sexta-feira, 26 de junho de 2026

cONTO - SILÊNCIO, HOSPITAL - CHICO ANYSIO

Silêncio, hospital – conto de Chico Anysio


Nos primeiros tempos de casamento ele aparentava uma  saúde de ferro mas, de uns anos pra cá, mostrava-se tão frágil, tão suscetível às doenças, que Dona Belinha, sua esposa, intranqüilizava-se cada vez mais.

— Qualquer coisinha o Pirilo hospitaliza-se — choramingava às amigas. — Tão frágil, tão doentinho…

E assim era. Por um simples sintoma de gripe ou resfriado, o Pirilo pegava um pijama, escova de dentes, pente e chinelos, metia-os numa maleta branca e hospitalizava-se.

— O que é que você tem, Pirilo? — perguntava a esposa preocupada, vendo o marido fazer a mala para mais uma ida à casa de saúde.

— Nada, minha velha.

— E se não tem nada, por que você vai para o hospital, Pirilo? — insistia Dona Belinha, mais preocupada do que nunca.

— Com saúde não se facilita. Não tenho nada agora, mas estou esperando uma gripe de uma hora para outra.

E se internava por quatro, cinco dias. Proibia as visitas e não aceitava flores ou maçãs. “Se eu morrer, não quero ninguém no velório. Na doença e na morte, longe os parentes”, era a teoria que defendia e a que a família obedecia.

— Chama-se isso de hipocondria — explicou um médico a quem Dona Belinha secretamente visitou:

— Hipocondria?

— É uma ansiedade habitual relativa à própria saúde — decifrava o médico. — É muito comum, um caso assim. Há pessoas que não vivem sem tomar remédio. Seu marido é um caso desses. Só que em estado mais grave, porque ele chega a ir para o hospital. Mas não se preocupe. Os hipocondríacos são os que vivem mais.

— Isso pega, doutor? — inquiriu Dona Belinha, quase desejando que sim, para poder acompanhar o marido, de quem sentia muita falta, durante os dias de nosocômio.

— Pegar, não digo, mas quem convive com um hipocondríaco, sendo de espírito fraco, pode-se contagiar por esta mania.

E ela muito rezava e pedia que lhe fosse dado este contágio.

— Belinha, traz a mala.

— Pra onde você vai, Pirilo?

— Vou-me hospitalizar.

— O que é que você está sentindo?

— Hoje, fazendo as unhas, tirei sangue da cutícula. Isso pode infeccionar, dar tétano, gangrenar, sei lá. Com saúde não se brinca.

E, de mala branca na mão e infalível chapéu preto à cabeça, lá ia o Pirilo para o Hospital dos Estrangeiros, onde tinha conta corrente (pagava por semestre) e apartamento quase fixo.

— O apartamento de sempre, Sr. Pirilo? perguntava a enfermeira, como se aquilo fosse um hotel.

— Não. Desta vez quero um no terceiro andar, com vista para a encosta.

E por uma semana, muitas vezes, curtia o seu hospitalzinho, de camisola e tudo, com exames de pressão arterial, termômetros sob a axila, colheita de urina, sangue, fezes, escarro, etc. Uma semana depois, sentindo-se recuperado, voltava ao seio da família, dizendo-se outro homem.

Ao mesmo tempo em que os filhos cresciam, desenvolvia-se a hipocondria do Pirilo, que se internou pelos motivos mais burlescos, de tão banais: furúnculo, cisco no olho, mau jeito no braço, aerofagia, topada.

A conselho médico a mulher nem tocava mais no assunto, tentando meter na cabeça do marido que ele não sofria de coisa alguma (“Isso pode piorar, porque ele fica irritado e…”). Ao ver Pirilo chegar e entrar em casa sem tirar o chapéu preto, a mulher já sabia que era caso de hospital. E, por conta própria (disso o médico não teve culpa), já até colaborava com a hipocondria do marido.

— Não está passando bem, Pirilo?

— Ainda bem que você notou. Hoje arrotei duas vezes, depois de tomar uma Coca-Cola. Faz a mala.

