segunda-feira, 31 de agosto de 2026

PESQUISA REVELA SUBIDA DE AUGUSTO CURY


De acordo com a nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (31/8), mostra o atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), liderando as intenções de voto no primeiro turno e empatando tecnicamente com Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, na disputa pela Presidência da República.

No entanto, a grande novidade do levantamento é o candidato Augusto Cury (Avante), que em pouco tempo conseguiu algo que muitos tentaram e não conseguiram. Cury já assumiu a terceira colocação e alcançou dois dígitos com 11%. Na última pesquisa BTG/Nexus, no início do mês, ele tinha apenas 2%.

Em eventual disputa de segundo turno, Lula registra 46% das intenções de voto, contra 45% do Flávio Bolsonaro – empate técnico, os dois mantendo os mesmos percentuais da pesquisa anterior.

Foram ouvidos 2.005 eleitores entre os dias 28 e 30 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa BTG Pactual/Nexus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08900/2026

E TEM MAIS PESQUISA ELEITORAL NO MARANHÃO


Mesmo faltando mais de um mês para a data do 1º Turno das eleições 2026, é bem provável que este ano já tenha batido o recorde do número de pesquisas eleitorais.

Na ultima sexta-feira (28), tivemos o registro de mais uma, chegando a cinco pesquisas registradas somente nesta semana.

A mais nova é do Instituto Verita, que vai ouvir 1.525 eleitores, entre os dias 28 de agosto e 01 de setembro. A previsão é que seja divulgado na quinta-feira (03). A única coisa estranha do levantamento é que a Verita é a própria contratante.

Além da Verita, tivemos outras quatro pesquisas registradas na semana passada, são elas: INOP (pelo Jornal Pequeno), Instituo Aferir (pelo Jornal O Imparcial), IPSensus (pela Farol Pesquisa e Comunicação) e Atlas Intel (Rádio e TV Difusora).

No entanto, novamente a Justiça Eleitoral barrou a divulgação da pesquisa INOP. Ou seja, se as pendências não forem sanadas, novamente não poderá ser publicizada. De qualquer forma, quatro devem ser divulgadas

150 TRATORES E 88 RETROESCAVADEIRAS SAO ENTREGUES POR CARLOS BRANDAO PARA MUNICIPIOS MARANHENSES

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), realizou na última sexta-feira (28), no Parque Independência, em São Luís, a entrega de 150 tratores agrícolas com grade aradora, carreta e roçadeira, além de 88 retroescavadeiras, dentro de uma nova etapa do programa Maranhão Sustentável. Os equipamentos representam investimento de R$ 65.300.045,00 e serão destinados a municípios e associações contempladas.

A ação reúne a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), a Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF) e a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sagrima). Os tratores vão ampliar o acesso à mecanização e fortalecer a agricultura familiar. Já as retroescavadeiras poderão apoiar serviços como recuperação de estradas vicinais, drenagem e ações de prevenção e combate a incêndios.

Durante a entrega, Brandão destacou que os equipamentos fazem parte de uma estratégia de apoio ao produtor que combina mecanização, parceria com os municípios e incentivo à produção.

Os tratores agrícolas são acompanhados de grade aradora, carreta e roçadeira. É para atender, principalmente, ao agricultor familiar, para preparar sua terra. Então, nessa parceria entre governo do Estado e prefeitura, a gente chega ao agricultor familiar e melhora a vida dele”, afirmou.

O governador também ressaltou que o apoio ao campo envolve outras etapas, da produção à comercialização, por meio de iniciativas como feiras, PAA, Procaf, Restaurantes Populares, escolas e hospitais.

Mais estrutura para quem produz – Os 150 conjuntos de tratores com implementos agrícolas correspondem a um investimento de R$ 34.500.045,00. As 88 retroescavadeiras somam outros R$ 30,8 milhões.

O prefeito de Bequimão, Zé Martins, destacou o impacto da patrulha mecanizada para os produtores locais. “Estamos recebendo mais uma patrulha mecanizada para o nosso município, e essa patrulha vai ajudar de forma significativa a nossa agricultura familiar”, afirmou.

