quarta-feira, 23 de setembro de 2026

ORLEANS CRESCE EM SAO LUIZ, INDICA PESQUISA


A pesquisa IP Sensus aponta crescimento do candidato Orleans Brandão (MDB) em São Luís. Recorte com os votos válidos do último levantamento mostra o emedebista com 37,6% das intenções de voto, no maior reduto do candidato Eduardo Braide (PSD), que aparece com 53,5%.

O aumento é resultado do que tem sido visto nas ruas da capital, com Orleans dialogando com as comunidades. Também é fruto do apoio e trabalho da grande maioria dos vereadores, que abraçaram o projeto de governo do emedebista.

E, de acordo com analistas políticos que se aprofundam mais nos dados, o percentual alcançado na pesquisa também já deixa Orleans Brandão em situação mais confortável em relação ao resultado das eleições, com chances reais de sair vencedor em outubro deste ano.

Depois, nesse mesmo recorte de votos válidos, aparecem Felipe Camarão (6,2%), Roberto Rocha (1,7%), Saulo Arcangeli (0.4%), André Luís (0,3%) e Reginaldo Lima (0,3%).

O cenário estimulado também aponta situação semelhante, com Orleans em crescimento, somando 35,8% da preferência do eleitorado em São Luís.

Já Eduardo Braide aparece com 50,9%, mostrando quase uma estagnação, com o candidato chegando ao limite do eleitorado. Na sequência, estão Felipe Camarão (5,9%), Roberto Rocha (1,6%), Saulo Arcangeli (0,4%), André Luís (0,3%) e Reginaldo Lima (0,3%).

A pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-08259/2026, foi realizada no período de 15 a 20 de setembro de 2026 e ouviu 800 eleitores no município de São Luís. A margem de erro é de 5,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

A DISPUTA ESQUENTOU ROBERTO COSTA MANDA RECADO A OPOSIÇÃO

A disputa esquentou: Roberto Costa manda recado à oposição


Em Bacabal, vários atos políticos do grupo liderado pelo prefeito Roberto Costa já aconteceram ao longo do período de campanha. Mas foi nesta terça-feira, 22 de setembro, no bairro Vila Coelho Dias, que o prefeito deu um novo tom à reta final rumo ao pleito eleitoral, marcado para 4 de outubro.

O arrastão percorreu as ruas do bairro e reuniu apoiadores da chapa defendida pelo prefeito, que tem Orleans Brandão como candidato ao Governo do Maranhão, Davi Brandão para deputado estadual, Iracema Vale para deputada federal e Roseana Sarney e Weverton Rocha para o Senado.

Abraços, manifestações de apoio e uma recepção calorosa marcaram a passagem do prefeito Roberto Costa, ladeado pelo deputado Davi Brandão, pelas ruas do bairro.

Durante o discurso, Roberto Costa deixou de lado o tom mais protocolar dos últimos atos e fez comparações entre as administrações dos dois municípios e cobrou dos adversários explicações sobre temas como fardamento escolar, contratação de servidores, pagamento do décimo terceiro e merenda escolar.

Foi nesse momento que o prefeito direcionou as críticas ao grupo político de Bom Lugar e lançou um desafio aos adversários: segundo Roberto Costa, antes de pedir votos em Bacabal, eles deveriam apresentar aos eleitores de Bom Lugar os mesmos resultados que a administração de Bacabal vem apresentando.

“O que eu quero nesta campanha é só uma coisa: faça comparação! Porque passaram um ano e sete meses as pipiras lá do outro lado, que vocês sabem, de Bom Lugar, sem pisar em Bacabal.

E eu vou dizer pra ele: traz o filhinho pra pedir voto aqui, mas antes eu quero que eles prometam que as crianças de lá vão ter fardamento como as de Bacabal! Eu quero que ele traga o filhinho, que a mãe lá é prefeita, mas que ela venha pra Bacabal dizer: os contratados de Bom Lugar não serão demitidos no final do ano, como os de Bacabal continuam trabalhando! Eu quero que antes dele vir pedir voto aqui, que a mãe dele diga lá para os funcionários, para os servidores, que ela vai pagar o décimo terceiro de todo mundo, como Bacabal paga!”

Roberto Costa afirmou ainda que a qualidade da merenda escolar também deveria entrar na comparação entre os dois municípios.

“E o que nós queremos é que venha pra cá e assuma uma coisa: a merenda escolar das crianças de Bom Lugar vai ser como a merenda boa que Bacabal tem hoje! Porque a de lá, ele botou o filho pra ser candidato a deputado, sabe por quê? Porque ele foi pego desviando o dinheiro da merenda escolar das crianças de Bom Lugar!”

Na reta final da fala, Roberto Costa elevou o tom da mobilização e convocou os eleitores a transformar o apoio demonstrado nas ruas em votos no dia 4 de outubro. 

“Por isso, eu quero dizer a vocês: pra as nossas conquistas continuarem, nós vamos dar de capote no filhinho de lá com o deputado Davi Brandão! E vamos dar também a maior votação para deputada federal que é a Iracema Vale. Tem que ser capote pra eles respeitarem as crianças de Bacabal e pelas crianças de Bom Lugar, que também nós vamos lutar!”

