terça-feira, 22 de setembro de 2026

DR PEDRO SANTOS NETO É EMPOSSADO NA PRESIDÊNCIA DA COMISSÃO ELEITORAL DA OAB

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Estamos em semanas  decisivas para as eleições 2026 ,onde eleitores de todo o país irão as urnas sufragar suas vontades de forma democrática  de quem deve ser eleito,a Ordem de advogados do Brasil em  Bacabal  ,através do atuante comando  do Dr.Gilberto Lacerda,empossou para a presidência da Comissão  Eleitoral ,um profissional que tem extremo  zelo, compromisso com o coletivo ,que tem seriedade e moral,Dr Pedro Santos Neto, que colocará sua experiência para esse capítulo histórico das eleições Brasileiras,na oportunidade  ele agradeceu ao Dr Gilberto e companheiros da OAB e em seu pronunciamento ainda destacou" A democracia deve ser respeitada, com toda envergadura, eu na condição de Presidente da Comissão Eleitoral , envidarei esforços ,para que a transparência, agilidade, normalidade possam ocorrer, os melhores colocados para o exercício dos mandatos terão seus espaços garantidos e a OAB estará garantindo efetivamente toda a tramitação, os eleitores podem  escolher e a defesa das prerrogativas terão  lisura e integridade por parte da  nossa instituição.

Texto de] Lindoracy Santos

PESQUISA APONTA LIDERANÇA DE BRAIDE E ROUSEANA

O Instituto Viva Voz, contratado pelo Tribuna 98, divulgou na noite de ontem, segunda-feira (21),  pesquisa para o Governo do Maranhão.

No levantamento, o candidato Eduardo Braide (PSD) aparece na liderança com 49,3% das intenções de voto. Já Orleans Brandão (MDB) seria o segundo lugar com 26,1%.

Os demais não teriam alcançado dois dígitos: Felipe Camarão (PT) com 6,4%, Roberto Rocha (PRTB) com 3,8%, André Luís (Missão) teria 0,9%, Dimas Cassimiro (PCO) com 0,6%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,4% e Saulo Arcangeli (PSTU) tem 0,3%. Os que não souberam ou não responderam somam 6,3%, enquanto brancos e nulos representam 5,9%.

A pesquisa Viva Voz MA-02471/2026, ouviu 1.320 eleitores, entre os dias 15 e 20 de setembro, possui margem de erro de 2,7 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

ROSEANA MANTÉM A LIDERANÇA PARA O SENADO 

A pesquisa  também apontou que os candidatos ao Senado Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP), aparecem liderando a disputa.

Roseana aparece mais uma vez em primeiro com 17,3%, seguida por Fufuca com 16,2%. Na sequencia aparecem: Lahesio Bonfim (Novo) que teria 11,7%, Weverton Rocha (PDT) com 9,8%, Eliziane Gama (PT) com 8,0%, Cidônio Gonçalves (PL) surge com 3,4%, Hilton Gonçalo (Mobiliza) teria 3,0%, Raimundo Morreira (PCB) com 1,1%, Wilson Leite (PSTU) com 0,9%, Simplício Araújo (DC) com 0,6% e Enilton Rodrigues (PSOL) teria 0,5%. Não sabe e não respondeu alcançou 19,3%, enquanto que branco/nulo alcançou 8,1%.

A pesquisa Viva Voz MA-02471/2026, ouviu 1.320 eleitores, entre os dias 15 e 20 de setembro, possui margem de erro de 2,7 pontos percentuais e nível de confiança de 95%

PESQUISA, PESQUISA E MAIS PESQUISA


A semana na política do Maranhão será marcada por uma série de pesquisas que estão sendo realizadas e serão divulgadas nos próximos dias.

No entanto, a expectativa maior é a para uma nova pesquisa da Quaest, contratada pela TV Mirante. O instituto vai ouvir 900 eleitores, entre os dias 21 e 24 de setembro, sendo divulgada na sexta-feira (25).