Para o prefeito de Loreto, Germano Coelho, a entrega fortalece a parceria entre Estado e municípios. “Essa ação vai chegar lá na ponta, servindo a quem mais precisa. A patrulha completa vem ajudar o homem do campo e fortalecer a agricultura familiar”, declarou.

Instituído pela Lei Estadual nº 12.716, de 18 de novembro de 2025, o Maranhão Sustentável reúne ações de mecanização agrícola, regularização fundiária, prevenção e combate a incêndios e valorização dos serviços ambientais.

Considerando as duas etapas de entrega de tratores e retroescavadeiras, os investimentos somam R$ 142.300.045,00. Na primeira etapa, em maio de 2026, foram adquiridas 220 retroescavadeiras. A segunda fase reúne os 150 conjuntos de tratores com implementos e as 88 retroescavadeiras entregues na sexta-feira

DISPUTA PRESIDENCIAL NOS ESTADOS


O Instituto Quaest realizou, nesta semana, pesquisas em 23 estados e no Distrito Federal. Baseados nesses dados podemos fazer um levantamento sobre a disputa presidencial no 1º turno, no embate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

De acordo com os números da Quaest, Lula lidera, fora da margem de erro de dois pontos percentuais, a disputa sobre Flávio Bolsonaro em sete estados, todos do Nordeste, são eles: Alagoas, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Já Flávio Bolsonaro lidera em outros sete estados: Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Roraima e Santa Catarina.

Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados, dentro ou no limite da margem de erro, nos seguintes estados: Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.

Vale ressaltar que Goiás é o único estado em que nenhum dos dois aparece liderando. A liderança é do ex-governador do estado, Ronaldo Caiado (PSD), que aparece com 32%. Flávio Bolsonaro (PL) tem 27% e Lula (PT) soma 20%.

Clique aqui e veja os dados dos 23 estados e do Distrito Federal

ROBERTO COSTA COMANDA O MAIOR ARRASTÃO POLÍTICO DA HISTÓRIA DE BACABAL

Dando continuidade à agenda de mobilizações pelo interior do estado, o candidato do MDB ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão, reuniu-se com o prefeito de Bacabal, Roberto Costa, lideranças locais e milhares de apoiadores no último sábado (29). Concentrado na Rua Dias Carneiro, no bairro Ramal, o ato percorreu diversas vias da cidade em um grande “Arrastão da Vitória”, marcando a união do grupo municipalista em torno da candidatura de Orleans ao Palácio dos Leões.

Durante o evento, Orleans relembrou sua atuação à frente da Secretaria de Estado de Assuntos Municipalistas e destacou programas de impacto direto na vida das famílias maranhenses, além de investimentos viabilizados para Bacabal nas áreas de infraestrutura, cultura e assistência social.

“Quando estive à frente da Secretaria de Assuntos Municipalistas, aprendi que governar é estar perto das pessoas. Pude idealizar e ver nascer o cartão Maranhão Livre da Fome, além de ampliarmos os Restaurantes Populares. Trabalhamos pela cultura, pelos mutirões e garantimos mais de 40 km de pavimentação asfáltica em Bacabal. O nosso compromisso é continuar esse ritmo de entregas”, afirmou Orleans Brandão.

A mobilização também contou com o engajamento de candidatos das chapas majoritária e proporcional. A ex-governadora e candidata ao Senado Federal Roseana Sarney discursou em defesa da candidatura de Orleans e destacou a experiência adquirida pelo emedebista ao longo de sua trajetória.

Aqui está o meu parceiro de andanças, de caminhadas, o meu parceiro que vai ser, com certeza, o governador do Maranhão. Esse jovem que adquiriu experiência, que sabe trabalhar pelo povo e que já demonstrou que é competente. Vocês, com certeza, vão levá-lo ao Palácio dos Leões. Para isso, a gente tem que eleger Orleans, e vocês já sabem o número: é o 15”, destacou Roseana Sarney.

O prefeito Roberto Costa ressaltou a importância da aliança para assegurar a continuidade dos investimentos e serviços públicos nas áreas de educação, saúde e infraestrutura. Para o gestor, a parceria construída com Orleans durante sua passagem pela Secretaria de Assuntos Municipalistas reforça a expectativa de novos avanços para a cidade.