E a agenda de arrastões continua nesta quarta-feira, 23 de setembro. O próximo ato será realizado no bairro Vila da Paz, a partir das 16 horas



MIRANTE DEFINE DEBATE CKM CANDIDATOS AO GOVERNO DO MARANHÃO

Faltando cerca de oito dias para o debate entre os candidatos ao Governo do Maranhão, a TV Mirante, durante reunião com representantes dos candidatos, definiu as regras para o encontro, previsto para o dia 29 de setembro, às 22h15, em São Luís, na sede do Grupo Mirante.

O debate terá duração de duas horas e será mediado pelo jornalista Helter Duarte, da TV Globo. Os candidatos convidados já confirmaram presença no que deve ser o último grande ato político do 1º Turno das eleições no Maranhão.

Seis candidatos foram convidados para o debate, são eles: André Luís (Missão), Eduardo Braide (PSD), Felipe Camarão (PT), Orleans Brandão (MDB), Roberto Rocha (PRTB) e Saulo Arcangeli (PSTU).

As regras estabelecem quatro blocos, com perguntas entre os candidatos e espaço para considerações finais. Também foram definidos os procedimentos para eventuais ausências e pedidos de direito de resposta.

Em cada bloco, todos os candidatos terão direito a fazer uma pergunta e responder a um questionamento. Vale ressaltar que nos blocos 1 e 3 serão temas livres, mas nos outros blocos serão com temas determinados.

O candidato que fizer a pergunta terá 40 segundos para formulá-la e mais 1 minuto e 15 segundos para a réplica. Quem responder terá 3 minutos e 15 segundos, podendo distribuir o tempo entre a resposta e a tréplica.

Nas considerações finais, cada candidato terá dois minutos para se dirigir ao eleitorado, seguindo a ordem definida previamente.

LUTO NA MUSICA _MORRE CANTOR RICK E MAIS QUATRO COMPANHEIROS


Os destroços do helicóptero com o cantor Rick, da dupla com Renner, que desapareceu na Serra de Santa Catarina, foram encontrados norte-nordeste,  terça-feira (22) na região de Santa Bárbara, no interior de Urubici. Cinco corpos foram localizados, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

Além de Rick, estavam no helicóptero o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto e o copiloto da aeronave, identificados pela empresa somente como Antônio e Leopoldo, respectivamente.

O helicóptero decolou de Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina, no início da tarde de segunda-feira (21), com destino a São Joaquim, na Serra, mas não chegou ao local previsto.

Após a localização, a equipe se concentrou em resgatar os corpos. Após a retirada, firam levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Lages, maior cidade da Serra.

O helicóptero era um Bell 430, fabricado em 2001, com capacidade para um piloto e sete passageiros. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave estva com a situação regular e tinha certificação de operação válida até 11 de agosto de 2027

COM A PALAVRA - O DIA MAIS QUENTE DO ANO - POR JORGE PASSINHO

Bom diaaaaa 

Café com panqueca quente é Deus alimentando a gente.

Sabado foi o dia mais quente do ano em São Luís e foi um dia muito feliz. 

Vou resumir.

Um abafado, quente pra diabo, que não deixava nem o vento do ventilador  ventilar. Acordei suado e eufórico, sem motivo. Fiz minha caminhada e meu café, banhei, corrigi provas e trabalhos e fui escrever as últimas páginas do meu livro. Conversei com Elisa Lago pra ela fazer o prefácio, ela aceitou. Um presentão. Fechei o arquivo, mandei pra ela e  conversei com Nilson da gráfica e pensei: hoje eu mereço uma piscina.

Liguei pro ciclano- caixa postal.

Liguei pra fulana- "tô num aniversário, amigo".

Liguei pro Beltrano - "meu primo do interior tá aqui com 3 meninos, melhor não".

Nenhuma deu certo. Não conseguia nem pensar, o pensamento derretia antes, ufa, que calor!!

Aí me deu aquele estalo: Aracagy.

Peguei a chave, óculos escuro, chapéu do Vasco e fui. Quando cheguei, o mar estava daquele jeito que só o Aracagy fica - azul clarinho na beira, quase quente, e uma brisa que finalmente me deixava respirar aliviado.

E foi lá que eu vi ela, não era só "ela", era uma "super ela"

Uma senhora linda, linda, linda, de uns 40 e poucos (desculpem a indelicadeza), aquele tipo de mulher que você vê e se derrete todo, o pensamento já estava derretido, fiz logo a leitura dela: é do lar, prendada, bem cuidada, com um sorriso calmo de quem tem a vida resolvida. Bem casada, dava pra ver pela aliança, pelo jeito seguro de sentar sozinha na beira do mar, como se a praia fosse toda dela.

Ela estava sozinha, lendo na cadeira, com o pé na água.

Puxei assunto por causa do livro dela, Poesia completa de Manoel de Barros. É um dos meus favoritos. Arrisquei" -sou uma virtude conjugal, adivinha qual?" Antes que eu continuasse, ela respondeu"-um jambo, um jardim outonal?", eu engoli a seco, mas muito feliz de encontrar alguém que soubesse esse poema e declamamos todo o poema. Nasceu alguma coisa grande. E a gente começou a conversar. E a conversa foi ficando boa. Daquelas que não tem pressa.

Não posso falar mais nada.

