quinta-feira, 3 de setembro de 2026

ROSEANA SARNEY ABRACA A CAUSA HILTON GONÇALO E ABSNDONA EWERTON ROCHA


A disputa pelas duas vagas ao Senado no Maranhão ganhou um novo ingrediente no dia de ontem , quarta-feira (2). Em um cenário marcado até agora pela cautela dos candidatos em assumir dobradinhas, Roseana Sarney (MDB) e Hilton Gonçalo (Mobiliza) deram sinais de que podem formar uma das primeiras alianças explícitas da corrida senatorial.

A movimentação também representa um distanciamento de Roseana em relação ao senador Weverton Rocha (PDT), que igualmente busca uma das duas vagas em disputa. Até então, apesar de integrarem o mesmo campo político na eleição estadual, não havia uma definição clara sobre como seriam distribuídos os apoios para os dois votos ao Senado.

Roseana e Hilton, no entanto, deram um “spoiler” de uma possível dobradinha. Caso a aliança seja confirmada, os dois poderão passar a pedir conjuntamente o primeiro e o segundo voto dos eleitores, estratégia que ganha peso especial em uma eleição na qual cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado.

A aproximação ocorre em um momento delicado para Weverton. O senador teve seu nome associado às repercussões políticas das investigações envolvendo irregularidades no INSS e enfrenta dificuldades para ganhar tração nas pesquisas eleitorais. O cenário aumenta a pressão sobre sua candidatura justamente quando adversários começam a consolidar alianças para a reta decisiva da campanha.

A eleição para o Senado é considerada uma das mais complexas do Maranhão em 2026. A existência de duas vagas colocou aliados tradicionais em campos concorrentes e fez com que muitos candidatos evitassem, até agora, declarar um parceiro preferencial para o segundo voto, buscando preservar apoios de diferentes grupos políticos.

Nesse contexto, uma dobradinha entre Roseana e Hilton Gonçalo pode mexer diretamente na configuração da disputa. Além de fortalecer Hilton ao associá-lo a uma das candidaturas mais conhecidas do estado, a movimentação sinaliza que Roseana pode ter feito sua escolha para o segundo voto — deixando Weverton fora da composição.

Com a campanha avançando, a tendência é que a definição das dobradinhas se transforme em um dos principais componentes da disputa pelas duas cadeiras maranhenses no Senado.



DEBATE MIRANTE NEWS/IMIRANTE VAI ACINTECER SEM A PRESENÇA DE BRAIDE

Está tudo pronto para o debate Imirante/Mirante News que será realizado nesta quinta-feira (3) com todos os candidatos ao Governo do Maranhão. O encontro ocorrerá nos estúdios do Grupo Mirante, com início às 10h e duração aproximada de duas horas.

A transmissão será feita ao vivo pelo Imirante.com, pelo canal do portal no YouTube e pela Mirante News na frequência 104,1 FM. A mediação será da jornalista Carla Lima, do Grupo Mirante.

O debate terá quatro blocos, sendo que o primeiro será iniciado com a apresentação dos candidatos e cada um tendo um tempo de dois minutos. Logo depois, candidato pergunta para candidato, com perguntas de temas livres. A dinâmica sempre terá 30 segundos para a pergunta, um minuto e 30 segundos para a resposta, um minuto para a réplica e um minuto para a tréplica.

No segundo e terceiro blocos, candidato perguntará para candidato. A diferença é que no segundo bloco teremos perguntas com temas sorteados, mas no terceiro bloco volta a ser tema livre. Vale ressaltar que cada candidato poderá perguntar e responder uma vez em cada bloco.

Por fim, o quarto bloco será destinado às considerações finais dos candidatos, com dois minutos para cada um dos participantes.

BRAIDE NÃO IRÁ AO DEBATE

O candidato do PSD ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide, mais uma vez não deve comparecer a um debate entre os candidatos ao comando do Palácio dos Leões, nas eleições 2026.

No entanto, Braide não deve comparecer. A assessoria do candidato já informou sua agenda para quinta-feira. Na parte da manhã, pela agenda divulgada, Braide terá “reunião com lideranças políticas” e não prevê a sua presença no debate.

Braide já não esteve no debate promovido pela Band e, pelo visto, não deve marcar presença no debate Imirante/Mirante News.