“Nós começamos essa movimentação porque a campanha chegou e, com ela, é preciso defender um legado e um projeto que prioriza a população. O Orleans esteve ao nosso lado em cada conquista e representa a certeza de que Bacabal continuará avançando”, declarou Roberto Costa.

Ao apresentar prioridades para uma eventual gestão, Orleans assumiu compromissos para enfrentar demandas históricas da cidade, especialmente nas áreas de abastecimento de água e saúde. Entre as principais propostas anunciadas está a implantação, a partir de 2027, de uma estação de tratamento de água no município.

“Nós já conversamos sobre isso, e o projeto já foi solicitado ao governador Brandão: em 2027, vamos implantar a estação de tratamento de água em Bacabal para resolver em definitivo esse problema que dura anos. Além disso, assumo o compromisso de trazer mais saúde e novos investimentos para a cidade. Se o Brandão foi um grande parceiro do Roberto Costa, eu serei um parceiro ainda melhor para fazer de Bacabal uma cidade cada vez mais forte”, assegurou Orleans.

O “Arrastão da Vitória” contou ainda com a presença da presidente da Assembleia Legislativa e candidata a deputada federal, Iracema Vale; do candidato a deputado estadual Davi Brandão; e dos candidatos ao Senado Federal, senador Weverton Rocha e Dr. Hilton Gonçalo.

COLUNA DO CARLOS BRANDÃO - QUANDO A CHAVE MUDA UMA VIDA

 


Por Carlos Brandão

Esta semana, em São Luís, vivemos um momento gratificante: entregamos as primeiras 500 unidades do Residencial Mato Grosso. Para muitas famílias, foi o fim de uma espera que durou anos e o começo de uma nova etapa.

Uma casa própria muda muita coisa. Traz mais segurança para os filhos. Dá a uma família a possibilidade de planejar o futuro com um pouco mais de tranquilidade. Entrega dignidade.

O Residencial Mato Grosso começou a ser contratado em 2013. As obras ficaram paralisadas durante anos. Quando assumimos o governo, uma das nossas prioridades sempre foi buscar soluções para projetos importantes que estavam parados. Foi o que fizemos também nesse caso, com toda a sensibilidade do presidente Lula.

A retomada do “Minha Casa, Minha Vida”, em 2023, e a recriação do Ministério das Cidades abriram novamente esse caminho. E o diálogo que mantemos com o presidente foi fundamental para que pudéssemos avançar.

Temos defendido, desde o início da nossa gestão, que Maranhão e Brasil precisam trabalhar juntos. É o que chamamos de unidade e parceria. Não acreditamos em governo que se fecha em si mesmo. Quando há diálogo, respeito institucional e disposição para resolver problemas, quem ganha é a população.

No Residencial Mato Grosso, que tem o acompanhamento da Caixa Econômica Federal, essa parceria não termina na entrega das casas. O governo do Maranhão concluiu o quartel da Polícia Militar, implantou a Avenida Metropolitana, que atende a mais de 50 bairros e melhora o acesso à região, e está construindo quatro quadras poliesportivas para as crianças e os jovens. Também vamos assumir a operação do saneamento e do abastecimento de água do setor.

Ou seja: não estamos apenas entregando moradias. Estamos ajudando a criar as condições para que essas famílias tenham um lugar adequado para viver.

Uma das cenas que mais nos marcaram foi ver a dona Vivian Nascimento receber as suas chaves. Depois de tantos anos esperando, ela resumiu tudo de uma maneira simples: estava feliz e agradecida ao presidente Lula e ao nosso governo.

É difícil ouvir isso e não pensar no sentido do nosso trabalho. Porque os números são importantes. E nós precisamos falar deles: são 3 mil moradias previstas no Residencial Mato Grosso, um investimento de R$ 312,9 milhões e cerca de 12 mil pessoas beneficiadas quando todas as etapas forem concluídas.

O governo federal já tem R$ 14,4 bilhões em investimentos previstos para o Maranhão, incluindo habitação, Novo PAC e contratos de repasse. No “Minha Casa, Minha Vida”, são mais de 75 mil moradias contratadas no estado. Mas nenhum desses números explica sozinho o que aconteceu esta semana. Quem explica é a família que recebeu uma chave.