Além da Quaest, temos pelo menos outras quatro pesquisas registradas e que podem ser divulgadas durante a semana.

Na quarta-feira (23), a previsão é que seja divulgado números da pesquisa Ranking Brasil, contratada pela Rádio Educadora. Na quinta-feira (24), será vez da pesquisa EPO, contratada pelo Portal Imirante. Na sexta-feira (25), além da Quaest, tem a possibilidade da pesquisa Veritá, contratada pela Rede Brasil TV, ser divulgada. No sábado (26), deveremos ter a divulgação da pesquisa Vox Brasil, contratada pela LR Miranda Produções.

FLAVIO DINO PARA PRESENTE EM 2030

Depois da polêmica sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), que discutiu a possibilidade de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes, o nome do ministro Flávio Dino voltou a ser especulado, após um eventual retorno à vida partidária, para disputar a Presidência do Brasil em 2030.

Integrantes do próprio Governo Federal avaliam que a busca pelo protagonismo de Flávio Dino no STF, especialmente em temas de grande repercussão pública, pode ser lido como movimento capaz de pavimentar uma futura candidatura presidencial.

Dirigentes do PSB, partido ao qual Dino foi filiado antes de chegar ao STF, afirmam que ele seria bem recebido caso decidisse se aposentar da Corte e voltar à política. Entre legendas de esquerda, o ministro é citado como um possível nome para o período posterior ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Aliados de Dino têm participado de disputas políticas no Maranhão, o que já vinha provocando questionamentos sobre a atuação do ministro fora do ambiente estritamente jurídico. O dado reforça a leitura, entre interlocutores políticos, de que seu nome permanece presente no debate eleitoral, mesmo após sua ida para o STF.

No STF, Dino tem concentrado parte de sua atuação em temas com apelo direto junto à opinião pública. Entre eles estão a cobrança por transparência nas emendas parlamentares e críticas a benefícios adicionais no serviço público, frequentemente chamados de penduricalhos

OPINIÃO - TOGA NAO SIGNIFICA IMPUNIDADE


Por Joaquim Haickel 

Um amigo me enviou um texto e pediu que eu o lesse, analisasse, comentasse e, se julgasse conveniente, o publicasse.

Li com atenção. Segundo ele, o autor seria um renomado e impoluto jurista.

Confesso que admirei a serenidade que o texto procura transmitir, mesmo que sempre desconfie das serenidades excessivamente ensaiadas, sobretudo quando colocam seu autor na posição confortável de único homem calmo em uma sala repleta de exaltados. Antes mesmo de apresentar seus argumentos, ele já se oferece ao leitor como representante da razão, deixando aos seus críticos o papel dos descontrolados.

O texto começa lembrando que a verdade é a primeira vítima da guerra. Logo depois, porém, afirma que as críticas ao Judiciário estariam contaminadas por interesses eleitorais, econômicos e estrangeiros, além de mentiras e ressentimentos pessoais.

A manobra é conhecida: antes de enfrentar os argumentos, lançam-se suspeitas sobre quem os apresenta. Assim, o leitor é levado a examinar não o que foi dito, mas as intenções atribuídas a quem disse. Um texto que promete defender a verdade começa presumindo, sem demonstração, a má-fé de seus críticos.

No primeiro tema, o jurista sustenta que as decisões monocráticas são necessárias ao funcionamento dos tribunais. E são. Ninguém sensato pretende obrigar o plenário a examinar individualmente milhares de casos repetidos, especialmente quando o relator apenas aplica uma decisão já consolidada.

A verdadeira discussão é outra: deve um único magistrado, sem o controle imediato de seus pares, tomar decisões de enorme repercussão sobre assuntos graves, novos e controvertidos?

O problema não é a decisão individual que aplica o entendimento do colegiado. É a decisão individual que cria uma situação nova, interfere em leis, patrimônios, liberdades, comunicação ou eleições e permanece produzindo efeitos por tempo indeterminado sem uma rápida apreciação coletiva.

