o ser que sou
lacrei no tempo o meu discurso
plantei profundo o meu silêncio
e em dias-torres de alturas-plenas
me vi mirando um vasto mundo
não esqueci as tais algemas
serrei a grade do aço-luto
cerrei o punho do desespero
abri a porta da complacência
e nos dia meus pude enfim viver
para ser da ilha um filho-guesa
nômade com destino perdido de escolho
arrancado da caverna e oferecido ao sol
tendo como lar o próprio corpo
Claudio Terças


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