Foram horas. O sol desceu, a maré subiu, os barraqueiros começaram a guardar as cadeiras e a gente ali, como se a praia fosse só nossa. Como um capítulo de novela das nove, sabe? Daqueles que termina com a música alta e a câmera subindo. Entramos no mar...

Voltei pra casa queimado de sol, com gosto de sal e dela na boca,  fiquei leve como uma pena que baila aleatoriamente ao vento.

O dia mais quente de São Luís acabou sendo o mais fresco da minha vida.

Fui assistir o jogo do Vasco e nem vou falar o placar, acho que o time jogou para mim, não espalhem.

Saúde, sabedoria e equilíbrio para todos nós.

Força, grana, poesia e fé sempre.


Jorge Passinho 

POESIA - POEMA - MANOEL DE BARROS

Poema

A poesia está guardada nas palavras — é tudo que eu sei.

Meu fado é o de não saber quase tudo.

Sobre o nada eu tenho profundidades.

Não tenho conexões com a realidade.

Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.

Para mim poderoso é aquele que descobre as

insignificâncias (do mundo e as nossas).

Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.

Fiquei emocionado e chorei.

Sou fraco para elogios.


Manoel de Barros 

ESSE É O ROBERTO COSTA

 


terça-feira, 22 de setembro de 2026

DR PEDRO SANTOS NETO É EMPOSSADO NA PRESIDÊNCIA DA COMISSÃO ELEITORAL DA OAB

: l

Estamos em semanas  decisivas para as eleições 2026 ,onde eleitores de todo o país irão as urnas sufragar suas vontades de forma democrática  de quem deve ser eleito,a Ordem de advogados do Brasil em  Bacabal  ,através do atuante comando  do Dr.Gilberto Lacerda,empossou para a presidência da Comissão  Eleitoral ,um profissional que tem extremo  zelo, compromisso com o coletivo ,que tem seriedade e moral,Dr Pedro Santos Neto, que colocará sua experiência para esse capítulo histórico das eleições Brasileiras,na oportunidade  ele agradeceu ao Dr Gilberto e companheiros da OAB e em seu pronunciamento ainda destacou" A democracia deve ser respeitada, com toda envergadura, eu na condição de Presidente da Comissão Eleitoral , envidarei esforços ,para que a transparência, agilidade, normalidade possam ocorrer, os melhores colocados para o exercício dos mandatos terão seus espaços garantidos e a OAB estará garantindo efetivamente toda a tramitação, os eleitores podem  escolher e a defesa das prerrogativas terão  lisura e integridade por parte da  nossa instituição.

Texto de] Lindoracy Santos

PESQUISA APONTA LIDERANÇA DE BRAIDE E ROUSEANA

O Instituto Viva Voz, contratado pelo Tribuna 98, divulgou na noite de ontem, segunda-feira (21),  pesquisa para o Governo do Maranhão.

No levantamento, o candidato Eduardo Braide (PSD) aparece na liderança com 49,3% das intenções de voto. Já Orleans Brandão (MDB) seria o segundo lugar com 26,1%.

Os demais não teriam alcançado dois dígitos: Felipe Camarão (PT) com 6,4%, Roberto Rocha (PRTB) com 3,8%, André Luís (Missão) teria 0,9%, Dimas Cassimiro (PCO) com 0,6%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,4% e Saulo Arcangeli (PSTU) tem 0,3%. Os que não souberam ou não responderam somam 6,3%, enquanto brancos e nulos representam 5,9%.

A pesquisa Viva Voz MA-02471/2026, ouviu 1.320 eleitores, entre os dias 15 e 20 de setembro, possui margem de erro de 2,7 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

ROSEANA MANTÉM A LIDERANÇA PARA O SENADO 

A pesquisa  também apontou que os candidatos ao Senado Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP), aparecem liderando a disputa.

Roseana aparece mais uma vez em primeiro com 17,3%, seguida por Fufuca com 16,2%. Na sequencia aparecem: Lahesio Bonfim (Novo) que teria 11,7%, Weverton Rocha (PDT) com 9,8%, Eliziane Gama (PT) com 8,0%, Cidônio Gonçalves (PL) surge com 3,4%, Hilton Gonçalo (Mobiliza) teria 3,0%, Raimundo Morreira (PCB) com 1,1%, Wilson Leite (PSTU) com 0,9%, Simplício Araújo (DC) com 0,6% e Enilton Rodrigues (PSOL) teria 0,5%. Não sabe e não respondeu alcançou 19,3%, enquanto que branco/nulo alcançou 8,1%.

A pesquisa Viva Voz MA-02471/2026, ouviu 1.320 eleitores, entre os dias 15 e 20 de setembro, possui margem de erro de 2,7 pontos percentuais e nível de confiança de 95%

PESQUISA, PESQUISA E MAIS PESQUISA


A semana na política do Maranhão será marcada por uma série de pesquisas que estão sendo realizadas e serão divulgadas nos próximos dias.

No entanto, a expectativa maior é a para uma nova pesquisa da Quaest, contratada pela TV Mirante. O instituto vai ouvir 900 eleitores, entre os dias 21 e 24 de setembro, sendo divulgada na sexta-feira (25).

Além da Quaest, temos pelo menos outras quatro pesquisas registradas e que podem ser divulgadas durante a semana.