CRÔNICA ,- O ESPELHO ADORMECIDO - ZEZINHO CASANOVA

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O ESPELHO ADORMECIDO 

O relógio na parede da sala em Bacabal marcava três da tarde, mas o tempo girava num compasso próprio, ditado apenas pelas necessidades da pequena Alice. Ela estava acomodada na cadeira adaptada, os músculos do pescoço num repouso inquieto, os olhos, grandes e profundos, fixos em algo que apenas ela parecia alcançar. Ana Célia, sua mãe, estava sentada no chão, exausta, segurando a mão de Alice, cujos dedos se mantinham cerrados numa tensão constante de anos. Por um breve instante, o silêncio da casa foi interrompido apenas pelo zumbido da geladeira, e Ana Célia desviou o olhar para o espelho posicionado na entrada, um acessório que ela ignorava há tanto tempo que chegara a se tornar um borrão na decoração.

O espelho refletia uma mulher que ela já não reconhecia de imediato: o cabelo preso com um grampo que esquecera ali, as olheiras fundas que carregavam o mapa de noites mal dormidas e, sobretudo, um olhar que parecia ter esquecido como brilhar por si mesmo. Ana Célia era, para quase todos em Bacabal, a "mãe da Alice". Sua identidade havia sido absorvida pela condição da filha. A dedicação integral, que a levaria a ser admirada pela vizinhança como "um exemplo de sacrifício", era, na verdade, um manto que a cobria inteira, ocultando o ser humano embaixo das camadas de terapias, cuidados, fisioterapias e planos de saúde.

— Você está cansada, não está? — Ana Célia perguntou, acariciando o braço da filha. Sabia que Alice não podia responder com palavras, mas sentia na respiração dela a mudança de ritmo que indicava reconhecimento.

Como se tivesse compreendido o carinho da mãe, Alice moveu lentamente os olhos em sua direção. Os dedos, que durante anos permaneceram quase sempre rígidos, afrouxaram por um instante e envolveram, ainda que de maneira delicada, a mão de Ana Célia. Um som baixo, quase um suspiro transformado em vogal, escapou de seus lábios.

Ana Célia sorriu sem perceber. Para qualquer pessoa, aqueles gestos talvez passassem despercebidos. Para ela, eram frases inteiras. Naquele breve aperto de mão havia reconhecimento; naquele olhar demorado, companhia; naquela respiração mais tranquila, uma forma de dizer que também estava ali, compartilhando o silêncio.

Durante muito tempo, Ana Célia acreditou que se separar da identidade de "mãe cuidadora" seria um ato de traição. Se ela parasse para tomar um café lendo um livro que nada tivesse a ver com deficiência, se ela voltasse a insistir nas pinturas que guardara no fundo do guarda-roupa, estaria sendo negligente. A sociedade, com sua cobrança silenciosa e cruel, reforçava essa armadilha: a mãe deveria ser uma extensão do cuidado, uma santa sem desejos, sem vontades, sem corpo além daquilo que servia para sustentar o corpo do outro.

Ela se aproximou do espelho. O vidro, antes considerado uma testemunha silenciosa do seu esgotamento, passou a ser um desafio. Começou a observar as linhas que se formavam ao redor de sua boca. Eram marcas de preocupação, sim, mas também eram marcas de resiliência. E, por trás daquelas linhas, ela viu o brilho de uma pessoa que ainda existia. Ana Célia lembrou-se do tempo em que amava o pôr do sol no rio Mearim, da época em que sonhava em viajar para ver o mar.

A deficiência de Alice era uma realidade imutável, um dado biológico, mas a sua própria vida não precisava ser um apêndice daquela condição.

Naquela mesma noite, após o banho de Alice e o sucesso de colocá-la para dormir em um sono sereno, Ana Célia não foi para a sala de televisão. Ela foi até o quarto onde guardava suas tintas, secas pela falta de uso. Abriu o conjunto, o cheiro de óleo e solvente ainda guardando a promessa de algo antigo. Ela não pretendia virar uma grande artista, nem ganhar o mundo, mas precisava provar a si mesma que suas mãos, que passavam o dia inteiro apenas realizando movimentos mecânicos de suporte, também podiam criar.

Começou a desenhar, não o rosto de Alice, mas algo abstrato, formas que lembravam o movimento da água, cores que ela sentia falta de ver. O primeiro traço foi trêmulo, uma hesitação entre o medo e a vontade, mas quando a cor ocupou o papel, Ana Célia sentiu um arrepio. Aquele era o seu eu, adormecido atrás da figura da cuidadora, acordando finalmente de um letargo.

