O procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo de Castro, explicou em entrevista ao Ponto Final, na Rádio Mirante News, que o pedido de afastamento do vice-governador Felipe Camarão (PT) teve origem em informações de órgãos de controle financeiro e não em iniciativa direta do Ministério Público. Segundo ele, a investigação foi aberta após indícios de movimentações incompatíveis com a renda dos envolvidos.
“Nós não fomos investigar os atos e condutas do vice-governador e dos seus assessores aleatoriamente. Nós recebemos do COAF, órgão do Ministério da Justiça que fiscaliza o sistema financeiro, relatórios de inteligência financeira dando conta de transferências entre o entorno do vice-governador e seus familiares, transferências incompatíveis com o rendimento de todos os envolvidos. Então, nós tivemos que instaurar um procedimento e, neste procedimento, com prazo. Nós instauramos um procedimento, porque todo procedimento criminal, todo procedimento investigativo do Ministério Público, hoje é controlado pelo Tribunal de Justiça”, destacou.
De acordo com o procurador-geral, o afastamento solicitado teve caráter cautelar e objetivo de preservar provas durante a apuração. Ele também destacou que a medida não implicaria perda definitiva do cargo e que o processo segue sob análise judicial após suspensão do pedido pelo STJ.
“Nós pedimos o afastamento como medida cautelar para que a gente pudesse ter acesso a algumas provas que estavam na vice-governadoria, mas depois ele, com certeza, retornaria ao cargo de vice-governador”, afirmou.
Danilo de Castro também rechaçou qualquer ilação feita por alguns que a investigação seria política, por conta da proximidade com as eleições deste ano.
O procurador-geral de Justiça também comentou sobre novas ações do GAECO, parceria com a Polícia Militar, os problemas do transporte público coletivo na Grande Ilha e afirmou que é candidato a reeleição na eleição que ocorrerá no dia 11 de maio.
Clique aqui e ouça a entrevista na íntegra.


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