Por isso é tão importante a parceria que temos construído com o presidente Lula. O Maranhão ainda tem muitos desafios. Para enfrentá-los, precisamos de recursos, projetos, capacidade de execução e, principalmente, disposição para trabalhar juntos.

No fim, as chaves entregues esta semana cabem na mão. Mas, para uma família que esperou anos pela casa própria, ela representa uma conquista enorme.

E é para transformar recursos públicos em conquistas como essa que vale a pena governar

POESIA - NÚPCIAS NO CASSÓ - OTÁVIO PINHO FILHO

 


domingo, 30 de agosto de 2026

OPINIÃO - O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA - POR JÚNIOR PACÍFICO DE PAULA

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*O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA*

Júnior Pacífico de Paula – Engenheiro – Empresário – Ambientalista

Talvez o maior cabo eleitoral do governo do Presidente Lula seja o Bolsa Família. Porém, de fato, foi durante o mandato do Presidente Fernando Henrique Cardoso que se criou os programas de renda mínima, naquela época chamado de Bolsa Escola, na realidade, os programas de renda mínima foram criados por Cristovam Buarque, então governador do Distrito Federal, e o prefeito de Campinas (SP), Roberto Magalhães Teixeira. Foram criados diversos fundos como vale-alimentação e o Fundo de Combate à Pobreza e outros.

Coube ao Presidente Lula a ideia de unificar todos estes programas, criando então o Bolsa Família, através da Lei 10.836, de 9 de janeiro de 2004. O programa em tese unificou todos os programas já existentes em um único programa social, sendo coordenados e centralizados no Ministério de Desenvolvimento Social.

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), o Programa Bolsa Família é o maior e melhor programa de distribuição de renda do mundo. O programa teve impactos muito positivos na redução das desigualdades sociais, a redução da pobreza extrema, na melhoria dos indicadores sociais, no aumento da frequência escolar e o acesso à saúde. Estes são pontos irrefutáveis, que nós brasileiros percebemos no nosso cotidiano.

O conceituado jornal britânico The Economist, nomeou o programa como: “um esquema anti-pobreza originado no Brasil, que está ganhando adeptos no mundo afora”. Já o jornal francês Le Monde diz: “O Programa Bolsa Família amplia, sobretudo, o acesso à educação, a qual representa a melhor arma, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, contra a pobreza”.

O programa começou com 3,6 milhões de famílias e hoje tem algo em torno de 19,2 milhões de famílias em todo país, beneficiando algo em torno de 50 milhões de pessoas. O valor médio recebido por família é de R$ 680,00 (seiscentos e oitenta reais), atualmente o Brasil gasta cerca de R$ 158 bilhões para manter o programa ao ano.

O grande problema do Bolsa Família é que não há um estímulo real para que as famílias deixem o programa, os beneficiários desejam ficar no programa de forma permanente. Acredita-se também que mais de 20% das famílias beneficiadas entraram no programa de forma fraudulenta, inserindo dados falsos no cadastro. Criou-se também um contingente enorme de pessoas que não assinam a carteira de trabalho, mesmo trabalhando, com o temor de perderem o benefício, criando, dentre outros males, um enorme déficit na Seguridade Social (INSS).

No famoso livro “O Príncipe” de Nicolau Maquiavel, ele já preconizava que “todo mal deve ser feito de uma só vez, já o bem de pouco a pouco, visto que os favores distribuídos lentamente mantêm as pessoas permanentemente gratas e com a sensação de expectativa contínua”. Na realidade, será que existe um real interesse de retirar as famílias que melhoraram os indicadores sociais do Programa Bolsa Família, ou há um interesse maior de torná-los dependentes para sempre do programa, tornando-os uma massa eleitoral cativa e fácil de controle.

Na cidade de Nova York nos Estados Unidos, foi criado um programa semelhante ao Bolsa Família, inspirado no programa brasileiro, este programa chamava-se Opportunity NYC, atendeu cinco mil famílias de baixa renda dos bairros Harlem e Bronx. Estas famílias além do auxílio recebido, eram obrigadas a estudar e se reciclarem a nível profissional, o resultado foi excelente, em poucos anos, todos saíram do programa e conseguiram melhorar bastante o padrão de vida.