Enquanto misturava um tom de cinza que lhe lembrava as águas do Mearim ao entardecer, Ana Célia ouviu um pequeno ruído vindo do quarto. O pincel caiu sobre a mesa.

Num reflexo construído por anos de vigilância, levantou-se imediatamente e correu pelo corredor, o coração acelerado antes mesmo de qualquer pensamento. Empurrou a porta devagar.

Alice continuava dormindo. A respiração era tranquila, o rosto permanecia sereno, e apenas um leve movimento dos dedos denunciava a vida pulsando naquele silêncio. Ana Célia respirou aliviada.

Ao voltar para o ateliê improvisado, estendeu a mão para fechar a porta e percebeu uma pequena mancha azul na maçaneta. Ficou olhando aquele traço de tinta por alguns segundos. Durante anos, todas as marcas espalhadas pela casa haviam sido remédios, horários, equipamentos, receitas e anotações de consultas. Percebeu que  havia ali uma marca que não pertencia à rotina do cuidado. Era dela.

Sem dizer palavra, voltou para a tela. A pequena mancha azul permaneceu na maçaneta, discreta como uma assinatura. Não era apenas tinta. Era a identidade que, depois de tanto tempo adormecida, começava finalmente a deixar suas próprias cores pela casa.


José Casanova 

Professor, Jornalista, Escritor e Cronista 

Membro da Academia Bacabalense de Letras 

Academia Mundial de Letras da Humanidade

POESIA - É ISSO QUE VOU FAZER QUANDO A VELHICE CHEGAR - PAUL GETTY

 


quarta-feira, 2 de setembro de 2026

PESQUISA APONTA EMPATE ENTRE LULA E FLAVIO BOLSONARO NO SEGUNDO TURNO


Pesquisa Real Time Big Data divulgada na noite de ontem,  terça-feira (1º), assim como todas já divulgadas, aponta que a eleição para a Presidência da República será decidida em 2º Turno.

No levantamento de 1º Turno, a novidade foi a presença do candidato do Avante, Augusto Cury, na terceira colocação e com dois dígitos, uma vez que alcançou 11%. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pontuou com 38% contra 30% de Flávio Bolsonaro (PL).

No eventual 2º Turno, o equilíbrio é maior e teríamos um empate. O petista e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teriam 44% cada um. Além disso, teriamos 9% de Nulo/branco; e 3% Não sabe/não respondeu.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores por telefone e pela internet entre os dias 27 e 31 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-03490/2026

UM MOMENTO HISTÓRICO PARA O MARANHÃO

 

O deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) vem ressaltando que vive a expectativa da descoberta de petróleo no Maranhão. O parlamentar maranhense, árduo defensor da exploração da Margem Equatorial, acredita que a Petrobras prepara o anúncio de petróleo na região.

O Maranhão está prestes a viver um momento histórico! Seremos o próximo estado a receber um anúncio de petróleo na Margem Equatorial. Estou muito feliz e entusiasmado com essa possibilidade, resultado de uma espera de anos”, escreveu Fernandes, em suas redes sociais.

Desde o início da possibilidade da exploração da Margem Equatorial, Pedro Lucas tem sido um dos maiores entusiastas da iniciativa, pois acredita que os ganhos potenciais para a região, incluindo o Maranhão, são incalculáveis.

Sempre acreditei que a Margem Equatorial será um grande motor de desenvolvimento do Maranhão”, afirmou.

MAIS UMA PESQUISA APONTA LIDERANÇA DE ORLEANS BRANDÃO E ROSEANA SARNEY

Pesquisa do IPSensus, contratada pelo Farol Comunicação, divulgou, na noite de ontem, terça-feira (1º) de setenbro, números do cenário atual sobre a eleição para o Governo do Maranhão.

De acordo com o levantamento, o candidato do MDB, Orleans Brandão, estaria na primeira colocação com 42,3%. O ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), aparece em segundo com 36,4%. Felipe Camarão (PT) com 6,3% e Roberto Rocha (PRTB) com 4,4% aparecem na sequencia. Os demais candidatos não alcançaram 2% (veja acima).

Na comparação com o levantamento anterior apresentado pelo IPSensus, Orleans saiu de 41% para 42,3%, enquanto que Braide passou de 37,8% para 36,4%. Com isso, a diferença entre os dois primeiros colocados aumentou. Antes era de 3,2 pontos percentuais e agora chega a 5,9 pontos.

