terça-feira, 6 de outubro de 2026
OPINIAO -O FILÓSOFO, O FISCOPULO E O ORACULO ?- POR JOAQUIM HAICKEL
COM A PALAVRA - INEXPLICÁVEL ,- POR JORGE PASSINHO
Bom diaaaaaaaa
Café com panqueca quente é Deus alimentando a gente.
Tem coisa que não se explica, só se sente, ponto. Caminhar descalço, pela manhã, na Litorânea é uma delas.
É tirar o tênis e deixar o pé atritar na areia molhada. No começo a areia gruda, depois ela massageia. Cada passinho parece descarregar um peso que a gente nem sabia que estava carregando.
O vento vem de frente, forte, salgado, bagunça o os pensamentos, mas limpa as ideias. Traz aquele cheiro de maresia que não tem Boticário que copie.
E o mar... o mar salgado da Litorânea tem um verde que muda. Verde-claro perto da areia, verde-escuro mais longe, quase azul quando o sol bate forte. E o barulho. O marulho que não para. Vai e vem, vai e vem, "é nesse vai e vem que a gente se dá bem" como se dissesse: calma, tem tempo.
O sol não queima, ele doura. Vai aquecendo devagar o ombro, as costas, a pele, o rosto. A gente sente que está vivo, vivo, muito vivo, graças a Deus.
Caminhar ali descalço não é exercício, é uma benção, é como dançar tambor, é conversar com os anjos e orixás. É voltar a ser simples. É pé na areia, vento na cara e o mar sempre lembrando a gente do nosso tamanho - pequeno, mas parte de tudo isso, somos um só, um sol, minúsculo e precisamos ter essa consciência.
Saúde, sabedoria e equilíbrio para todos nós.
Jorge Passinho
POESIA - POEMA EM PRIMEIRA PESSOA - ABEL CARVALHO
Poema em primeira pessoa
Estou vivo, ainda.
Tantos já se foram, eu não.
Quantos desafios ainda terei se não morrer?
Perdi pai, irmãos
Perdi mãe,
Reencontrei amigos,
Muitos também se foram.
Eu sigo, estou vivo.
Até quando?
Quantos não estão mais aqui...
Quantos dias terei que caminhar...
Estou vivo ainda...
Não sei por quantos dias,
Por quanto tempo caminharei sem destino
Quanto tempo a vida me vagueará...
Quando nós nos conhecemos?
Porque sofremos?
Quantos dias teremos?
A vida é assim...
Quantos dias foram reais...
Às vezes se mira o impossível
A vida é apenas um conjunto de sonhos e quimeras
Nunca
Nunca será a esperada era
O longo caminho que Deus vocifera
A quilha
O limo
A nódoa infante
A dor que nunca se espera
Não se pode ter sempre o que se quer
E se você não está aqui
Os dias são mais difíceis
Eu, coadjuvante na batalha,
Pereço como tantos que se foram,
Sem contar os dias vacilo em perene devaneio
Ano após ano
Me perco em um passado sem futuro,
Em dias,
Em noites,
Pensamentos obscuros...
Vagueio entre os medos
Que eu mesmo construí
Se escapar, então,
Sei que vou consegui distingui
O Céu do Inferno
Heróis de fantasmas
A vida do fim...
Abel Carvalho
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
OS ELEITOS PARA O LEGISLATIVO MARANHENSE
A renovação na Câmara Federal entre os deputados maranhenses será de 50%, após a votação de ontem, domingo (04).
O eleitor maranhense esteve nas urnas e elegeu e reelegeu 18 nomes para a Câmara Federal.
O deputado federal Pedro Lucas foi o mais votado, com mais de 188 mil votos. Já o deputado Duarte Júnior foi o sexto mais votado, com mais de 140 mil votos, mas não se reelegeu. Veja abaixo a relação dos eleitos no Maranhão.
PL – Fabiana Vilar, Aldir Júnior, Mariana Carvalho e Dr. Orlando;
MDB – Iracema Vale, Vinícius Ferro, Larissa DP, Hildo Rocha e Júnior Lourenço;
PDT – Erlânio Xavier;
Republicanos – Aluísio Mendes;
Federação PT/PCdoB/PV – Rubens Júnior e Márcio Jerry;
Federação União/PP – Pedro Lucas, Amanda Gentil e Josivaldo JP;
Federação PSDB/Cidadania – Juscelino Filho;
Federação Renovação Solidária – Marreca Filho;
Veja a relação dos 42 deputados eleitos e reeleitos para ALEMA
A Assembleia Legislativa do Maranhão terá uma renovação de cerca de 60% a partir do ano que vem.
O eleitor maranhense esteve nas urnas e elegeu e reelegeu 42 nomes para o parlamento estadual.