Ao dizer que só existem duas alternativas, aceitar essa concentração de poder ou beneficiar criminosos, o jurista apresenta um falso dilema. Existe uma solução intermediária e perfeitamente razoável: permitir decisões individuais urgentes, mas obrigar que as mais graves sejam submetidas ao colegiado em prazo curto.

Decisão monocrática pode ser necessária. Poder monocrático sem controle rápido extrapola a função, o sentido e o uso desse dispositivo.

No segundo tema, pergunta-se se o Supremo deve continuar funcionando também como primeira instância criminal para determinadas autoridades. O jurista responde apresentando números: tantos processos no Supremo, centenas de milhares em outros tribunais.

Os números podem ser relevantes para organizar uma reforma, mas não respondem à questão principal. A pergunta não é apenas quantos processos o Supremo consegue julgar. A pergunta é se convém que uma Corte cuja função central é proteger a Constituição também produza decisões criminais originárias sem que o condenado disponha de revisão ordinária por outro tribunal.

Existem recursos internos, é verdade, mas eles são julgados dentro da mesma Corte. Portanto, a discussão sobre o duplo grau de jurisdição e sobre a concentração de competências continua legítima.

Também não há mistério absoluto sobre o destino desses processos caso a Constituição seja alterada: eles seriam encaminhados ao juízo de primeira instância competente, federal ou estadual, conforme a natureza do caso. Isso exigiria regras de transição e planejamento, mas dificuldade administrativa não deve ser confundida com impossibilidade jurídica.

No terceiro tema, discutem-se os inquéritos que permanecem abertos durante anos. O jurista pergunta quem poderia determinar quando uma investigação se tornou longa demais e quais seriam os critérios legais para encerrá-la.

Essas perguntas são legítimas. Não existe um prazo único que sirva automaticamente para todos os inquéritos. Alguns casos são mais complexos do que outros. Mas disso não resulta que uma investigação possa permanecer indefinidamente aberta, renovando a própria existência sem explicações convincentes.

A Constituição assegura a duração razoável do processo. Isso significa que a complexidade pode justificar a demora, mas a demora também precisa ser justificada. É necessário demonstrar quais diligências foram realizadas, o que ainda falta apurar e por que a investigação não pôde ser concluída. O tempo não encerra automaticamente um inquérito, mas tampouco pode deixar de produzir consequências jurídicas.

Há ainda uma contradição curiosa. O autor declara ser favorável ao encerramento dos inquéritos, reconhece que eles existem para chegar a uma conclusão e, ao mesmo tempo, trata com suspeita aqueles que exigem essa conclusão. Concorda com a tese, mas procura desqualificar quem a defende com maior firmeza.

Finalmente, depois de pedir que a institucionalidade não seja misturada com mentiras, diz que o diabo é o pai da mentira. A referência religiosa é verdadeira dentro da tradição cristã. Naquele contexto, porém, funciona também como uma condenação moral indireta: depois de associar as críticas a interesses e falsidades, o texto aproxima a mentira do demônio e deixa que o leitor complete a acusação.

Não é necessário atribuir ao autor uma intenção que não podemos provar. Basta observar o efeito de sua construção retórica.

O maior problema do texto não está em defender o Supremo. As instituições precisam ser defendidas. O problema está em confundir a defesa da instituição com a aceitação de todos os atos praticados por seus integrantes, mesmo os abusivos, arbitrários e inconstitucionais.

Institucionalidade não é obediência silenciosa. É respeito às regras, às competências e aos limites que impedem qualquer autoridade de se tornar maior do que o cargo que ocupa.

Criticar decisões monocráticas de grande alcance não significa querer paralisar a Justiça. Discutir a competência criminal do Supremo não significa ignorar as dificuldades de uma reforma. Exigir duração razoável dos inquéritos não significa defender encerramentos arbitrários.

Ao transformar essas críticas em caricaturas, o “renomado e impoluto” jurista não as refutou. Apenas escolheu versões mais frágeis delas para tentar derrotá-las com facilidade que se demonstra frágil e torpe.

