sexta-feira, 19 de junho de 2026

POESIA - SÓ - EDGAR ALLAN POE


 


Desde a infância eu tenho sido
Diferente d'outros – tenho visto
D'outro modo – minhas paixões
Tinham uma outra fonte e
Minhas mágoas outra origem -
No mesmo tom não despertava
O meu coração para a alegria -
O que amei – eu amei só.
Então – na infância – a aurora
Da vida atormentada – estava
Em cada nicho de bem e mal
O mistério que me prendia -
Da correnteza, da fonte -
Da escarpas rubras do monte -
Do sol que me rodeava
Em pleno outono dourado -
Do relâmpago nos céus
Quando sobre mim passava -
Do trovão, da tormenta -
E a nuvem tem a forma
(Quando o resto do céu é azul)
D'um demônio aos meus olhos.

Edgar Allan Poe

HOJE TEM PAGODE VERDE E AMARELO NO BAR DO BULÃO

 



SEXTOU COM MUÇÃO

 


quinta-feira, 18 de junho de 2026

PEDRO LUCAS ESTÁ COM ORLEANS E CARLOS

O deputado federal e presidente da Federação União Progressista (União Brasil e PP), Pedro Lucas (União), confirmou ao Blog do ZéLopes, que seguirá na base do Governo Brandão e apoiando a pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Maranhão.

“Sigo com Brandão e Orleans”, afirmou Pedro Lucas.

A afirmação de Pedro Lucas ocorre após o anúncio de que o deputado federal e pré-candidato ao Senado pelo PP, André Fufuca, disputará a eleição de 2026 na chapa de Eduardo Braide, pré-candidato ao Governo do Maranhão pelo PSD.

Pedro Lucas deve inclusive se reunir ainda nesta quarta-feira com o presidente nacional da Federação União Progressista, Antonio de Rueda, para tratar também dessa situação no Maranhão.

POLÍCIA FEDERAL COMBATE FRAUDE PARA I OBTENÇÃO INDEVIDA DE ISENÇÃO DE IPI NO MARANHÃO


Nesta quinta-feira (18/6), a Polícia Federal deflagrou a Operação Dolus, para cumprir dois mandados de busca e apreensão contra um investigado suspeito de inserir informações falsas em laudos médicos, atestando indevidamente a condição de pessoa com deficiência (PCD) a indivíduos que não possuíam deficiência física ou mental. O objetivo era possibilitar a obtenção indevida de isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na aquisição de veículos automotores.

As investigações tiveram início a partir de denúncias, as quais indicaram a possível ocorrência de fraudes em processos administrativos voltados à concessão do referido benefício fiscal.

Durante cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos aparelhos eletrônicos em posse do investigado, os quais serão submetidos à perícia, com o objetivo de aprofundar as análises e de possibilitar a identificação de outros eventuais envolvidos e beneficiários do esquema.

De acordo com os elementos apurados até o momento, as condutas investigadas podem caracterizar, em tese, o crime de falsidade ideológica.

SAULO ARCANGELI QUESTIONA POSIÇÃO DA JUSTIÇA ELEITORAL

O pré-candidato do PSTU ao Governo do Maranhão, Saulo Arcangeli, gravou vídeo contestando o que chamou de “dois pesos e duas medidas” da Justiça Eleitoral.

Saulo Arcangeli tem reclamado sistematicamente que a maioria dos institutos que estão fazendo pesquisas eleitorais no Maranhão, inexplicavelmente, não estão inserindo seu nome nos questionários aos eleitores.

O pré-candidato ainda ressaltou que buscou a Justiça Eleitoral, mas não conseguiu impedir, pelo menos ainda, a divulgação dos levamentos que não colocam seu nome, mas fez questão de destacar que o pré-candidato ao Senado pelo Avante, Duarte Júnior, teve mais sorte ao conseguir impedir a divulgação de uma pesquisa que não incluiu seu nome.

Como havíamos anunciado , saiu o resultado da pesquisa para governador do estado do Maranhão pelo instituto IPPI, de Teresina, e não constou o nosso nome, já que não estava no questionário da referida pesquisa. Até buscamos o TRE para evitar a divulgação, mas não conseguimos. O pré-candidato ao Senado Duarte Junior(Avante) teve uma melhor sorte. O nome dele não constou na pesquisa da Veritá e recorreu ao TRE, mas conseguiu uma decisão para evitar a divulgação da pesquisa. Pra nós, é sempre mais difícil. Essa democracia da eleição não funciona. Excluem uma opção para o eleitor(a), buscando deslegitimar uma pré-candidatura”, reclamou com razão Saulo Arcangeli.,  mas a Justiça Eleitoral não pode passar jamais essa sensação de “dois pesos e duas medidas” nas eleições do Maranhão.