Entre todos os candidatos, novamente a mais votada foi uma mulher, desta vez a jornalista Maedja Campos, que teve mais de 102 mil votos. Maedja é esposa do prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos, e foi a única que ultrapassou mais de 100 mil votos. Veja abaixo os eleitos.
PSD – Douglas Pinto, Paula Prata, Dino do Aldenora Bello e Júnior Vieira;
PL – Detinha, Josimar Júnior, Aluísio Santos, Ulisses Gonçalves, Segundo, Solange Almeida e Claudio Cunha;
PDT – Maedja Campos, João Igor e Cid Costa;
PSB – Marcos Miranda Júnior e Leandro Bello;
MDB – Gleydson Rezende, Vanessa Marreca, Bruna Pessoa, Daniella, Tiago Fernandes, Abigail Cunha, Antônio Pereira, Davi Brandão, Ivo Rezende, Florêncio Neto, Rui Jorge, Túlio Rezende, Neto Evangelista, Nagib, Ariston, Claudia Coutinho e Júnior Viana;
Republicanos – André Campos, Eric Costa, Catulé Júnior e Júnior Cascaria;
Federação PT/PCdoB/PV – Cricielle e Luanna Rezende;
Federação União/PP – Paulo Casé e Natália do Júnior Garimpeiro;
PRESIDENTE, SÓ NO SEGUNDO TURNO
A vitória no 1º Turno foi de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ontem, domingo (04), mas não foi suficiente para encerrar a disputa eleitoral.
Flávio Bolsonaro teve um pouco mais de 47% contra um pouco mais de 45% de Lula. No Maranhão, Lula teve cerca de 64% contra 30% de Flávio.
A eleição presidencial agora será decidida em 2º Turno e a nova votação está marcada para 25 de outubro.
BRAIDE DOMINA A POLITICA MARANHENSE
A chapa de Eduardo Braide (PSD) foi a grande vencedora das eleições 2026 no Maranhão, no dia de ontem, domingo (04).
Além de Braide, que se elegeu governador do Maranhão no 1º Turno, os dois candidatos ao Senado na chapa – André Fufuca (PP) e Lahésio Bonfim (Novo) – foram eleitos senadores. Ou seja, a chapa fez “barba, cabelo e bigode” nas eleições do Maranhão.
A vitória de Braide foi sacramentada oficialmente às 20h57, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou o resultado com a apuração de 94,77% das urnas. O ex-prefeito de São Luís teve mais de dois milhões de votos e será o próximo governador do Maranhão.
Fufuca foi o mais votado dentre os 11 candidatos ao Senado. Ele recebeu 21,56% dos votos e assegurou a primeira das duas vagas que estavam em disputa. Já Lahesio recebeu 20,97% dos votos, e ficou com a segunda vaga aberta para a representatividade do estado. Por coincidência, os dois senadores eleitos são médicos.
POESIA - UM BEIJO - OLAVO BILAC
Um beijo
Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior... Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!
Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.
Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?
Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto...
Olavo Bilac
domingo, 4 de outubro de 2026
OPINIÃO - POSSÍVEL CENARIO PARA AS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS - POR - JOAQUIM HAICKEL
Joaquim Haickel
Como faço sempre que posso em época de eleições, apresento o levantamento que realizei, com a ajuda de alguns amigos, sobre as possibilidades de preenchimento das cadeiras destinadas ao Maranhão no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, bem como das vagas na Assembleia Legislativa do Estado.
Ressalto que não se trata de pesquisa eleitoral nem de simples palpite. É um estudo elaborado com base em informações sobre o desempenho de candidatos, partidos e federações, com o objetivo de projetar um possível cenário para a formação das bancadas maranhenses no Senado Federal, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.
Advirto que minha intenção não é estar necessariamente certo nem acertar todos os nomes de uma lista. O que pretendo é reunir e analisar dados que permitam identificar as tendências políticas para a composição de nossa representação legislativa.
É preciso fazer ainda uma ressalva importante: tendo em vista a variação na quantidade de votos válidos e a consequente alteração nos cálculos para a distribuição das vagas, é possível que ocorram mudanças de uma ou duas cadeiras de deputado federal e de três ou quatro cadeiras de deputado estadual.
COM A PALAVRA -A REBELIÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL - POR JÚNIOR PACÍFICO DE PAULA
A REBELIÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Júnior Pacífico de Paula – Engenheiro – Empresário – Ambientalista
Nos estúdios cinematográficos de Hollywood, já foram feitos dezenas de filmes futurológicos, onde as máquinas dominam o Planeta Terra e os seres humanos se transformam em meros coadjuvantes da vida do Planeta. Porém, o que parecia ser apenas um roteiro de filmes, já é uma realidade, no final de julho de 2026, durante uma fase de testes na empresa americana OPENAI, os computadores saíram do controle e em um ataque sem precedentes, sem nenhum comando humano, realizaram um ataque cibernético autônomo contra a startup
Hugging Face, ou seja, o sistema de IA utilizou de recursos próprios para invadir os servidores da Hugging. Com um agravante, a velocidade das máquinas é tamanha, que os humanos não conseguem detectar com os sistemas tradicionais de defesa cibernética, este comportamento.