Ao longo de mais de vinte anos foram gastos no programa cerca de 800 bilhões de reais, esta montanha de dinheiro seria suficiente para construir mais de 30 milhões de casas populares. Hoje o Brasil tem um déficit habitacional de aproximadamente 6 milhões de moradias, como este programa poderíamos dar uma moradia para metade da população brasileira, visto que o Brasil tem aproximadamente 65 milhões de casas. Poderíamos construir também 800 hospitais iguais ao Hospital Sírio Libanês da capital de São Paulo, considerado um dos melhores do Brasil, ou seja, um hospital para todas as cidades com 50.000 e 100.000 mil habitantes existentes no Brasil.

Segundo dados do Banco Central, aproximadamente 5 milhões de beneficiários jogam em apostas nas dezenas de Bets que surgiram no Brasil, sendo a grande maioria formadas por empresas estrangeiras. Segundo o mesmo Banco Central já foram gastos mais de 5 bilhões de reais nestas apostas esportivas, o que é revoltante para o cidadão comum, que paga uma das maiores taxas de impostos do mundo.

O ex-presidente americano Ronald Reagan disse, certa vez, algo que define de forma extremamente clara qual deveria ser a filosofia do Bolsa Família: “O sucesso dos programas sociais deve ser medido por quantas pessoas conseguem sair dele, e não por quantas pessoas entram.”.

De fato, o impacto do programa Bolsa Família na redução da pobreza não significa que o programa Bolsa Família seja uma panaceia, mas que ninguém deve ignorar suas limitações ou que seu progresso é sempre garantido. Uma política social dessa escala precisa ser mais do que uma assistência imediata; precisa estar conectada com educação, trabalho, emprego, geração de renda (a longo prazo). Portanto, a grande tarefa é fazer com que a assistência não seja um serviço pontual, mas uma ferramenta na qual as famílias em circunstâncias mais vulneráveis possam obter as condições adequadas para transformar sua situação em realidade.

COLUNA DO DR. ERIVELTON LAGO -DOM QUIXOTE, A VIDA REAL E O DIREITO DE INTERPRETAR: EM DEFESA DE HUMBERTO BOULHOSA

DOM QUIXOTE, A VIDA REAL E O DIREITO DE INTERPRETAR: EM DEFESA DE HUMBERTO BOULHOSA

Eu não li a obra de Miguel de Cervantes, Dom Quixote de La Mancha. Porém, no ensino médio tive que resumi-la para apresentar um trabalho de escola para nota de fim de ano. O meu professor de história, me passou essa tarefa para um trabalho de equipe. Confesso que gostei, mas não dei a mínima para o que li. Afinal eu queria apenas ir para o terceiro ano. Porém, daí em diante sempre gostei de rever trechos ou resumos sobre o aventureiro. Depois me chamou a atenção a versão em um filme de Peter Yates, em meados de 2005. Vi no filme muitas coisas que não batiam com o livro, mas, e daí, filme é filme! Na verdade, a obra literária de Cervantes não termina quando o escritor coloca o ponto final. Às vezes, é justamente ali que ela começa. O texto sai das mãos do autor, encontra leitores e passa a admitir interpretações, divergências e até controvérsias. Alguns leitores não interpretam nada. Contudo, recentemente, vem ocorrendo uma interessante discussão silenciosa entre dois amigos advogados criminalistas: Marco Mejia, do Rio Grande do Sul, e Humberto Boulhosa, do Pará.

No livro, O Cirineu Farol da Advocacia, Humberto Boulhosa, ao fazer referência ao personagem imortal de Miguel de Cervantes, escreve, na página 130, que Dom Quixote “lê tanto sobre esses heróis e suas aventuras ao ponto de perder a noção da realidade”.