O levantamento ouviu 1.000 eleitores entre os dias 24 e 29 de agosto de 2026, em 50 municípios maranhenses. A pesquisa possui margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-05404/2026.

ROSEANA SARNEY LIDERA COM FOLGA 

A ex-governadora Roseana Sarney aparece na liderança da disputa pelo Senado no Maranhão, segundo pesquisa do Instituto IPSensus, mas a disputa pela segunda vaga segue acirrada e empatada

Na soma do 1º e 2º voto, Roseana registra 20,5% das intenções e ocupa a primeira colocação. Na sequência aparecem Lahesio Bonfim (Novo) com 14,4%; Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 13,8%; André Fufuca (PP) com 13,6%; e Weverton Rocha, com 13,2%. A deputada federal Eliziane Gama (PT) aparece em sexto lugar, mas um pouco distante da disputa com 8,9%. Os demais não alcançaram 2% (veja acima).

O levantamento contratado pela Farol Comunicação ouviu 1.000 eleitores entre os dias 24 e 29 de agosto de 2026, em 50 municípios maranhenses. A pesquisa possui margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-05404/2026.

"BACABAL HOJE É O ÚNICO MUNICIPIO DO MARANHÃO EM QUE A REDE MUNICIPAL TAMBEM GARANTE ESSE DIREITO AOS ALUNOS' DESTACA ROBERTO COSTA DURANTE LANÇAMENTO DO MEU TABLET


 “Bacabal hoje é o único município do Maranhão em que a rede municipal também garante esse direito aos alunos”, destaca Roberto Costa durante lançamento do Meu Tablet

A educação pública de Bacabal vive um momento histórico. Pela primeira vez, milhares de estudantes e professores da rede municipal passam a contar com tablets conectados à internet 4G como ferramenta de apoio ao ensino e à aprendizagem. A iniciativa coloca a tecnologia no cotidiano escolar e amplia as possibilidades de pesquisa, leitura e acesso a conteúdos educacionais.

O programa Meu Tablet foi lançado na segunda-feira (31) pelo prefeito Roberto Costa, durante a primeira etapa de entrega dos equipamentos. Ao todo, serão distribuídos 7 mil tablets para estudantes do 6º ao 9º ano, alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e professores da rede municipal, alcançando escolas das zonas urbana e rural, incluindo povoados e comunidades quilombolas.

O programa representa um marco na educação pública do município ao transformar o acesso à tecnologia em uma política educacional voltada diretamente para estudantes e profissionais da rede municipal.

Durante o lançamento, o prefeito Roberto Costa destacou que a iniciativa integra um conjunto de investimentos realizados para melhorar as condições de ensino e aprendizagem em Bacabal.

“Bacabal hoje é o único município do Maranhão em que a rede municipal também garante o direito a um tablet para os seus alunos. Desde o primeiro dia de gestão, a gente tomou a decisão de garantir o fardamento completo, com tênis, meia, calça e blusão, além do material didático com mochila, e hoje também o tablet. Estamos garantindo todo o apoio necessário aos professores. Estamos fazendo um trabalho de reforma e ampliação das escolas, investindo fortemente na climatização das salas de aula e em uma nova frota de ônibus, para que a gente possa ter um ambiente estruturado e tranquilo, que facilite, acima de tudo, o aprendizado de todos os nossos alunos”, afirmou.

Para os estudantes, o equipamento representa uma nova possibilidade de acesso à pesquisa e aos conteúdos educacionais, especialmente para aqueles que não possuem condições de adquirir um dispositivo eletrônico. Ana Júlia, aluna da UEF 17 de Abril, destacou a importância da iniciativa para os estudantes. “Eu achei bastante inovador, porque tem gente aqui que não tem condições de comprar um eletrônico para fazer pesquisa. Tem gente que realmente quer pesquisar e que agora tem essa oportunidade graças ao prefeito Roberto Costa.”

O estudante João Lucas, da UEF Frei Solano, também ressaltou a utilidade do equipamento nas atividades escolares. “Vai ajudar demais nas pesquisas da escola. Quando não estiver tendo aula no laboratório de informática, a gente pode usar o tablet para fazer pesquisas em sala de aula. Eu achei uma boa ação do nosso prefeito Roberto Costa por disponibilizar esse tipo de tecnologia para a gente.”

