VAI QUE COLA
(A Lógica, o Destino e o Fator Sorte)
Os MATEMÁTICOS são pessoas sérias. Gente que olha para a vida como quem olha para uma planilha do Excel: fria, cinza e sem samba. Segundo eles, se você fizer um simples jogo de seis números na Mega-Sena, sua chance de ganhar é de 0,0002%. Ou seja: estatisticamente, é mais fácil um cometa bater na sua geladeira.
Mas a vida, essa debochada incurável, nunca leu um livro de estatística.
Veja bem: para ganhar 100 milhões de um bilionário, suas chances sobem milagrosamente para 50%. Sim ou não. Cara ou coroa. Basta apenas encontrar pessoalmente ELON MUSK no elevador certo, no dia certo, com o humor certo — e, de preferência, quando ele tiver acabado de tomar uma cervejinha gelada no Bar do Índio em Pedreiras-Ma.
O mesmo raciocínio vale para o amor. As chances de você namorar a belíssima PAOLA OLIVEIRA também são de 50%: ou acontece… ou você vira apenas mais um brasileiro usando essa história como argumento em mesa de bar.
E se alguém acha impossível jogar no REAL MADRID, está claramente subestimando o poder do acaso. Afinal, tudo depende de um alinhamento místico entre os astros, o destino e um encontro inesperado com FLORENTINO PÉREZ — talvez numa fila de padaria em MADRI, talvez num sonho mal explicado depois de uma feijoada pesada.
No fim das contas, a MATEMÁTICA até tenta mandar, mas quem governa mesmo é essa equação maluca chamada VIDA:
um pouco de lógica,
uma dose de audácia,
duas colheres de cara-de-pau
e um ingrediente secreto que ninguém controla — O FATOR SORTE.
Paul Getty S Nascimento
poeta, compositor, cronista, chargista e membro da APL - Academia Pedreirense de Letras


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