Na quarta-feira (23), a previsão é que seja divulgado números da pesquisa Ranking Brasil, contratada pela Rádio Educadora. Na quinta-feira (24), será vez da pesquisa EPO, contratada pelo Portal Imirante. Na sexta-feira (25), além da Quaest, tem a possibilidade da pesquisa Veritá, contratada pela Rede Brasil TV, ser divulgada. No sábado (26), deveremos ter a divulgação da pesquisa Vox Brasil, contratada pela LR Miranda Produções.

FLAVIO DINO PARA PRESENTE EM 2030

Depois da polêmica sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), que discutiu a possibilidade de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes, o nome do ministro Flávio Dino voltou a ser especulado, após um eventual retorno à vida partidária, para disputar a Presidência do Brasil em 2030.

Integrantes do próprio Governo Federal avaliam que a busca pelo protagonismo de Flávio Dino no STF, especialmente em temas de grande repercussão pública, pode ser lido como movimento capaz de pavimentar uma futura candidatura presidencial.

Dirigentes do PSB, partido ao qual Dino foi filiado antes de chegar ao STF, afirmam que ele seria bem recebido caso decidisse se aposentar da Corte e voltar à política. Entre legendas de esquerda, o ministro é citado como um possível nome para o período posterior ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Aliados de Dino têm participado de disputas políticas no Maranhão, o que já vinha provocando questionamentos sobre a atuação do ministro fora do ambiente estritamente jurídico. O dado reforça a leitura, entre interlocutores políticos, de que seu nome permanece presente no debate eleitoral, mesmo após sua ida para o STF.

No STF, Dino tem concentrado parte de sua atuação em temas com apelo direto junto à opinião pública. Entre eles estão a cobrança por transparência nas emendas parlamentares e críticas a benefícios adicionais no serviço público, frequentemente chamados de penduricalhos

OPINIÃO - TOGA NAO SIGNIFICA IMPUNIDADE


Por Joaquim Haickel 

Um amigo me enviou um texto e pediu que eu o lesse, analisasse, comentasse e, se julgasse conveniente, o publicasse.

Li com atenção. Segundo ele, o autor seria um renomado e impoluto jurista.

Confesso que admirei a serenidade que o texto procura transmitir, mesmo que sempre desconfie das serenidades excessivamente ensaiadas, sobretudo quando colocam seu autor na posição confortável de único homem calmo em uma sala repleta de exaltados. Antes mesmo de apresentar seus argumentos, ele já se oferece ao leitor como representante da razão, deixando aos seus críticos o papel dos descontrolados.

O texto começa lembrando que a verdade é a primeira vítima da guerra. Logo depois, porém, afirma que as críticas ao Judiciário estariam contaminadas por interesses eleitorais, econômicos e estrangeiros, além de mentiras e ressentimentos pessoais.

A manobra é conhecida: antes de enfrentar os argumentos, lançam-se suspeitas sobre quem os apresenta. Assim, o leitor é levado a examinar não o que foi dito, mas as intenções atribuídas a quem disse. Um texto que promete defender a verdade começa presumindo, sem demonstração, a má-fé de seus críticos.

No primeiro tema, o jurista sustenta que as decisões monocráticas são necessárias ao funcionamento dos tribunais. E são. Ninguém sensato pretende obrigar o plenário a examinar individualmente milhares de casos repetidos, especialmente quando o relator apenas aplica uma decisão já consolidada.

A verdadeira discussão é outra: deve um único magistrado, sem o controle imediato de seus pares, tomar decisões de enorme repercussão sobre assuntos graves, novos e controvertidos?

O problema não é a decisão individual que aplica o entendimento do colegiado. É a decisão individual que cria uma situação nova, interfere em leis, patrimônios, liberdades, comunicação ou eleições e permanece produzindo efeitos por tempo indeterminado sem uma rápida apreciação coletiva.

Ao dizer que só existem duas alternativas, aceitar essa concentração de poder ou beneficiar criminosos, o jurista apresenta um falso dilema. Existe uma solução intermediária e perfeitamente razoável: permitir decisões individuais urgentes, mas obrigar que as mais graves sejam submetidas ao colegiado em prazo curto.

Decisão monocrática pode ser necessária. Poder monocrático sem controle rápido extrapola a função, o sentido e o uso desse dispositivo.

No segundo tema, pergunta-se se o Supremo deve continuar funcionando também como primeira instância criminal para determinadas autoridades. O jurista responde apresentando números: tantos processos no Supremo, centenas de milhares em outros tribunais.

Os números podem ser relevantes para organizar uma reforma, mas não respondem à questão principal. A pergunta não é apenas quantos processos o Supremo consegue julgar. A pergunta é se convém que uma Corte cuja função central é proteger a Constituição também produza decisões criminais originárias sem que o condenado disponha de revisão ordinária por outro tribunal.

Existem recursos internos, é verdade, mas eles são julgados dentro da mesma Corte. Portanto, a discussão sobre o duplo grau de jurisdição e sobre a concentração de competências continua legítima.

Também não há mistério absoluto sobre o destino desses processos caso a Constituição seja alterada: eles seriam encaminhados ao juízo de primeira instância competente, federal ou estadual, conforme a natureza do caso. Isso exigiria regras de transição e planejamento, mas dificuldade administrativa não deve ser confundida com impossibilidade jurídica.