Os equipamentos foram preparados para utilização com finalidade educacional e contam com recursos voltados ao processo de aprendizagem. Além do acesso a livros, conteúdos para pesquisa e leitura, os tablets também disponibilizam jogos educativos, testes e provas.

“Não é apenas um tablet para jogos. Inclusive, ele vem bloqueado para joguinhos. Ele vai ter acesso a livros, momentos de pesquisa e leitura, além de jogos educativos, testes e provas. Todos os nossos alunos do 6º ao 9º ano da rede municipal estão recebendo esse tablet. A gente vê a alegria deles e das famílias, porque é uma ferramenta fundamental para ajudar na formação educacional. A inteligência artificial tem modificado o mundo, mas os alunos de Bacabal hoje têm acesso a uma ferramenta poderosa para enfrentar essa busca pelo conhecimento, que é o tablet”, explicou Roberto Costa.

Com o Meu Tablet, Bacabal amplia a presença da tecnologia na educação pública e dá um passo inédito para democratizar o acesso a ferramentas digitais dentro e fora da sala de aula. A iniciativa passa a integrar um conjunto de ações estruturantes que vêm transformando a rede municipal de ensino, com investimentos em infraestrutura, climatização, transporte escolar, materiais e equipamentos destinados a estudantes e professores.

A distribuição dos equipamentos irá contemplar às comunidades da Zona Rural, com entregas previstas para os povoados Piratininga, Brejinho e Sincorá, na região da Baixada.



OPINIAO - OBSERVAÇÃO, ANÁLISE, CONCLUSÃO E AÇÃO - POR JOAQUIM HAICKEL

Por Joaquim Haickel

O primeiro é que, a cada dia, cresce o número de pessoas que fazem sérias ressalvas à forma como alguns ministros da nossa Suprema Corte vêm se comportando e à maneira como vêm julgando determinadas ações, e fazem isso por acreditarem que algumas dessas decisões extrapolam os limites de suas competências e contrariam os ditames da nossa Carta Constitucional. Se essa crítica tem razão, é questão que segue em aberto; o que já se pode afirmar com certeza é que ela cresce.

O segundo é que vem se consolidando a ideia de que a alternância no comando do Poder Executivo, nos três níveis, municipal, estadual e federal, constitui um valor essencial à democracia. Não porque a troca garanta melhorias, mas porque a possibilidade de renovação submete o exercício do poder ao teste das urnas, à prestação de contas e ao controle dos cidadãos.

Afinal, já conhecemos a forma como os atuais detentores do poder pensam e agem. Não sabemos se novos gestores serão melhores ou piores, mas sabemos que poderão pensar e agir de maneira diferente e, eventualmente, implementar ações capazes de melhorar a vida das pessoas.

Acredito que seja exatamente esse um dos fundamentos mais importantes da democracia: a alternância do poder não garante que o próximo governante será melhor, mas assegura à sociedade a possibilidade de substituir, pelo voto e sem romper as instituições, aquele que considera insatisfatório. E essa chance de recomeço é uma das razões de ser da democracia republicana.

Esses dois movimentos estão no cerne das eleições deste ano. São, entre tudo o que se discute, as coisas mais importantes.

O primeiro nos leva a uma conclusão difícil de escapar: a separação dos Poderes, que a nossa Constituição protege como cláusula pétrea, está severamente abalada, e a harmonia e a independência entre eles precisam ser restauradas com urgência.

O segundo é menos uma obrigação e mais uma escolha, a do cidadão. E, por ser escolha, exige critério. Precisa ser feita sem paixão e com a consciência de que a decisão que se toma nas urnas aponta o rumo que a sociedade inteira vai seguir. É uma responsabilidade grande, que não se pode exercer levianamente

PARA SEMPRE - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

 

Para Sempre


Por que Deus permite

que as mães vão-se embora?

Mãe não tem limite,

é tempo sem hora,

luz que não apaga

quando sopra o vento

e chuva desaba,

veludo escondido

na pele enrugada,

água pura, ar puro,

puro pensamento.

Morrer acontece

com o que é breve e passa

sem deixar vestígio.

Mãe, na sua graça,

é eternidade.

Por que Deus se lembra

— mistério profundo —

de tirá-la um dia?

Fosse eu Rei do Mundo,

baixava uma lei:

Mãe não morre nunca,

mãe ficará sempre

junto de seu filho

e ele, velho embora,

será pequenino

feito grão de milho.


Carlos Drummond de Andrade