quarta-feira, 9 de setembro de 2026

SUPREMO TEM MAIORIA PARAMANTER AFASTADO DIRETOR GERAL DA PF ANDREI RODRIGUES R

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, para manter o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa. A conclusão do julgamento virtual extraordinário, entretanto, foi interrompida por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Após a suspensão da análise, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques apresentaram votos antecipados e acompanharam integralmente a decisão do relator, André Mendonça. Com três votos favoráveis entre os cinco integrantes do colegiado, já está formada a maioria necessária para confirmar as medidas.

Apesar do pedido de vista de Gilmar Mendes, a decisão individual de Mendonça continua em vigor. Além de determinar o afastamento imediato dos dois dirigentes, o ministro ordenou a abertura de procedimentos criminais e administrativo-disciplinares para investigar a produção de relatórios de inteligência que monitoravam autoridades.

Mendonça também suspendeu a elaboração e o compartilhamento de documentos destinados a analisar a atuação funcional de magistrados, integrantes da advocacia pública e agentes responsáveis por atividades de polícia judiciária.

OPINIAO - QUANDO CAI O VEU - POR JOAQUIM HAICKEL

Por Joaquim Haickel

Confesso que estou me sentindo muito mal com tudo o que está acontecendo com o ministro Alexandre de Moraes. Não porque lamente o desgaste de sua imagem, mas justamente porque estou muito feliz, muito feliz mesmo, por ver cair o véu que, durante tanto tempo, protegeu sua figura pública e encobriu aquilo que muitos brasileiros, entre eles juristas e pensadores respeitáveis, já denunciavam: uma atuação que ultrapassa perigosamente os limites aos quais deveria estar submetido qualquer magistrado, sobretudo um ministro do Supremo Tribunal Federal.

O que me perturba é sentir satisfação diante da desgraça alheia. Minha mãe me ensinou que uma pessoa decente não deve se alegrar com a humilhação, o sofrimento ou a ruína de alguém. Essa lição me acompanhou por toda a vida e ainda fala muito alto dentro de mim. Minha mãe provavelmente não imaginou que um dia assistiria à desmoralização de alguém cujo poder foi usado para intimidar, constranger, calar e punir tantas pessoas, muitas delas inocentes dos crimes pelos quais foram processadas e condenadas, em decorrência de interpretações desvirtuadas e ilegais da legislação

Como não sentir algum alívio, e até certo prazer, quando cai o véu de uma vestal e se descobre que sua suposta santidade não passava de encenação? Como permanecer indiferente quando aquilo que se apresentava como pureza institucional começa a exalar o odor fétido da arrogância, do autoritarismo, da hipocrisia e da absoluta falta de limites?

Durante muito tempo, Alexandre de Moraes foi apresentado por seus admiradores como guardião inquestionável da democracia. Transformaram-no em herói, em símbolo de resistência e quase em entidade sagrada. Qualquer crítica dirigida a ele era imediatamente tratada como um ataque ao Supremo, às instituições e à própria democracia. Criou-se em torno do ministro uma blindagem política, jurídica e jornalística que confundia deliberadamente a defesa das instituições com a defesa de uma pessoa, como se questionar seus atos significasse necessariamente atacar o Estado de Direito.

Essa confusão foi extremamente conveniente. Quem ousava questionar seus métodos era acusado de proteger criminosos, golpistas ou inimigos da democracia. Em vez de examinarem a legalidade e a legitimidade dos meios empregados, seus defensores preferiam desqualificar moralmente aqueles que apontavam possíveis abusos. Bastava declarar que a democracia estava em perigo para justificar praticamente qualquer medida. E foi assim que o excepcional se tornou rotineiro, o provisório se tornou permanente, a exceção passou a ocupar o lugar da regra e o abuso começou a ser celebrado como virtude cívica.

Entretanto, a democracia não pode ser protegida por métodos que a desfigurem. O Estado de Direito não existe apenas para conter os cidadãos; existe, principalmente, para conter aqueles que exercem o poder. Nenhum magistrado deveria concentrar tamanha autoridade, muito menos exercê-la sem fiscalização, controle e contenção. Nenhum juiz pode atuar, simultaneamente, como vítima, investigador, acusador e julgador sem lançar uma sombra imensa sobre a imparcialidade da Justiça. Quando o poder deixa de reconhecer limites, ele não protege a democracia: passa a ameaçá-la.