No terceiro tema, discutem-se os inquéritos que permanecem abertos durante anos. O jurista pergunta quem poderia determinar quando uma investigação se tornou longa demais e quais seriam os critérios legais para encerrá-la.

Essas perguntas são legítimas. Não existe um prazo único que sirva automaticamente para todos os inquéritos. Alguns casos são mais complexos do que outros. Mas disso não resulta que uma investigação possa permanecer indefinidamente aberta, renovando a própria existência sem explicações convincentes.

A Constituição assegura a duração razoável do processo. Isso significa que a complexidade pode justificar a demora, mas a demora também precisa ser justificada. É necessário demonstrar quais diligências foram realizadas, o que ainda falta apurar e por que a investigação não pôde ser concluída. O tempo não encerra automaticamente um inquérito, mas tampouco pode deixar de produzir consequências jurídicas.

Há ainda uma contradição curiosa. O autor declara ser favorável ao encerramento dos inquéritos, reconhece que eles existem para chegar a uma conclusão e, ao mesmo tempo, trata com suspeita aqueles que exigem essa conclusão. Concorda com a tese, mas procura desqualificar quem a defende com maior firmeza.

Finalmente, depois de pedir que a institucionalidade não seja misturada com mentiras, diz que o diabo é o pai da mentira. A referência religiosa é verdadeira dentro da tradição cristã. Naquele contexto, porém, funciona também como uma condenação moral indireta: depois de associar as críticas a interesses e falsidades, o texto aproxima a mentira do demônio e deixa que o leitor complete a acusação.

Não é necessário atribuir ao autor uma intenção que não podemos provar. Basta observar o efeito de sua construção retórica.

O maior problema do texto não está em defender o Supremo. As instituições precisam ser defendidas. O problema está em confundir a defesa da instituição com a aceitação de todos os atos praticados por seus integrantes, mesmo os abusivos, arbitrários e inconstitucionais.

Institucionalidade não é obediência silenciosa. É respeito às regras, às competências e aos limites que impedem qualquer autoridade de se tornar maior do que o cargo que ocupa.

Criticar decisões monocráticas de grande alcance não significa querer paralisar a Justiça. Discutir a competência criminal do Supremo não significa ignorar as dificuldades de uma reforma. Exigir duração razoável dos inquéritos não significa defender encerramentos arbitrários.

Ao transformar essas críticas em caricaturas, o “renomado e impoluto” jurista não as refutou. Apenas escolheu versões mais frágeis delas para tentar derrotá-las com facilidade que se demonstra frágil e torpe.

Depois de concluir minha análise, procurei o amigo que me enviara o texto e perguntei quem era o renomado e impoluto jurista.

Ele respondeu, com certa ironia:

— Ora, quem mais poderia ser? Aquele que é hoje o seu mais poderoso confrade na Academia Maranhense de Letras.

Foi então que compreendi melhor o texto. Não era propriamente a análise imparcial de um observador distante. Era a defesa da instituição, o STF, feita por alguém que está dentro dela.


Isso não torna seus argumentos necessariamente falsos. Mas também não os transforma, por si só, em verdades supremas e inquestionáveis.


A toga merece respeito, mas não garante imunidade contra questionamentos.


OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

Este texto é uma réplica às considerações publicadas pelo ministro Flávio Dino, nas quais ele trata das críticas às decisões monocráticas, da competência criminal do Supremo Tribunal Federal e da duração dos inquéritos. Para que o leitor possa conhecer diretamente as ideias aqui contestadas, analisar os dois argumentos e formar sua própria opinião, transcrevo, abaixo, a íntegra do texto que motivou esta resposta.

“Atribui-se a Ésquilo a frase: “Na guerra, a primeira vítima é a verdade”.  Tenho visto isso no atabalhoado debate sobre o Poder Judiciário. Problemas reais e graves estão sendo misturados com interesses eleitorais e econômicos, objetivos estrangeiros e até ódios pessoais.

Escolhi abordar três temas que me parecem merecer mais aprofundamento.

O primeiro: “as decisões monocráticas são um mal no STF.” Ocorre que tais decisões são essenciais em um sistema de precedentes vinculantes, consoante a Constituição e o CPC. Se todas as questões com jurisprudência definida tiverem que ir aos Colegiados, o número de julgamentos vai desabar e a morosidade vai aumentar. Isso seria bom para os criminosos, devedores contumazes e similares.

O segundo: “tem que tirar a jurisdição penal do STF”.  Porém, se tira de lá, tem que colocar em algum lugar. Hoje há 23.000 processos no STF, enquanto que outros tribunais tem centenas de milhares. Assim, só é possível mudar a competência constitucional do STF com reformas coerentes e planejadas.


Finalmente, o terceiro tema: “o inquérito X ou Y tem que acabar pois está muito antigo; o Plenário do STF aprovou a instauração há muitos anos.” Mas quais são os inquéritos mais antigos em tramitação no STF ? O que o Código de Processo Penal e o Regimento Interno dizem quanto ao término dos Inquéritos ? É possível a um julgador, qualquer que seja ele, “prometer” o final de um inquérito, como se fosse um candidato ou para receber aplausos ?