Marco Mejia faz uma objeção. Segundo sua leitura, a afirmação não representaria adequadamente toda a complexidade da obra de Cervantes. Invoca, inclusive, determinada compreensão atribuída à tradição interpretativa italiana, segundo a qual Dom Quixote jamais teria verdadeiramente perdido a noção da realidade. A crítica é intelectualmente legítima. O problema está em transformá-la numa demonstração de que Boulhosa não conhece Dom Quixote. Aí me parece que se vai longe demais.

E por uma razão muito simples: o próprio texto de Cervantes oferece sustentação para a interpretação empregada por Boulhosa. Logo no início da obra, Cervantes associa expressamente as leituras excessivas dos romances de cavalaria à alteração do juízo de Alonso Quijano. Essa relação entre leitura, imaginação e perda do juízo não é uma invenção posterior dos leitores. É um dos mecanismos narrativos utilizados pelo próprio Cervantes. Estudos contemporâneos sobre a obra observam precisamente que o narrador apresenta o fidalgo como alguém que leu tantas histórias de cavalaria que passou a tomá-las como verdadeiras e a projetar sobre o mundo presente a realidade épica dos cavaleiros andantes. Nesse ponto, errou o meu querido amigo Mejia. A obra de Cervantes tem mais de 1.000 páginas. 

O advogado Boulhosa resumiu a obra, didaticamente, em 3 páginas, pois o seu livro, O Cirineu, é apenas um “farol da advocacia”, não é um tratado sobre metafísica. A própria narrativa de Cervantes oferece exemplos inequívocos de um mundo fantasioso. Dom Quixote acredita na realidade histórica dos cavaleiros de seus livros e procura reproduzir suas aventuras no mundo concreto. Em determinado diálogo, o cônego questiona como aquelas leituras puderam afetar de tal maneira seu juízo; Dom Quixote responde reafirmando sua crença nos cavaleiros andantes. Um homem que acredita em cavaleiro andante, é o mesmo que acredita em cavaleiro errante que sai pelo mundo sem eira e nem beira, sem rumo a combater injustiça. Claro, Dom Quixote “Quijano” realmente perdera o juízo. 

Portanto, dizer que ele “perde a noção da realidade” não constitui, por si só, erro literário. É claro que a questão é mais sofisticada. Dom Quixote não perde permanentemente toda e qualquer capacidade racional. Ele é capaz de conversar, argumentar, demonstrar inteligência, formular juízos e, em muitos momentos, revelar uma sabedoria extraordinária. Sua relação com a realidade é ambígua. Há estudos e até as películas do cinema ressaltam exatamente essa tensão entre razão e delírio: diante do mundo exterior, ele interpreta determinados fatos segundo o universo cavaleiresco que construiu para si.

É aí que encontro mérito na observação de Mejia. Se alguém interpretar a frase de Boulhosa em sentido clínico, absoluto e permanente, como se Dom Quixote tivesse perdido completamente qualquer contato com a realidade durante toda a narrativa, a afirmação realmente exigiria ressalvas. Mas não me parece que seja isso que Boulhosa esteja dizendo. Boulhosa escreve literatura. E a literatura trabalha também com metáforas, sínteses e imagens. “Perder a noção da realidade”, naquele contexto, pode perfeitamente significar que o personagem permitiu que o universo imaginário das leituras se sobrepusesse ao mundo sensível. E é exatamente isso que acontece quando um moinho deixa de ser apenas um moinho porque, aos olhos de Dom Quixote, tornou-se um gigante.

O moinho continua existindo. A realidade objetiva não mudou. Quem mudou foi o olhar de Dom Quixote sobre ela. E talvez esteja justamente aí uma das maiores genialidades de Cervantes. Dom Quixote não vive simplesmente fora da realidade. Ele reinterpreta a realidade a partir da fantasia que passou a habitar dentro dele. Por isso, a fronteira entre loucura, imaginação, idealismo e realidade constitui uma das riquezas inesgotáveis do personagem. Há inclusive crítica cervantina que identifica dois níveis nessa “loucura”: a crença de que os romances de cavalaria relatavam fatos verdadeiros e a convicção de que ele próprio poderia restaurar aquele universo cavaleiresco no mundo em que vivia.