Depois de concluir minha análise, procurei o amigo que me enviara o texto e perguntei quem era o renomado e impoluto jurista.

Ele respondeu, com certa ironia:

— Ora, quem mais poderia ser? Aquele que é hoje o seu mais poderoso confrade na Academia Maranhense de Letras.

Foi então que compreendi melhor o texto. Não era propriamente a análise imparcial de um observador distante. Era a defesa da instituição, o STF, feita por alguém que está dentro dela.


Isso não torna seus argumentos necessariamente falsos. Mas também não os transforma, por si só, em verdades supremas e inquestionáveis.


A toga merece respeito, mas não garante imunidade contra questionamentos.


OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

Este texto é uma réplica às considerações publicadas pelo ministro Flávio Dino, nas quais ele trata das críticas às decisões monocráticas, da competência criminal do Supremo Tribunal Federal e da duração dos inquéritos. Para que o leitor possa conhecer diretamente as ideias aqui contestadas, analisar os dois argumentos e formar sua própria opinião, transcrevo, abaixo, a íntegra do texto que motivou esta resposta.

“Atribui-se a Ésquilo a frase: “Na guerra, a primeira vítima é a verdade”.  Tenho visto isso no atabalhoado debate sobre o Poder Judiciário. Problemas reais e graves estão sendo misturados com interesses eleitorais e econômicos, objetivos estrangeiros e até ódios pessoais.

Escolhi abordar três temas que me parecem merecer mais aprofundamento.

O primeiro: “as decisões monocráticas são um mal no STF.” Ocorre que tais decisões são essenciais em um sistema de precedentes vinculantes, consoante a Constituição e o CPC. Se todas as questões com jurisprudência definida tiverem que ir aos Colegiados, o número de julgamentos vai desabar e a morosidade vai aumentar. Isso seria bom para os criminosos, devedores contumazes e similares.

O segundo: “tem que tirar a jurisdição penal do STF”.  Porém, se tira de lá, tem que colocar em algum lugar. Hoje há 23.000 processos no STF, enquanto que outros tribunais tem centenas de milhares. Assim, só é possível mudar a competência constitucional do STF com reformas coerentes e planejadas.


Finalmente, o terceiro tema: “o inquérito X ou Y tem que acabar pois está muito antigo; o Plenário do STF aprovou a instauração há muitos anos.” Mas quais são os inquéritos mais antigos em tramitação no STF ? O que o Código de Processo Penal e o Regimento Interno dizem quanto ao término dos Inquéritos ? É possível a um julgador, qualquer que seja ele, “prometer” o final de um inquérito, como se fosse um candidato ou para receber aplausos ?


Eu pessoalmente sou a favor da conclusão dos inquéritos, até porque eles foram feitos para terminar mesmo, mediante a propositura das ações penais ou dos arquivamentos cabíveis. De todo modo, temos aí um interessante debate doutrinário: antes do prazo prescricional, um inquérito deve ser arquivado por motivo de tramitação longa ? E quem decide o que é “tramitação longa” ? Opiniões pessoais ? Ou critérios legais e regimentais ?

Insisto em um ponto: institucionalidade é um assunto muito sério para ser embaralhado com interesses eleitorais ou com mentiras. A propósito, lembro o ensinamento cristão: o DIABO é o “pai da mentira” (Evangelho de São João 8,44)

POESIA - SE EU PUDESSE - ABEL CARVALHO

Se eu pudesse...