Eu pessoalmente sou a favor da conclusão dos inquéritos, até porque eles foram feitos para terminar mesmo, mediante a propositura das ações penais ou dos arquivamentos cabíveis. De todo modo, temos aí um interessante debate doutrinário: antes do prazo prescricional, um inquérito deve ser arquivado por motivo de tramitação longa ? E quem decide o que é “tramitação longa” ? Opiniões pessoais ? Ou critérios legais e regimentais ?

Insisto em um ponto: institucionalidade é um assunto muito sério para ser embaralhado com interesses eleitorais ou com mentiras. A propósito, lembro o ensinamento cristão: o DIABO é o “pai da mentira” (Evangelho de São João 8,44)

POESIA - SE EU PUDESSE - ABEL CARVALHO

Se eu pudesse...


Se eu pudesse eu pararia o tempo

Ou

No mínimo voltaria tudo ao primeiro dia


Se eu pudesse eu resolveria e reviveria tudo

Sem nenhuma nostalgia


Seu pudesse eu faria tudo de novo

Cada segundo

Cada minuto

Cada hora

Cada dia

Cada mês

Todos os anos

Os 61 anos que vivi contigo


Ou

Melhor ainda

Te devolveria teus 93 anos de uma intensa vida

De sofrimentos

Frustrações e angústias

Mas de abnegada aceitação

E felicidade perene


Se eu pudesse eu nada escreveria

E tudo que foi feito por ti refaria

Nair Cordeiro de Moraes Carvalho

Minha mãe


Abel Carvalho




segunda-feira, 21 de setembro de 2026

ORLEANS TAMBEM LIDERA NO SEGUNDO MAIOR COLEGIO ELEITORAL DO MARANHÃO


A pesquisa IP Sensus realizada em Imperatriz aponta que a cidade deverá ser decisiva para o resultado das eleições de outubro no Maranhão. Em cenário estimulado, Orleans Brandão (MDB) lidera a disputa para o governo e é preferido dos imperatrizenses, somando 49,7% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), com 26,6%.

Logo após, nesse mesmo cenário, estão Roberto Rocha (7,4%), André Luís (2,6%), Felipe Camarão (2,6%), Saulo Arcangeli (0,9%), Dimas Cassimiro (0,3%) e Reginaldo Lima (0,3%). Além disso, 3,1% disseram que votarão em branco ou nulo e 6,5% não quiseram responder.

O levantamento mostra que o candidato do Sertão maranhense conquistou o imperatrizense, que prefere garantir no voto a continuidade ao trabalho realizado no município pelo governador Carlos Brandão.

Contratada pelo Jornal Pequeno, a pesquisa aponta que, no município, Orleans Brandão (MDB) soma 55% dos votos válidos contra 29,4% de Eduardo Braide (PSD), que é o segundo colocado. Depois, aparecem Roberto Rocha (8,2%), André Luís (2,9%), Felipe Camarão (2,9%), Saulo Arcangeli (1,0%), Dimas Cassimiro (0,3%) e Reginaldo Lima (0,3%).

Em Imperatriz, a pesquisa foi realizada de 12 a 17 de setembro de 2026 e ouviu 350 eleitores. A margem de erro é de 5,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado sob o número MA-09667/2026

O COMPLICADO CASO DR. GUERREIRO JUNIOR

 


O CNJ (Conselho Nacional de Justiça), por unanimidade, durante sessão virtual, defendeu a perda do cargo do desembargador Guerreiro Júnior, que já está afastado do Tribunal de Justiça do Maranhão desde 2023.

A decisão do CNJ é relativa ao processo administrativo disciplinar aberto para apurar irregularidade em obras do Fórum de Imperatriz.

O processo contra Guerreiro Júnior agora vai passar pela Advocacia Geral da União (AGU) que deverá processá-lo para a perda do cargo e depois será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que julgará se o desembargador perde ou não o cargo conforme defendeu o CNJ.

Com a decisão tomada pelo CNJ, o TJ-MA precisará aguardar o posicionamento final do STF, para lançar edital para anunciar a abertura da vaga de desembargador e ocupar a eventual vaga de Guerreiro Júnior

FEIRA DO LIVRO MOVIMENTA CAPITAL



A Praça Maria Aragão ganhou novos ares na noite da ultima sexta-feira (18), com a abertura da 19ª Feira do Livro de São Luís (FeliS), que segue até o dia 27 de setembro. A cerimônia começou às 19h, no Auditório Humberto de Campos, e marcou o início de dez dias de programação dedicada à literatura, à cultura e ao encontro entre leitores e escritores. O evento de abertura foi a performance “Naquela Mesa”, apresentada pelo Grupo Teatral Improviso, além de uma apresentação de louvação a São Luís, com Nilton Borges, tambores e cordas.

A Feira do Livro de São Luís reúne literatura, cultura, educação, memória, formação de leitores e encontros entre escritores e público. Com entrada gratuita, a programação inclui palestras, debates, seminários, oficinas, contações de histórias, espetáculos, lançamentos e comercialização de livros, com atividades para crianças, jovens, estudantes, professores, escritores, pesquisadores e público em geral.