O Supremo Tribunal Federal é maior do que qualquer um de seus ministros. Preservar a instituição não significa proteger seus integrantes de questionamentos legítimos. Ao contrário: quanto mais elevada é a autoridade, maior deve ser a transparência de seus atos e mais rigorosa deve ser a fiscalização sobre sua conduta. A toga não pode servir como escudo para o arbítrio, assim como a defesa da democracia não pode funcionar como salvo-conduto para a violação dos princípios que sustentam a própria democracia.

Por isso, embora eu me sinta moralmente desconfortável, não consigo lamentar a desmoralização, o enxovalhamento e a exposição das vísceras putrefatas do indigitado investigado. Não porque deseje vingança nem porque considere edificante a humilhação de qualquer ser humano, mas porque toda autoridade que se julga acima da lei, da crítica e de qualquer questionamento precisa, algum dia, ser confrontada com os próprios atos e responsabilizada por suas consequências.

Minha mãe estava certa: não devemos ficar contentes com a desgraça de ninguém. O que ela não sabia é que a desgraça política e moral de um homem que se tornou, para tantos brasileiros, símbolo do arbítrio pode representar o começo da reparação moral de milhares de pessoas que se consideram injustiçadas por ele.

Talvez eu não esteja verdadeiramente feliz com a desgraça de Alexandre de Moraes. Talvez esteja aliviado porque, finalmente, aquilo que tantos se recusavam a enxergar começa a ser exposto à luz do dia. Minha alegria não vem da ruína de um homem, mas da esperança de que a queda de sua blindagem permita revelar os excessos cometidos, corrigir injustiças e devolver algum equilíbrio às instituições.

E quando a verdade levanta o véu de uma falsa vestal, não é a luz que produz a pestilência. A luz não cria a podridão nem deve ser responsabilizada pelo mau cheiro que dela se desprende. Ela apenas revela aquilo que, havia muito tempo, já apodrecia na escuridão

POESIA - VELHAS ARVORES ?- OLAVO BILAC



terça-feira, 8 de setembro de 2026

SO MESMO O ROBERTO COSTA



MINISTROS APOSENTADOS WUEREM APURAÇÃO NO DTF

 

Ministros aposentados e ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) enviaram uma carta ao atual presidente da Corte, Edson Fachin, pedindo uma apuração pública, “imediata e rigorosa”, na condução do tribunal diante do que classificam como a “mais aguda crise” de sua história recente.

Assinado por 13 ministros aposentados, entre eles Celso de Mello, Rosa Weber e Joaquim Barbosa, o documento demonstra uma enorme preocupação com o atual momento do STF e querem a convocação urgente de uma sessão pública para determinar apuração dos “gravíssimos fatos” que envolvem o tribunal.

Apesar do tom de alerta, os ex-ministros manifestaram apoio a Fachin e disseram confiar em sua capacidade para conduzir o STF durante a crise.

Diante dos acontecimentos,v a crise sem precedentes no STF segue e com uma pressão cada vez maior por uma resposta convincente para a sociedade brasileira.

BANCARIOS EM GREVE NO MARANHÃO


Em Assembleia Geral realizada pelo SEEB-MA, bancários de instituições públicas e privadas rejeitaram as propostas dos bancos e decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (08/09) no Maranhão.

A categoria reage ao fechamento de agências, à falta de funcionários, às demissões, à sobrecarga, ao adoecimento e à retirada dos guichês de caixa nas unidades. Esses ataques dos banqueiros também atingem os clientes e usuários, com mais filas, demora e dificuldades de atendimento.

O SEEB-MA cobra ainda reajuste digno, recuperação das perdas salariais, aumento dos tíquetes e pisos, PLR, saúde, garantia de emprego, manutenção de direitos e melhores condições de trabalho, além de serviços de qualidade para a sociedade.