ORLEANS BRANDÃO TEM APOIO DO PRESIDENTE NACIONAL DO UNIÃO BRASIL


O presidente nacional do União Brasil, Antônio de Rueda, gravou vídeo, na noite de ontem, quarta-feira (17), reafirmando apoio para o pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, na disputa pelo Governo do Maranhão.

Rueda, que já havia vindo a São Luís e anunciado a aliança com Orleans, gravou o vídeo ao lado do próprio Orleans e do deputado federal e presidente do União no Maranhão, Pedro Lucas.

“Um time unido, com propósito e compromisso com o Maranhão. Hoje estive ao lado do deputado federal Pedro Lucas e do presidente nacional do União Brasil, Antônio de Rueda, que reafirmaram o apoio ao nosso projeto. Um projeto que acredita no trabalho, nos resultados e em fazer ainda mais pelo nosso estado. Seguimos juntos, com a força da juventude e um time preparado, com compromisso, lealdade e respeito ao povo maranhense. Vamos continuar avançando!” destacou Orleans.

“Estamos juntos. Compromisso é para ser honrado”, afirmou Pedro Lucas.

O vídeo foi gravado para marcar posição, principalmente após o anúncio de que o deputado federal André Fufuca (PP) é pré-candidato ao Senado na chapa de Eduardo Braide (PSD). Só vale lembrar que União Brasil e PP integram a Federação União Progressista, que é comandada no Maranhão por Pedro Lucas e nacionalmente por Antônio de Rueda

FUFUCA É ANUNCIADO POR BRAIDE VOMO PRÉ CANDIDATO A SENADOR

Como era esperado, o pré-candidato do PSD ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide, anunciou, na noite de ontem, quarta-feira (17), que o deputado federal André Fufuca será o seu primeiro pré-candidato ao Senado.

Juntos no time da transformação do Maranhão! Agora quem é Braide é Fufuca. E quem é Fufuca é Braide”, destacou Braide.

Fufuca, que esteve no Governo do Maranhão ao lado do atual governador, decidiu deixar a base do Governo Brandão no início da semana e agora confirma sua mudança de rota nas eleições de 2026.

A decisão de Fufuca provoca um racha na Federação União Progressista (PP e União Brasil), já que o deputado federal Pedro Lucas (União) segue na base do Governo Brandão, chegando até mesmo ser cotado para disputar o Senado.

No entanto, Pedro Lucas deve buscar mesmo a reeleição e, com isso, a ex-governadora e atual deputada federal, Roseana Sarney (MDB), deve ser anunciada como segundo nome ao Senado na chapa do pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB). A outra vaga já foi confirmada para o senador Weverton Rocha (PDT)



CRÔNICA - O VÔO DO CABOCLO DE PENA - POR ZEZINHO CASANOVA


O VÔO  DO CABOCLO DE PENA

A estrutura do corpo humano parece pequena demais para comportar a vastidão do mundo quando se veste a indumentária de um Caboclo de Pena. Para Raimundo, a preparação não começava com o trajar, mas com um jejum de corpo e intenção que durava a tarde inteira. Dentro do quartinho apertado nos fundos da sede do Boi de Maracanã, o cheiro de ervas e o calor abafado do entardecer maranhense pareciam comprimir o tempo. Ele permanecia de pé, imóvel, enquanto os ajudantes começavam o ritual, que não admitia pressa nem erros: cada pena, cada miçanga, cada fita precisava ocupar o lugar exato que a tradição, imutável por gerações, ditava.

O peso da armação de madeira, revestida por milhares de penas de ganso e de outras aves, era colossal. Quando o chapéu cônico, adornado com fitas que desciam como uma cascata, foi colocado sobre sua cabeça, Raimundo sentiu a mudança. A postura mudou automaticamente. A coluna, habituada a carregar sacos de cimento nos dias de semana, endireitou-se com uma dignidade que emanava não dos músculos, mas da linhagem que ele agora representava. Ele não era mais o Raimundo silente da oficina mecânica; ele era uma entidade, um guardião da floresta transmutado no asfalto quente dos arraiais de São Luís.

— Firme, compadre .— Disse o velho mestre, ajustando o cinto de miçangas em sua cintura. — O caboclo não dança para o público. O caboclo dança para ser reconhecido pelos encantados. Se você tropeçar, eles param de olhar. Se você elevar o pé e bater com a força da verdade, eles te guiam.

Raimundo respirou fundo, o ar entrando filtrado pelas penas que cercavam seu rosto. O ritual de vestimenta era um exercício de despersonalização.

“Sua indumentária é rica, feita 100% de forma artesanal, e pode chegar a pesar entre 15 e 30 kg. Ela é composta por um grande cocar, gola, saiote e adereços para braços e pernas, todos ornamentados com penas (geralmente de ema tingidas)”

À medida que as camadas de penas eram fixadas, a individualidade de Raimundo ia sendo soterrada, dando lugar a uma presença maior. Ele sentia-se como se estivesse vestindo a própria história dos povos que habitaram aquelas terras antes mesmo da cidade ser desenhada. Era uma armadura, sim, mas não para a guerra de homens, era uma armadura para a exaustão da alma, uma estrutura capaz de sustentar o transe.