O fato tem gerado muitas discussões entre governos, cientistas e principalmente entre os donos das grandes empresas de tecnologia, as BIGTEC que são o Google, Apple, Microsoft, Amazon e a Meta (dona do Facebook, Instagram e Whatsapp).
O sempre bastante discreto superbilionário dono da Microsoft Bill Gates, declarou que a IA tem que rever a velocidade como está desenvolvendo seus modelos. O super executivo Dario Amodei da empresa americana Anthropic, que é uma das principais empresas de IA no mundo, declarou que “as pessoas podem perder o controle da IA, e que ela pode ser mal utilizada para ataques cibernéticos e de bioterrorismo, a IA pode no futuro extinguir a raça humana e em poucos anos poderá dominar toda internet.”
Após o ocorrido até mesmo a ONU (Organização das Nações Unidas), pediu uma regulamentação urgente da IA tendo em vista um risco sem precedentes que pode atingir toda humanidade.
O famoso astrofísico britânico Stephen Hawking (1942-2018), tinha duas grandes preocupações, a primeira em relação aos foguetes lançados, que têm a exata localização do Planeta Terra no cosmo, o que poderia guiar para nosso Planeta, seres alienígenas mais desenvolvidos, que poderiam dominar a Terra, porém, sua grande preocupação era o desenvolvimento de máquinas inteligentes que fugissem do controle humano e que passassemba controlar o Planeta.
A única pessoa que se posicionou contra um maior controle da IA, foi o folclórico Presidente americano Donald Trump, que chamou o fato de conspiração doentia, segundo ele, a desaceleração nas pesquisas da IA, teria um grande beneficiado final, a China e que os alertas são feitos por traidores da Pátria. Bem, os novos tempos chegaram, novos desafios são colocados na nossa frente, obdesenvolvimento humano não tem retorno, todos os dias são feitas descobertas incríveis, o homem prova quanto a sua criatividade é incomensurável, o que assusta é a velocidade das bnovações, é o homem brincando de ser Deus, há pouco tempo em um programa de televisãbnorte americano, perguntaram a um comediante se ele teria medo da IA, ele respondeu que não,bpois qualquer problema era só desligar a máquina da tomada, o problema é que as máquinasbvão logo aprender como reconectá-las a rede elétrica.
Talvez, portanto, o maior desafio da inteligência artificial não seja impedir que as máquinas pensem, mas garantir que o ser humano continue capaz de decidir até onde elas podem ir.
COLUNA DO DR. ERIVELTON LAGO -O MENINO PICOLEZEIRO E O HOMEM PISTOLEIRO
O MENINO PICOLEZEIRO E O HOMEM PISTOLEIRO
Entre a segunda metade da década de 70 e a primeira da década de 80, Bacabal tinha um clima de cinema estilo faroeste americano. Não, eu não estou dizendo que as pessoas viviam trocando bala no meio da rua. É que nessa época viveu por lá um pistoleiro famoso conhecido pelo nome de Romão. Um homem branco, alto, passadas longas, cabelos lisos e tinha um jeitão de gente boa. Todavia, na cintura não lhe faltava um revólver 38 e um canivete tornozelo. Ele caminhava como se estivesse sempre pronto para mandar bala no primeiro homem que levasse as mãos à cintura. Nessa época, o maior cabaré da cidade era o “As Três Marias”, mas era conhecido apenas como “As Três”. Era uma rua cheia de boates, ou seja, eram casas de diversões abertas à noite, onde os homens iam para dançar, assistir a shows, beber Pitu e cerveja, comer e fazer sexo com as mulheres mais bonitas de toda a região. Era uma cultura “aceita”. Quando o Romão chegava no cabaré, todas as mulheres iam para a mesa dele. Os outros homens ficavam chateados, mas baixavam a cabeça para Romão não pensar que eles estavam o encarando, pois era morte certa. O único homem que não tinha medo de Romão era o “Cabo Santos”, um policial militar de cara feia que era temido por nós meninos, pelas mulheres e pelos homens daquela época. Todavia, percebia-se que o Romão e o Cabo Santos se respeitavam e até parecia que eram amigos. Romão respeitava o cabo e o cabo respeitava Romão. Nesse tempo eu já estava no início da adolescência, um pouco acima dos 13 anos de idade, mas eu e meus colegas da época tínhamos muito medo da polícia e do Romão. Em 1975 o prefeito de Bacabal era o Dr. Coelho Dias, nessa época, os homens ainda insistiam em