Se eu pudesse eu pararia o tempo

Ou

No mínimo voltaria tudo ao primeiro dia


Se eu pudesse eu resolveria e reviveria tudo

Sem nenhuma nostalgia


Seu pudesse eu faria tudo de novo

Cada segundo

Cada minuto

Cada hora

Cada dia

Cada mês

Todos os anos

Os 61 anos que vivi contigo


Ou

Melhor ainda

Te devolveria teus 93 anos de uma intensa vida

De sofrimentos

Frustrações e angústias

Mas de abnegada aceitação

E felicidade perene


Se eu pudesse eu nada escreveria

E tudo que foi feito por ti refaria

Nair Cordeiro de Moraes Carvalho

Minha mãe


Abel Carvalho




segunda-feira, 21 de setembro de 2026

ORLEANS TAMBEM LIDERA NO SEGUNDO MAIOR COLEGIO ELEITORAL DO MARANHÃO


A pesquisa IP Sensus realizada em Imperatriz aponta que a cidade deverá ser decisiva para o resultado das eleições de outubro no Maranhão. Em cenário estimulado, Orleans Brandão (MDB) lidera a disputa para o governo e é preferido dos imperatrizenses, somando 49,7% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), com 26,6%.

Logo após, nesse mesmo cenário, estão Roberto Rocha (7,4%), André Luís (2,6%), Felipe Camarão (2,6%), Saulo Arcangeli (0,9%), Dimas Cassimiro (0,3%) e Reginaldo Lima (0,3%). Além disso, 3,1% disseram que votarão em branco ou nulo e 6,5% não quiseram responder.

O levantamento mostra que o candidato do Sertão maranhense conquistou o imperatrizense, que prefere garantir no voto a continuidade ao trabalho realizado no município pelo governador Carlos Brandão.

Contratada pelo Jornal Pequeno, a pesquisa aponta que, no município, Orleans Brandão (MDB) soma 55% dos votos válidos contra 29,4% de Eduardo Braide (PSD), que é o segundo colocado. Depois, aparecem Roberto Rocha (8,2%), André Luís (2,9%), Felipe Camarão (2,9%), Saulo Arcangeli (1,0%), Dimas Cassimiro (0,3%) e Reginaldo Lima (0,3%).

Em Imperatriz, a pesquisa foi realizada de 12 a 17 de setembro de 2026 e ouviu 350 eleitores. A margem de erro é de 5,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado sob o número MA-09667/2026

O COMPLICADO CASO DR. GUERREIRO JUNIOR

 


O CNJ (Conselho Nacional de Justiça), por unanimidade, durante sessão virtual, defendeu a perda do cargo do desembargador Guerreiro Júnior, que já está afastado do Tribunal de Justiça do Maranhão desde 2023.

A decisão do CNJ é relativa ao processo administrativo disciplinar aberto para apurar irregularidade em obras do Fórum de Imperatriz.

O processo contra Guerreiro Júnior agora vai passar pela Advocacia Geral da União (AGU) que deverá processá-lo para a perda do cargo e depois será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que julgará se o desembargador perde ou não o cargo conforme defendeu o CNJ.

Com a decisão tomada pelo CNJ, o TJ-MA precisará aguardar o posicionamento final do STF, para lançar edital para anunciar a abertura da vaga de desembargador e ocupar a eventual vaga de Guerreiro Júnior

FEIRA DO LIVRO MOVIMENTA CAPITAL



A Praça Maria Aragão ganhou novos ares na noite da ultima sexta-feira (18), com a abertura da 19ª Feira do Livro de São Luís (FeliS), que segue até o dia 27 de setembro. A cerimônia começou às 19h, no Auditório Humberto de Campos, e marcou o início de dez dias de programação dedicada à literatura, à cultura e ao encontro entre leitores e escritores. O evento de abertura foi a performance “Naquela Mesa”, apresentada pelo Grupo Teatral Improviso, além de uma apresentação de louvação a São Luís, com Nilton Borges, tambores e cordas.

A Feira do Livro de São Luís reúne literatura, cultura, educação, memória, formação de leitores e encontros entre escritores e público. Com entrada gratuita, a programação inclui palestras, debates, seminários, oficinas, contações de histórias, espetáculos, lançamentos e comercialização de livros, com atividades para crianças, jovens, estudantes, professores, escritores, pesquisadores e público em geral.