Durante a solenidade, a prefeita de São Luís, Esmênia Miranda, destacou a importância de manter feiras e bibliotecas como espaços de incentivo à leitura. “Continuar investindo em feiras de livros e em bibliotecas é um ato de resistência em uma época em que ler, para muitos, se tornou cansativo. Então, continuamos resistindo e encontrando nesses livros esse alimento da alma, como coloca o tema da nossa 19ª Feira do Livro de São Luís”, afirmou.

A prefeita também ressaltou a produção literária maranhense e a relação da cidade com a literatura. “São Luís é uma cidade histórica, inspiradora, que respira poesia a partir dos seus cantos, das suas histórias e reflexões. É uma cidade diversa, que tem muito a falar sobre si, sobre seu povo e sua gente. É um orgulho muito grande abrir mais uma feira do livro, um evento que já faz parte do calendário cultural e literário da nossa cidade”, destacou.

Com o tema “O livro na palma, alimento da alma”, a FeliS homenageia o legado de Antônio Lobo, figura central na fundação da Academia Maranhense de Letras, e do crítico literário Mata Roma, destacado por sua contribuição à literatura e à reflexão sobre o Maranhão. O patrono desta edição é o escritor, jornalista e político maranhense Humberto de Campos (1886-1934), nome importante da literatura brasileira e membro da Academia Brasileira de Letras.

Para o secretário municipal de Cultura, Fellipe Reis, a feira também é uma oportunidade de revisitar a história literária da cidade. “Celebrar a Feira do Livro de São Luís é celebrar também um pouco da nossa história. É lembrar como a nossa cidade, a Atenas Maranhense, a Atenas Brasileira, foi resistindo e se moldando ao tempo”, pontuou.

Segundo o secretário, a escolha do nome Cidade do Livro reforça a proposta de aproximar a população da literatura. “Estamos dizendo que o livro, com suas tantas possibilidades de conhecimento e de aproximação com a imaginação, é também um caminho possível para seguirmos”, afirmou.

Entre os convidados desta edição estão Jeferson Tenório, Socorro Acioli, Cristóvão Tezza, Raphael Montes, Eliane Potiguara, Auritha Tabajara, Antônio Carlos Secchin, Geraldo Carneiro, Jorge Caldeira, Salgado Maranhão, Mary Del Priore e José Eduardo Agualusa.

A abertura reuniu leitores, escritores e livreiros, além de secretários municipais, o vice-presidente da Fecomércio, Manoel Barbosa, o presidente da Academia Maranhense de Letras, desembargador Lourival Serejo, a coordenadora da Feira do Livro, Rita Oliveira, e Patrícia Campos, neta de Humberto de Campos.

“Estou realmente muito emocionada e agradeço por São Luís trazer Humberto de Campos como patrono da Feira do Livro. O vovô deixa um legado para essa nova geração: não importa onde você nasça, é possível crescer quando se tem um sonho”, afirmou Patrícia. “O Maranhão é um celeiro de coisas incríveis e isso precisa ser mostrado para o mundo”, completou.

A 19ª FeliS conta com 40 estandes de livreiros, 11 sebos literários, 81 lançamentos de livros, 17 escritores nacionais e um convidado internacional. A estrutura reúne ainda instituições, editoras, sebos e diferentes agentes culturais, ampliando as possibilidades de contato do público com os livros e fortalecendo a cadeia produtiva da literatura.

MA-138 VIRANDO REALIDADE


O Governador Carlos Brandão anunciou no ultimo sábado (19) a assinatura da ordem de serviço para a pavimentação da MA-138, no trecho que liga São Pedro dos Crentes a Feira Nova do Maranhão. A obra atende a uma demanda histórica da região sul do estado e representa um avanço importante na infraestrutura e na integração entre os municípios. O projeto é que a estrada avance até Estreito, ampliando ainda mais essa conexão regional.

A pavimentação da rodovia vai melhorar as condições de mobilidade, facilitar o escoamento da produção e contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região, beneficiando diretamente moradores e produtores dos municípios atendidos


SOBRE O REAJUSTE DO BOLSA FAMILIA


Durante live semanal, o candidato do PL à Presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, comentou sobre o anúncio do reajuste de 15% do valor do Bolsa Família, pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para o senador Flávio Bolsonaro, a medida é uma “merreca”, representa um ato de “desespero” do presidente e uma tentativa de compra de votos.

Lula, é esta cartada que você tem? Dar 15% de reajuste no Bolsa Família? Só isso? Essa merreca? Não tem vergonha na cara? Está achando que vai comprar o voto do pobre dando mais R$ 90 para o pobre? Acha que R$ 90 dará vida melhor para pobre? Deixa de ser cara de pau, Lula. Está dando migalha, miséria para quem recebe Bolsa Família”, declarou.

Flávio Bolsonaro reafirmou que manterá o Bolsa Família caso seja eleito. Além disso, ele lembrou o reajuste feito pelo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que em junho de 2022, quando também tentava a reeleição ao Palácio do Planalto. Na ocasião, o Governo Bolsonaro anunciou um reajuste de 50%, fazendo com que o piso do benefício fosse dos então R$ 400 para R$ 600

NOVA OESQUISA SÓ CONFIRMA LIDERANCA DE ORLEANS BRANDÃO E ROSEANA SARNEY

Nova pesquisa IPSensus avaliando o cenário eleitoral no Maranhão foi divulgada na noite  de ontem, domingo (20).

