quarta-feira, 20 de maio de 2026

COM A PALAVRA -: A FESTA DO VAGALUME - POR ZÉ CARLOS GONÇALVES



 A FESTA DO VAGALUME 

                    (o retorno)


    Com surpresa, mas com muita e muita alegria, recebo a notícia da volta da Festa do Vagalume. Um patrimônio pinheirense. E só quem a viveu sabe o verdadeiro significado de sua reedição. E, se as bandas forem "da mesma pegada" do passado, estaremos sendo brindados com o melhor da música.

    O que importa é que a festa do Vagalume vai além de uma simples festa. Era o ímã para os filhos da terrinha, que bateram asas em longos voos e buscaram novos horizontes, retornarem ao seu ninho. Era, também, o imã, que atraía centenas de pessoas, de todas as lonjuras, ao aconchego dos nossos abraços e consideração. Aí, para abrilhantar a ocasião, uma procissão de motos invadia a cidade. Uns, como num ritual, vinham matar a saudade da serena brisa, dos campos verdes, das conhecidas ruas; outros vinham vivê-las pela primeira vez. E, sem surpresa alguma, já era garantido o enfeitiçamento. E, com certeza, "não se desumbigavam mais".

    A verdade é que a festa do Vagalume funcionava como "uma frenética bola", que despertava e dinamizava a economia, tal uma avalanche. Nada absurda a afirmação. Afinal, era responsável pela movimentação dos transportes, dos hotéis, dos comércios, dos aluguéis, da culinária, da urbanidade.

    Importante é que a festa do Vagalume não se fechava em si, deu rebentos. E, em nossa cidade, surgiu a Noite Energética, pujante e pulsante, sob a batuta dos funcionários da CEMAR. Duas festas, dois grandiosos e iluminados acontecimentos.

    E, para nossa alegria, essa força, arrebatadora e festiva, não era restrita a minha Princesa. Como uma onda, se fazia presente na Festa do Remedinho, em são Bento, e na Festa do Pó, em Perimirim.

    Que venha o bendito e radiante Vagalume!


           Zé Carlos Gonçalves

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