Durante a solenidade, a prefeita de São Luís, Esmênia Miranda, destacou a importância de manter feiras e bibliotecas como espaços de incentivo à leitura. “Continuar investindo em feiras de livros e em bibliotecas é um ato de resistência em uma época em que ler, para muitos, se tornou cansativo. Então, continuamos resistindo e encontrando nesses livros esse alimento da alma, como coloca o tema da nossa 19ª Feira do Livro de São Luís”, afirmou.

A prefeita também ressaltou a produção literária maranhense e a relação da cidade com a literatura. “São Luís é uma cidade histórica, inspiradora, que respira poesia a partir dos seus cantos, das suas histórias e reflexões. É uma cidade diversa, que tem muito a falar sobre si, sobre seu povo e sua gente. É um orgulho muito grande abrir mais uma feira do livro, um evento que já faz parte do calendário cultural e literário da nossa cidade”, destacou.

Com o tema “O livro na palma, alimento da alma”, a FeliS homenageia o legado de Antônio Lobo, figura central na fundação da Academia Maranhense de Letras, e do crítico literário Mata Roma, destacado por sua contribuição à literatura e à reflexão sobre o Maranhão. O patrono desta edição é o escritor, jornalista e político maranhense Humberto de Campos (1886-1934), nome importante da literatura brasileira e membro da Academia Brasileira de Letras.

Para o secretário municipal de Cultura, Fellipe Reis, a feira também é uma oportunidade de revisitar a história literária da cidade. “Celebrar a Feira do Livro de São Luís é celebrar também um pouco da nossa história. É lembrar como a nossa cidade, a Atenas Maranhense, a Atenas Brasileira, foi resistindo e se moldando ao tempo”, pontuou.

Segundo o secretário, a escolha do nome Cidade do Livro reforça a proposta de aproximar a população da literatura. “Estamos dizendo que o livro, com suas tantas possibilidades de conhecimento e de aproximação com a imaginação, é também um caminho possível para seguirmos”, afirmou.

Entre os convidados desta edição estão Jeferson Tenório, Socorro Acioli, Cristóvão Tezza, Raphael Montes, Eliane Potiguara, Auritha Tabajara, Antônio Carlos Secchin, Geraldo Carneiro, Jorge Caldeira, Salgado Maranhão, Mary Del Priore e José Eduardo Agualusa.

A abertura reuniu leitores, escritores e livreiros, além de secretários municipais, o vice-presidente da Fecomércio, Manoel Barbosa, o presidente da Academia Maranhense de Letras, desembargador Lourival Serejo, a coordenadora da Feira do Livro, Rita Oliveira, e Patrícia Campos, neta de Humberto de Campos.

“Estou realmente muito emocionada e agradeço por São Luís trazer Humberto de Campos como patrono da Feira do Livro. O vovô deixa um legado para essa nova geração: não importa onde você nasça, é possível crescer quando se tem um sonho”, afirmou Patrícia. “O Maranhão é um celeiro de coisas incríveis e isso precisa ser mostrado para o mundo”, completou.

A 19ª FeliS conta com 40 estandes de livreiros, 11 sebos literários, 81 lançamentos de livros, 17 escritores nacionais e um convidado internacional. A estrutura reúne ainda instituições, editoras, sebos e diferentes agentes culturais, ampliando as possibilidades de contato do público com os livros e fortalecendo a cadeia produtiva da literatura.

MA-138 VIRANDO REALIDADE


O Governador Carlos Brandão anunciou no ultimo sábado (19) a assinatura da ordem de serviço para a pavimentação da MA-138, no trecho que liga São Pedro dos Crentes a Feira Nova do Maranhão. A obra atende a uma demanda histórica da região sul do estado e representa um avanço importante na infraestrutura e na integração entre os municípios. O projeto é que a estrada avance até Estreito, ampliando ainda mais essa conexão regional.

A pavimentação da rodovia vai melhorar as condições de mobilidade, facilitar o escoamento da produção e contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região, beneficiando diretamente moradores e produtores dos municípios atendidos