ouvir as músicas “Foi Deus” e “Quem Sabe” de Agnaldo Timóteo, sucesso desde 1972 e Waldick Soriano com “A Carta”, de 1964 e “Eu não sou cachorro não”, de 1972. Pois bem, lembro-me que um dia, já na minha última profissão de menino picolezeiro, eu passava na “Rua das Três”, num sábado, por volta das 11 horas, ainda restavam uns doze picolés na minha caixa de isopor, pois eu havia vendido apenas uns oito. já passando na porta da boate, uma mulher me chamou: ei menino, encosta aqui, quero comprar um picolé. Quando eu encostei vieram todas as mulheres de dentro da boate, meteram as mãos na caixa de picolé e, em poucos segundos, não havia um só picolé na caixa. Com a caixa vazia, um homem alto e branco, falou: ei Neguin, coloca essa caixa no meio da rua para eu saber se meu revólver ainda presta. Era o Romão. Eu não entendi muito bem a toada dele, mas vi que uma das mulheres pegou a minha caixa, colocou no meio da rua, e, em seguida, eu vi bagaços isopor voando para todo lado, era a minha caixa sendo crivada de balas. Nessa hora, eu corri para um lado qualquer da rua, não lembro se para a direita ou para a esquerda, mas sei que cheguei em casa em pouco tempo e sem fala. Mamãe perguntou: o que foi meu filho? Mas eu ainda estava sem fôlego, não conseguia falar, acho que corri muito mais rápido do que o atleta jamaicano Usain Bolt, bicampeão olímpico e mundial. Terminado o cansaço, chegou uma mulher muito bonita na minha casa com uma certa quantia de dinheiro enviado pelo pistoleiro. Eu não sei quanto foi, mas sei que mamãe foi para a feira e trouxe de lá tanta coisa que até pensei que ela havia ganhado no “jogo do bicho”. Acho que passamos um mês de fartura lá em casa. Depois contaram o acontecido para a minha mãe e eu não retornei mais à profissão de picolezeiro, fui vender revistas da Editora Abril Cultural e outras: Veja, Disney, Mandrake, Capricho, Sétimo Céu, Cruzeiro, Manchete, Contigo e Fatos e Fotos. Acho que virei fã do Romão, mas pedi a Deus para que nunca mais aquele generoso homem aparecesse na minha frente. Acontece, porém, que em 1980 mudei para São Luís, MA. Em 1981 passei no concurso da Polícia civil, no governo de João Castelo. Ainda na primeira metade da década de 80, eu cheguei para tirar o meu plantão de 24 horas no 3º distrito policial da Vila Palmeira. Recebi o plantão do comissário Marcos Valério, por volta das 13 horas. Ouvi um barulho na cela, um chamado de preso quando quer pedir alguma coisa para os policiais. Marcos me alertou: cuidado, está preso aí um pistoleiro muito perigoso. Então entrei no corredor da cela. Quem estava lá? Romão. Estava de bermuda, uns três cordões de ouro no pescoço, um relógio muito bonito e uma pulseira dourada no braço direito. Diga, falei para o preso. Respondeu ele: por favor, você pode mandar comprar um galeto para eu comer? Respondi: claro, posso providenciar. Ele puxou o dinheiro do bolso e me entregou. Pedi para o Arnaldo ir comprar o galeto. Arnaldo era um daqueles caras que virou policial sem fazer concurso. Naquela época, a pessoa que começava ir para uma delegacia, caía na graça do Delegado e dos outros policiais, virava garoto de recado e estava sempre disponível, em pouco tempo, começava dizer que era policial. Como ele estava sempre junto com os policiais, ganhava prestígio, status e até “dinheiro”. Pois bem, Arnaldo trouxe o galeto e eu levei para o homem. Olhei para ele, criei coragem, e perguntei: você lembra de mim? Ele respondeu: não lembro, você me conhece de onde? Sou de Bacabal, respondi. Contei a história da minha caixa de picolé e do pagamento generoso feito por ele. O pistoleiro chorou. Ele estava com a autoestima baixa. Porém, senti que ele ficou feliz por mim. Passaram-se umas três semanas e Romão foi transferido para uma delegacia mais segura. Depois ouvi a notícia de que ele havia fugido depois de um ano de prisão. Alguns anos depois, tive outra notícia: Romão foi assassinado por outro pistoleiro muito famoso, na Boate Beira Rio, em Bacabal. Dizem os curiosos que os dois eram amigos. Enfim, Independente do bem ou do mal que praticamos, sempre passará um homem ou uma mulher que nos dará uma moeda ou um pedaço de pão, pois todo destino nos é dado por Deus.



























