EJOÃO - PARA TODOS OS SECULOS E SECULOS SEM FIM
Nascido na boa terrinha, Bacabal, ele foi registrado com o nome de Ejoão Martins Ferreira e desde muito pequeno, como uma coisa de berço, as artes plásticas se fundiram na pessoa e se fez uma só: Ejoão, um artista do mundo.
De traços raros e finos, ele começou com desenho e pintura até ser convidado para expor os seus trabalhos em uma feira de artesanato onde vendeu todos as suas telas, partindo daí para desenvolver um outro talento, a escultura, e usou como matéria prima a madeira, o isopor e a argila.
Possuidor de um talento artístico nato, ele foi convidado para fazer parte da equipe técnica da Secretaria de Cultura de Bacabal, onde atuava nos projetos de decorações dos eventos promovidos pelo órgão e confecciona troféus e medalhas para premiações. Na administração do então Secretário municipal da Cultura, Jerry Ibiapina, Ejoão começou a desenvolver um importante projeto, moldar na argila o busto das figuras mais importantes de nossa cidade,
Ejoão era desenhista, pintor, artista plástico, cronista, poeta, músico, compositor, cantor e há pouco tempo, atuou como ator no filme “A caçada ao tesouro”.
Sua carreira como cantor foi firmada em 2007 quando participou do projeto “Desanonimato” do jornal “Folha Central” com a canção “O problema é rir”, que veio a ser a música mais tocada do disco.
Com o sucesso, ele partiu para a gravação do primeiro CD que, pegando o gancho, tem como título, “O problema é rir”. Ejoão passou a se chamar Johnny Rock Blue. Gostando do sucesso e com um monte de belas canções no baú, ele em 2008 fez a proeza de gravar dois CDs, “Mãe Natureza” e “Malabarista trabalhador”, este último lhe deu indicação para participar do reality show Idolos.
Em 2009, Johnny Rock Blue gravou o 4º CD, “A grande idéia” voltando aos estúdios apenas em 2012 quando gravou a pérola “É assim que anda o trem.
Sempre ladeado pela belíssima Eliúde, musa, cúmplice, companheira, hoje ele nos deixa, mas eterniza um legado de belas canções, textos, poemas, telas, esculturas, talhas e muitas outras artes. Admirador de Raul Seixas e Elvis Presley, o rock e o blue estiveram nas suas composições, na sua alma, no seu violão, na sua guitarra, assim como fizeram parte do seu nome e ficarão registrados no cartório da eternidade.
Assim como Raulzito e Raul Seixas sempre foram a mesma pessoa, Ejoão e Johnny Rock Blues também, e mais, esse artista é nosso e sempre sempre será nosso, para todos os séculos e séculos sem fim, e o mundo que nos inveje.
E assim Bacabal se despede de seu filho mais garrido, do seu artista mais completo.
Vá na paz meu amigo.
Zé Lopes


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