segunda-feira, 27 de abril de 2026

COLUNA DO CARLOS BRANDÃO - NOSSA EDUCAÇÃO TEM DIREÇÃO

 

Por Carlos Brandão

Quando se fala em educação pública no Maranhão, nossas conquistas são consequência direta de método, escala e continuidade. Desde o início de nossa gestão, optamos por trabalhar toda a cadeia educacional.

O ponto de partida foi claro: alfabetização. Assim, saímos da 23ª para a 10ª posição no ranking nacional, com a maior variação de crescimento do país entre os alunos do 2º ano do ensino fundamental da rede pública.

Isso só aconteceu porque implantamos uma política estruturada, com adesão a programas nacionais – inclusive, fomos um dos primeiros estados a aderir ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada – e, principalmente, incentivo direto a quem está na ponta.

O Prêmio Professor Alfabetizador, por exemplo, chegou como reconhecimento e incentivador de desempenho. E, quando você impacta quase 9 mil professores e 190 mil alunos, está alterando o sistema, não um indicador isolado. O crescimento do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) em 167 redes municipais e o fato de 86 já terem atingido ou superado metas mostram que houve alinhamento entre Estado e municípios.

Sem isso, não existe política educacional que se sustente. No ensino médio, a estratégia foi ampliar ofertas. Nossa rede de colégios militares conta, hoje, com 105 unidades – divididas entre as redes do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMA) e da Polícia Militar (PMMA) – atendendo a quase 50 mil alunos.

A expansão dos Centros Educa Mais e a criação de novas unidades em tempo integral aumentaram vagas e significaram algumas vitórias, como a participação massiva dos alunos em olimpíadas e eventos científicos, com 79% de premiação. Isso muda expectativa. E expectativa molda trajetória.

Já superamos a meta prevista para 2027 – quando falamos em disponibilizar cursos profissionalizantes –, ofertando formações conectadas com o mercado.

O nosso Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) teve a maior expansão da sua história. Um crescimento consistente, com integração entre ensino médio e formação técnica, presença em dezenas de municípios e o que é melhor: evasão próxima de zero.

Talvez muitos só venham a ter a real percepção do que está sendo construído na educação maranhense daqui a alguns anos. Mas tudo está sendo feito com muito cuidado e compreensão de sua dimensão.

Um bom exemplo é o macroprograma Educação de Verdade, que une os programas Transporte Escolar de Verdade, Refeição de Verdade e Tô Conectado – distribuindo cerca de 250 mil tablets aos estudantes da rede pública estadual de ensino – e surge como uma verdadeira revolução que age em todas as esferas.

Até porque nossa gestão acredita que não existe educação básica forte sem ensino superior qualificado. E não existe ensino superior relevante sem alunos com base sólida.

E os números de nossas universidades estaduais reforçam o nosso pensamento: expansão da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) para 87 municípios, interiorização real, criação de novos cursos, aumento no número de docentes e mais de 7 mil profissionais formados recentemente.

Ao mesmo tempo, a Universidade Estadual da Região Tocantina (UEMASUL) avança em infraestrutura, pesquisa e permanência estudantil, com investimento direto na implantação e modernização de laboratórios, entrega e reforma de prédios acadêmicos, bem como na nomeação de novos professores, na criação e aumento de cargos e gratificações na estrutura universitária.

Também com ênfase no fortalecimento do ensino superior na UEMASUL, temos a autorização da obra do Hospital Universitário da instituição, além do anúncio da implantação de laboratórios e estrutura voltada ao Hospital Veterinário, ampliando ainda mais as condições de ensino, pesquisa e formação profissional.

São medidas que consolidam o compromisso do Estado com o fortalecimento do ensino superior público e com a formação de profissionais qualificados para o desenvolvimento da região tocantina e de todo o Maranhão.

O que está em curso no Maranhão, atualmente, é uma reorganização da trajetória educacional do aluno – da alfabetização ao diploma, com menos rupturas no caminho.

Sabemos que ainda há desafios claros, especialmente na consolidação desses avanços a longo prazo e na redução das desigualdades entre regiões.

Mas temos uma direção. E, em política pública, direção consistente costuma ser mais decisiva do que qualquer medida isolada.


Nenhum comentário:

Postar um comentário