Por essa razão, fico, nessa pequena controvérsia literária, mais próximo da formulação de Humberto Boulhosa, sem considerar equivocada a provocação de Marco Mejia que é um homem inquieto, mas a inquietude não pode se transformar em uma crítica que beira a deslealdade. Mejia, assim percebo, chama nossa atenção para a complexidade filosófica de Dom Quixote. Boulhosa utiliza uma síntese literária de Dom Quixote. As duas coisas não são incompatíveis. Talvez o equívoco esteja apenas em exigir de uma frase metafórica aquilo que exigiríamos de uma tese acadêmica sobre Cervantes. Imagino que uma metáfora não precisa carregar nas costas quatro séculos de crítica literária para ser legítima. 

Aliás, há uma ironia deliciosamente cervantina nessa discussão: estamos debatendo se Dom Quixote perdeu ou não a noção da realidade justamente porque Cervantes conseguiu criar um personagem no qual realidade e imaginação nunca permanecem inteiramente separadas. “Dom Quixote vê aquilo que os outros não veem”. Acho que um dia ouvi isso do professor de história, o maranhense Teixeira. Onde há hospedaria, encontra castelo. Onde existe uma mulher comum, encontra Dulcineia. Onde existem moinhos, aparecem gigantes. E onde a realidade lhe oferece uma vida ordinária, ele encontra a possibilidade extraordinária da aventura.

Por isso, quando Humberto Boulhosa escreve que Dom Quixote leu tanto sobre heróis e aventuras “ao ponto de perder a noção da realidade”, não vejo desconhecimento da obra. Vejo uma metáfora perfeitamente defensável, amparada, inclusive, pelo ponto de partida narrativo escolhido pelo próprio Cervantes. Marco Mejia tem razão ao advertir que Dom Quixote é maior e mais complexo do que a simples figura de um homem desconectado da realidade. Mas Humberto Boulhosa também tem razão ao perceber que alguma ruptura com a realidade precisava acontecer para que Alonso Quijano pudesse transformar-se em Dom Quixote. Porque, se ele enxergasse apenas aquilo que todos enxergavam, o moinho continuaria sendo moinho, a hospedaria continuaria sendo hospedaria e Alonso Quijano jamais teria se tornado Dom Quixote de La Mancha.

E talvez seja essa a beleza definitiva do personagem: Dom Quixote não perdeu simplesmente a realidade. Ele ganhou outra. Uma realidade impossível para os outros, mas suficientemente verdadeira para fazê-lo montar em Rocinante e sair pelo mundo em busca de novas aventuras em companhia de Boulhosa e Mejia.

Erivelton Lago  - Advogado Criminalista. 

DIAGNOSE - COLUNA DO DR.OTAVIO PINHO FILHO - OSTEOGÊNESE IMPRRFEITA

Osteogênese imperfeita tipo I é o tipo mais leve. Algumas crianças podem ter apenas os sintomas de esclera azulada e dor muscular e nas articulações causadas por articulações frouxas. As crianças com esse tipo podem ter um risco maior de sofrer fraturas durante a infância.

A osteogênese imperfeita tipo II é o tipo mais grave e é fatal. Os bebês geralmente nascem com muitos ossos partidos. O crânio pode ser tão macio que ele não consegue proteger o cérebro contra a pressão exercida na cabeça durante o parto e isso pode causar hemorragia dentro e ao redor do cérebro e resultar no natimorto. Estes bebês têm braços e pernas curtos e escleras azuladas. Os bebês com esse tipo podem morrer subitamente nos primeiros dias ou semanas de vida.

A osteogênese imperfeita tipo III é o tipo mais grave que não é fatal. As crianças com este tipo têm uma estatura bastante baixa e coluna curvada e sofrem de fraturas frequentes. Este tipo faz com que os ossos se quebrem com lesões mínimas, geralmente quando as crianças começam a andar. Essas crianças também têm um crânio muito grande e um rosto com formato triangular, causado pelo desenvolvimento acentuado da cabeça e o subdesenvolvimento dos ossos da face. Deformidades do tórax são comuns. A cor da esclera varia.