A greve busca pressionar a Fenaban e os bancos públicos por propostas dignas e avanços reais, diante dos lucros bilionários do setor. O SEEB-MA reforça que a luta também é em defesa da população e contra o desmonte da estrutura bancária no Estado

MAIS UMA PESQUISA APONTA EMPATE NO SEGUNDO TURNO RNTRE LULA E FLAVIO

Pesquisa Quaest divulgada na tarde de ontem , segunda-feira (7) mostra como está o cenário da eleição presidencial no Dia da Independência do Brasil, a menos de um mês do 1º turno, que acontecerá em 4 de outubro.

Segundo o levantamento, assim como todos já divulgados até agora, a eleição será decidida em 2º Turno.

Num eventual 2º Turno, a pesquisa Quaest cravou um empate entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Cada um dos candidatos teria 41%, com branco/nulo/não vai votar chegando a 13% e indecisos alcançando 5%.

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 03 de setembro a 06 de setembro. O registro no TSE é BR-01720/2026. A margem de erro é de dois pontos e o nível de confiança, de 95%

COLUNA DO CARLOS BRANDÃO -; SÃO LUIS, MINHA ILHA, 414 SNOS

Por Carlos Brandão

Existem cidades nas quais a gente nasce. Há cidades que nascem dentro da gente. Posso dizer isso sobre São Luís, onde cheguei menino, de Colinas, com a mala arrumada pela minha mãe, sem imaginar que estava, na verdade, chegando em casa.

No Colégio Batista, no bairro do João Paulo, aprendi o que nenhuma sala de aula ensina: acreditar que dava para ir mais longe. São Luís não me deu só educação. Me deu amigos e uma direção.

Agora, essa senhora linda completa 414 anos – fundada por franceses, cobiçada por holandeses, colonizada por portugueses e, para sempre, amada pelos maranhenses que fizeram dela terra de Arthur Azevedo, Maria Firmina dos Reis, Aluísio Azevedo, Alcione, Ferreira Gullar e tantas outras personalidades. Terra de Bumba Meu Boi, Tambor de Crioula e reggae dançado juntinho, como só aqui se dança.

Ser governador e ter São Luís como capital é, para mim, muito mais que geografia. É honra que carrego desde 2015, quando recebi da Câmara de Vereadores, por proposta do vereador Marquinhos, o título de Cidadão Ludovicense – orgulho maior que muitos outros da minha vida pública.

E porque quem ama cuida, tenho dedicado parte da minha gestão a devolver a São Luís um pouco do que ela me deu.

São obras e ações – muitas delas em parceria com o governo Lula – que ficarão para sempre, como: a nova Avenida Litorânea, já seguindo para sua conclusão; a Avenida Metropolitana, que vai interligar cerca de 50 bairros da Grande Ilha, beneficiando cerca de um milhão de pessoas; a ampliação da Estação de Tratamento de Água do Sacavém e os investimentos da Caema em bairros como Coroado e João Paulo; o esgotamento sanitário dos sistemas São Francisco e Vinhais, para praias mais limpas; e a entrega do Terminal da Baixada e do novo Entreposto Pesqueiro, dignidade para quem viaja e para quem vive da maré. E o que falar da Praça do Sol, na Ponta d’Areia? Ou do nosso Centro Histórico, onde estamos recuperando 12 casarões – em parceria com o governo Lula – e trazendo a rede hoteleira Vila Galé, que vai movimentar ainda mais o turismo da região?

Sei de que ainda falta muito. São Luís, como toda cidade viva, tem suas urgências. Mas, hoje, prefiro apenas agradecer: por ter me recebido menino e devolvido homem. Por ensinar a este colinense que a gente também pode escolher de onde é.

Feliz aniversário, Ilha do Amor. Que os próximos anos nos encontrem sempre juntos, construindo a cidade que você merece ser

POESIA - NOITE, SOLIDAO, DOR, AMOR

 

Noite, solidão, dor, amor...