O levantamento aponta a liderança do candidato do MDB ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão, que surge com 43,6%, contra 35,7% de Eduardo Braide (PSD).

Na sequencia aparecem: Felipe Camarão (PT) com 8,1%, Roberto Rocha (PRTB) teria 3%, André Luís (Missão) com 1,5%, Saulo Arcangeli (PSTU) com 1%, Reginaldo Lima (PCB) surge com 0,8% e Dimas Cassimiro (PCO) teria 0,3%. Branco ou nulo representam 2,7%, enquanto que 3,3% não souberam ou não responderam.

A pesquisa IPSensus MA-02374/2026 ouviu 1.000 eleitores em 62 municípios maranhenses, entre os dias 14 e 18 de setembro. O levantamento contratado pelo Farol Comunicação possui nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,1 pontos percentuais

SENADO SEM SURPRESAS

A Pesquisa IPSensus,  também trouxe o atual cenário da disputa eleitoral para o Senado no Maranhão.

De acordo com o levantamento, somando os dois votos, os candidatos Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP) surgem liderando a disputa.

Roseana lidera com 22,1%, seguida por Fufuca com 18,6%. Na sequência estão Weverton Rocha (PDT) com 13,2%, Lahesio Bonfim (Novo) teria com 12,3% e Eliziane Gama (PT), com 9,7%. O levantamento também aponta o crescimento de Hilton Gonçalo (Mobiliza), que saltou de 2,6% no levantamento anterior para 8,1%. Ainda pontuaram: Simplício Araújo (DC) com 2,6%, Cidônio Gonçalves (PL) com 1,2%, Wilson Leite (PSTU) com 0,6%, Raimundo Moreira (PCB) com 0,5% e Enilton Rodrigues (PSOL) com 0,4%.

Entre os entrevistados, 3,4% responderam nenhum, branco ou nulo, enquanto 7,3% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 1.000 eleitores em 62 municípios, entre os dias 14 e 18 de setembro de 2026. A margem de erro informada é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número MA-02374/2026.

COLUNA DO CARLOS BRANDÃO -:BRANDÃO-AVANCA MARANHÃO, UNIAO DE SEGURANÇA E RENDA

 


Por Carlos Brandão 

Em todos os cantos já nos acostumamos com o som do motor das motos. Para nosso governo, esse também é o som do trabalhador que sai de casa para levar uma encomenda, buscar um paciente, fazer uma corrida rápida. Para milhares de famílias maranhenses, esse motor não é lazer. É sustento. É a mesa posta, a escola paga, o aluguel em dia.

Foi pensando nesse trabalhador – no mototaxista, no motofretista, naquele que depende de duas rodas para viver – que criamos o Avança Maranhão: Trânsito Seguro é a Gente que Faz. Não se trata apenas de entregar motocicletas. Isso seria fácil, e seria pouco. O que construímos foi algo maior – uma política que une três ações que, juntas, mudam de verdade a vida de uma pessoa: segurança, qualificação e renda.

Sabemos que o Maranhão ainda registra números altos de acidentes envolvendo motociclistas, especialmente entre quem usa a moto para trabalhar. Por isso, antes de qualquer entrega, abrimos 6 mil vagas gratuitas de capacitação em 72 municípios – sendo 4 mil só para pilotagem defensiva. Segurança no trânsito é essencial. E depende de conhecimento.

Depois veio a parte que emociona: 100 motocicletas zero-quilômetro na primeira etapa, e agora mais 340, sorteadas no último dia 13 de setembro. São centenas de famílias que, a partir desta semana, trocam a moto velha por uma zero, documentada, segura. Só em São Luís, São José de Ribamar e Paço do Lumiar, mais de 190 profissionais receberam suas motos na última quarta-feira, no Castelinho. Nas demais cidades – Imperatriz, Timon, Caxias, Codó, Açailândia, Bacabal e Balsas – o processo segue nas Ciretrans locais.

E não paramos por aí. O programa também alcança quem está inscrito no CadÚnico, os trabalhadores de menor renda, dando a eles a chance de sair da informalidade e entrar no mercado de trabalho, de verdade,  com uma atividade regularizada. Não é assistencialismo. É oportunidade com responsabilidade – moto na mão, mas também carteira assinada, habilitação em dia, formação completa.

Talvez você pergunte: por que isso importa tanto para um governo? Porque emprego e renda são a diferença entre uma família que sonha e uma família que sobrevive. E é por isso que temos trabalhado, dia após dia, para que o Maranhão continue crescendo nessa direção. Hoje, com orgulho, podemos dizer que somos um dos estados com a menor taxa de desemprego de todo o Nordeste.

O Avança Maranhão, na prática, significa segurança para quem roda pelas ruas, qualificação para quem quer crescer, e renda para quem sustenta uma casa. É a prova de que é possível cuidar da vida das pessoas com ação concreta.

O melhor de tudo é que isso não termina aqui. Programas como este vieram para ficar. Vamos continuar criando caminhos para quem trabalha, para quem produz, para quem precisa de uma oportunidade para mudar de vida. Porque um Estado que cresce de verdade é aquele que pensa em todos.