundo estado do Brasil e o primeiro da Região Nordeste com melhor pagamento inicial dos professores. Os valores não consideram adicionais por tempo de serviço pagos por alguns estados.

O CLP destacou que as variações refletem não apenas as realidades fiscais e o espaço orçamentário de cada estado, mas também o desenho e a maturidade de seus planos de carreira. A atração de talentos e a melhoria dos índices de aprendizagem passam diretamente pela eficiência na alocação de recursos e pela modernização das carreiras do Estado