Quando finalmente cruzou o limiar do barracão para o terreiro, o impacto cultural foi imediato. O batuque do sotaque da matraca, com seus tambores de sopapo ribombando contra as paredes de zinco, fez o chão vibrar. Raimundo não entrou andando; ele entrou em saltos curtos, rítmicos, chicoteando o ar com as mãos, cada movimento uma saudação aos quatro cantos do mundo. O peso das penas, que antes parecia um fardo, agora era o elo que o ancorava ao solo enquanto sua mente, instigada pelos ritmos frenéticos, começava a descolar da realidade.

A dança do caboclo de pena é uma coreografia de resistência. O suor começou a escorrer por baixo da máscara social, ardendo nos olhos da razão, mas Raimundo não tinha permissão para limpar o rosto. O ritual exige que o brincante suporte o calor, a umidade e a dor, transformando esses elementos em combustível. Ele girava, desenhando círculos invisíveis no ar, suas penas tremulando como se estivessem vivas, reagindo a um vento que apenas ele parecia sentir. A cada volta, era como se ele estivesse removendo as camadas densas da vida urbana daquela praça, filtrando a energia bruta que emanava do público e devolvendo-a, transformada em rito, para o ambiente.

Nos arraiais da capital, onde a luz artificial dos palcos por vezes tentava domesticar a tradição, o Caboclo de Pena vinha para lembrar o porquê de tudo aquilo existir. Raimundo saltava com uma leveza que contradizia a massa da sua indumentária. O tambor, presente na memória ancestral, parecia ecoar dentro de seu peito. Ele via o público ao redor, as pessoas paradas, o queixo caído, espectadoras de um voo que acontecia ali mesmo, entre as barracas de comida típica e o burburinho de São Luís.

O peso da tradição, que ele carregava nas costas sob a forma de penas costuradas à mão, não era um peso morto. Era um lastro de memória. Cada brilho de lantejoula no gibão, cada fita de cetim que chicoteava ao sabor do giro, carregava o nome dos antigos, dos antepassados que iniciaram aquela brincadeira quando o mundo era apenas mato e água de igarapé. Raimundo dançava por eles. Ele dançava pela dor da semana, pela esperança do filho que estudava e seria o primeiro da família a ter um diploma de curso superior, pelo orgulho de carregar o nome de sua guarnição.

O ritmo acelerou. Os pandeirões começaram a virar, o som subiu de tom, e Raimundo sentiu que, se desse um passo maior que a terra, ele seria capaz de subir como os pássaros que emprestaram suas penas para aquele momento. A frenesia atingiu o auge; seus pés tocavam o solo e, antes que o calcanhar descansasse, o corpo já reagia para o próximo salto. Ele era um borrão de cores vibrantes sob as luzes frias da cidade.

Quando o toque final cessou, o silêncio que se abateu sobre o terreiro foi ensurdecedor. Raimundo parou de repente, ainda tremendo com a energia que percorria seus nervos. O suor escorria em rios pelo peito, o peito arfava em busca de um oxigênio que as penas pareciam filtrar com dificuldade. Ele estava exausto, fisicamente drenado, mas espiritualmente completo. Ao olhar para os lados, viu apenas os rostos maravilhados dos que assistiam. Para o espectador, a dança tinha acabado. Para Raimundo, a preparação para o próximo voo já começava ali, no peso silencioso das penas que, uma a uma, ele precisaria desamarrar, devolvendo ao traje o descanso que sua própria alma, ainda vibrante, ainda lutava para encontrar.

José Casanova 

Professor, Jornalista, Escritor e Cronista

Membro da Academia Bacablaene de Letras

Academia Mundial de letras da Humanidade

POESIA - OFERTAS DE ANINHA - CORA CORALINA


Ofertas de Aninha

(aos moços)


Eu sou aquela mulher

a quem o tempo

muito ensinou.

Ensinou a amar a vida.

Não desistir da luta.

Recomeçar na derrota.

Renunciar a palavras e pensamentos negativos.

Acreditar nos valores humanos.

Ser otimista.


Creio numa força imanente

que vai ligando a família humana

numa corrente luminosa

de fraternidade universal.

Creio na solidariedade humana.

Creio na superação dos erros

e angústias do presente.


Acredito nos moços.

Exalto sua confiança,

generosidade e idealismo.

Creio nos milagres da ciência

e na descoberta de uma profilaxia

futura dos erros e violências

do presente.


Aprendi que mais vale lutar

do que recolher dinheiro fácil.

Antes acreditar do que duvidar.


Cora Coralina