CENAS DO COTIDIANO XXXI
A Ilha já se anima com "o ameaço" da chuva. Pena, que nada foi combinado com São Pedro. E, aí, me faz lembrar da marchinha "do carná ... É São Pedro brincando de ioiô ..." Até mostra a gota d'água, mas não solta. Eita, Santo brincalhão
e o que não pode, nem deve, ser brincadeira é o burburinho, que se espalha, como rastilho de pólvora, dando conta de que Brandão vai trazer "um ferribôti, novinho em folha". Não quero ser descrente nem desmancha prazeres, mas, diante de tanta demanda, continuaremos no mesmo. Nas mesmas filas quilométricas. De um lado, assombrados pelo espírito do "Cabelo de Velha". Do outro, com a pior das sortes, esperando "na Ponta da Madeira". É muita loucura! É muita ironia! É muito descaso
e o que continua a mesma é a euforia do baixadeiro por tão pouco. Até parece uma criança ansiosa pela promessa de um incerto doce
e, sem doce, a PF, no rastro do FUNDEB, já virou rotina. E, aí, se espera que não se (re)afirme a máxima de que "o crime compensa". E o que não pode, "de jeito nenhum", é o eleitor se deixar engabelar por um discurso vazio, por uma festa e / ou por "uma grade de cerva. Se for assim, babau! Morreu maria preá! E a indecência se cria!"
e o indecente, mesmo, é que a educação caiu no dantesco inferno. E sem direito ao purgatório. E só uma palavra para definir uns pulhas desses, que afanam a promessa de uma vida digna para as nossas crianças. E sem rodeio nem lero lero. "Escrotos!" No mais exacerbado aumentativo! Com muita e muita revolta
e revolta é saber que um professor foi agredido por ter proibido uma aluna de usar o celular em sala de aula. Aí, se entende o comportamento agressivo dos alunos. Com "tal escola em casa" e um pai desse, desequilibrado, nem o pior inimigo
e, falando em pior inimigo, a Caema, multi campeã de reclamações, se apresenta cruel, anunciando um racionamento por não ter se prevenido. E o cúmulo da ironia. Como racionar o que já está racionado?! Um dia, sim; um dia, não! "Feiquearam", e feio, o racionamento. Mas não, a conta
e, se é pra falar "em feique", Pinheiro, outrora tão pacata, se desespera, ante tantas e tantas aberrações. Desta vez, no seio universitário, "o vil segurança" causa indecente insegurança. O pior é que "o espião", no mais degradante flagrante, sai em audiência de custódia. Aí, não há o que falar
e, mesmo podendo falar mais, me nego a trazer mais notícias trágicas
Inté maise!
Zé Carlos Gonçalves


Nenhum comentário:
Postar um comentário