A osteogênese imperfeita tipo IV varia amplamente em gravidade e pode causar deformidades. A criança com esse tipo tem ossos que se fraturam facilmente durante a infância, antes da puberdade. A cor da esclera é normalmente branca. A criança tem baixa estatura. Crianças com esse tipo podem se beneficiar do tratamento e a taxa de sobrevida é alta.

A osteogênese imperfeita tipo V pode incluir o endurecimento da membrana entre os ossos do antebraço, o que limita a mobilidade. As crianças têm um osso do braço (rádio) deslocado na altura do cotovelo. Os ossos podem crescer de forma anômala enquanto cicatrizam de fraturas.

Diagnóstico de osteogênese imperfeita

Antes do nascimento, às vezes, um ultrassom pré-natal, biópsia de vilosidades coriônicas ou amniocentese

Após o nascimento, avaliação médica e, às vezes, análise celular ou exames genéticos

Antes do nascimento, a osteogênese imperfeita pode ser detectada em gestantes por meio de um ultrassom pré‑natal. É possível que os médicos façam outros exames, tais como uma biópsia de vilosidades coriônicas ou uma amniocentese, para fazer o diagnóstico.

Após o nascimento, o médico faz o diagnóstico da osteogênese imperfeita com base nos sintomas e no resultado de um exame físico. Caso o diagnóstico não esteja claro, o médico pode coletar uma amostra de pele para ser examinada ao microscópio (biópsia) para analisar um tipo de célula do tecido conjuntivo denominada fibroblasto ou ele pode coletar uma amostra de sangue para examiná‑la quanto à presença de determinados genes.

As radio­grafias podem mostrar as estruturas ósseas anômalas sugestivas de osteogênese imperfeita.

Um exame denominado audiometria costuma ser realizado na infância para monitorar a audição.

Tratamento de osteogênese imperfeita

Bifosfonatos

Hormônio do crescimento

Às vezes, denosumabe, teriparatida e/ou suplementos de vitamina D

Não existe cura para a osteogênese imperfeita, mas existem tratamentos disponíveis para controlar os sintomas e algumas complicações.

Um tipo de medicamento denominado bifosfonato pode ajudar a fortalecer os ossos e diminuir a dor óssea e reduzir o risco de fraturas e da curvatura da coluna vertebral. Os bifosfonatos podem ser administrados por via intravenosa (por exemplo, o pamidronato ou o ácido zoledrônico) ou tomados por via oral (alendronato).

As injeções do hormônio do crescimento, além dos bifosfonatos, podem melhorar o crescimento e a resistência dos ossos em algumas crianças.

O denosumabe é um medicamento semelhante aos bifosfonatos, pois ajuda a prevenir a perda óssea e ele costuma ser administrado na forma de injeção. Ele pode ajudar algumas pessoas com osteogênese imperfeita.

A teriparatida é uma forma sintética do hormônio da paratireoide. Esse medicamento estimula a formação e aumenta a resistência dos ossos. Ele é administrado na forma de injeção sob a pele. A teriparatida não pode ser administrada a crianças.

A vitamina D é uma vitamina que ajuda o corpo a absorver cálcio e fósforo, que são essenciais para se ter ossos saudáveis. Se pessoas com osteogênese imperfeita não tiverem uma quantidade suficiente de vitamina D (deficiência de vitamina D), os médicos administram suplementos de vitamina D.

Os médicos tratam os ossos fraturados da mesma maneira que tratariam crianças que não têm osteogênese imperfeita. No entanto, os ossos fraturados em crianças com osteogênese imperfeita podem se deformar ou não crescer. Assim, o crescimento pode ficar permanentemente estagnado em crianças com vários ossos quebrados e as deformações ocorrem com frequência. Para poder estabilizar o crescimento e prevenir fraturas, é possível que os médicos implantem cirurgicamente hastes metálicas em ossos longos, tais como os braços e as pernas.

Fisioterapia e terapia ocupacional ajudam a melhorar o funcionamento e a fortalecer os músculos. Tomar medidas para evitar até mesmo lesões menores pode ajudar a prevenir fraturas.

Algumas crianças com perda auditiva podem se beneficiar com um implante coclear (um aparelho que converte as ondas sonoras em sinais elétricos que são enviados a eletrodos implantados no ouvido interno).