1 Noite

Liturgia do amor que se apresenta

Fria, triste e cálida guia da nau perdida

Que na dor se estilhaça


2 Solidão

Caça dos poemas que desmancho

Em prantos que verto com lágrimas secas

No ego emoldurado dos encantos quebrados

Dos versos que escondo no dorso silente


3 Dor

Amargura doce e quebrantada que agasalha

A navalha que na carne se esconde a falha

A paixão que no peito devaneia e ceia em meu corpo

Dolente de saudade, pasto que aloca a falta de sentidos


4 Amor

Perene lembrança que não cessa

Grua que embala desencantos

Dor, solidão, noite, tormentos

Tempo, tempo...

Tempo lento, desafio

Fio suspenso, tardio labirinto

Cio sem ânsia e sem fulgor


Abel Carvalho



segunda-feira, 7 de setembro de 2026

ROBERTO COSTA HOMENAGEIA GARIS DURANTE DESFILE CIVICO DA INDEPENDÊNCIA


Bacabal: Roberto Costa homenageia garis durante Desfile Cívico da Independência


O Desfile Cívico da Independência de 2026 movimentou a Avenida Getúlio Vargas, em Bacabal, com mais de 3 mil participantes. Com o tema “Bacabal: és futuro, és progresso, és viver!”, verso do Hino de Bacabal, a programação reuniu estudantes, bandas e fanfarras, instituições parceiras, forças de segurança e três escolas militares.

O desfile contou ainda com quatro alegorias temáticas, personagens vivos, figurinos autorais e elementos cênicos, levando para a avenida representações da educação, da cultura e da identidade de Bacabal. Entre os destaques esteve a participação, pela primeira vez, das duas escolas militares municipais implantadas pela gestão do prefeito Roberto Costa em 2026, que juntas levaram mais de mil estudantes ao desfile.

Um dos momentos que mais chamou a atenção do público foi a homenagem do prefeito Roberto Costa aos profissionais da limpeza pública. Vestido com o uniforme de gari, ele acompanhou o pelotão formado pelos trabalhadores e destacou a importância da atividade para a cidade.

“O desfile foi lindo, mas ter vindo com a nossa turma da limpeza pública foi um show à parte. Essa homenagem que nós fizemos, de uma forma muito especial, ao nosso pessoal da limpeza pública, que ajuda a nossa cidade de manhã, de tarde, de noite e de madrugada, limpando a cidade. É um trabalho digno, que merece todas as nossas homenagens e todo o respeito a esses colaboradores, que são tão importantes na vida da nossa população”, disse Roberto Costa.

A homenagem também foi percebida por quem acompanhou a programação. “Eu achei muito legal o prefeito estar junto com os garis. Muitas vezes a gente nem para reconhecer o trabalho deles, mas eles são muito importantes para a cidade”, afirmou Maria Clara, estudante Universitária. 

Para a aposentada Eurides da Silva, o desfile foi marcado pela emoção e pela organização. “Eu amei. Meu filho está aqui e está tudo muito lindo e bem organizado. Fiquei emocionada vendo tudo isso hoje”, contou.

Outro momento de emoção foi a presença de Clarice Cardoso, mãe de Ágatha e Allan, crianças desaparecidas desde 4 de janeiro, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos. Ela acompanhou o desfile e recebeu manifestações de apoio do público durante a passagem da escola da comunidade.

Roberto Costa aproveitou o momento para reafirmar o apoio à família e falar sobre as medidas adotadas na busca pelas crianças. “Não poderíamos deixar de estar ao lado da Clarice, mãe da Ágatha e do Allan, e de toda a comunidade do Quilombo São Sebastião dos Pretos nessa luta para encontrar nossas crianças. Diante da recente operação internacional que resgatou 163 crianças, solicitei à Polícia Federal e à Interpol a checagem das fotos e dos dados da Ágatha e do Allan, para que nenhuma possibilidade seja descartada. Clarice, não perdemos a esperança. Estamos com você e continuaremos fazendo tudo que estiver ao nosso alcance para encontrar Ágatha e Allan”, afirmou.

A programação contou ainda com a participação da Banda Santa Cecília, APAE, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Bombeiros Mirins, Igreja Adventista, Colégio Militar do Estado e Banda Doxa, da Assembleia de Deus, encerrando uma noite marcada pela participação popular e pela celebração da Independência do Brasil.