E o pijama, com pente, chinelo e escova de dentes, era enfiado na mala branca que Pirilo conduzia ao Hospital dos Estrangeiros, onde era mais conhecido do que muitos dos médicos que lá operavam ou davam plantão.

— Terceiro andar, para a encosta?

— Segundo andar, de frente.

— 214 — informava a enfermeira, dando-lhe a chave.

Tantas foram as vezes que Pirilo se internou que, ultimamente, já ia sozinho da portaria para o quarto. Ir uma enfermeira com ele para quê, se ele conhecia os corredores e apartamentos mais do que a maioria delas? De hospital, ele dava aula. E era um custo para aceitar a alta do médico.

— Pode ir embora hoje, Sr. Pirilo.

— De jeito nenhum. Antes de quinta-feira ninguém me tira daqui.

— Mas o senhor já está bom. Os gases…

— Os gases acabaram, mas… e essa unhazinha?

— Que tem a unha? — perguntava o médico, segurando-lhe a falange do pé que Pirilo lhe exibia.

— Repare na unha, veja bem.

— Está bem.

— Ora, doutor, enganar ao Pirilinho? A unha está encrava, não encrava. Antes de quinta-feira eu não saio, a não ser que a unha se resolva.

De tanto Pirilo se ausentar para os hospitais, apareceu um arquiteto desquitado com ótimos planos e projetos para Dona Belinha com os quais ela concordou, de tanta distância que já sentia do marido hipocondríaco.

Saiu ganhando, pois amava agora um homem formado, enquanto Pirilo continuava amante de uma ajudante de enfermeira do Hospital dos Estrangeiros, que um dia dava plantão no terceiro andar, de frente para a encosta, no outro dia no segundo andar, de frente para a frente…

Os hipocondríacos merecem cuidados


Chico Anysio 



POESIA - ORA (DIREIS) OUVIR ESTRELAS - OLAVO BILAC

 


Ora (direis) ouvir estrelas!


“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo

Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,

Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto

E abro as janelas, pálido de espanto …


E conversamos toda a noite, enquanto

A via láctea, como um pálio aberto,

Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,

Inda as procuro pelo céu deserto.


Direis agora: “Tresloucado amigo!

Que conversas com elas? Que sentido

Tem o que dizem, quando estão contigo?”


E eu vos direi: “Amai para entendê-las!

Pois só quem ama pode ter ouvido

Capaz de ouvir e de entender estrelas.”


Olavo Bilac 


quinta-feira, 25 de junho de 2026

ROBERTO COSTA - A MISSÃO



AGORA É MATA - MATA


Depois da bela vitória contra a Escócia por 3×0, que fez o Brasil terminar em primeiro no Grupo C, a Seleção Brasileira já sabe os dias e horários que irá jogar até uma eventual final em busca do sonho do hexacampeonato.

O primeiro jogo eliminatório será na segunda-feira, 29 de junho, às 14h. Caso avance, o Brasil jogará as oitavas de final no domingo, 5 de julho, às 17h. Nas quartas de final o jogo será no sábado, 11 de julho, às 18h. A eventual semifinal será na terça-feira, 15 de julho, às 16h e a grande final, que esperamos chegar, será no domingo, 19 de julho, às 16h.

Apesar de saber data e horário dos jogos das fases eliminatórias, o Brasil ainda precisará saber quais serão os próximos adversários na caminhada em busca do título que não vem a exatos 24 anos

POLICIA FEDERAL NA COLA DE JOSIMAR DE MARANHÃOZINHO

O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) é alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada na manhã desta quinta-feira (25), que apura um suposto esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. Agentes da PF cumprem mandados de busca relacionados à investigação. O parlamentar maranhense está licenciado do mandato na Câmara dos Deputados.

A Operação Afluente tem o objetivo de aprofundar investigação que apura a suposta atuação de organização criminosa em crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Segundo as apurações, os valores teriam sido operacionalizados por intermédio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e posteriormente direcionados à contratação de empresas supostamente vinculadas, direta ou indiretamente, ao grupo investigado.

Estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e nos estados de Goiás e Maranhão.

Josimar Maranhãozinho já havia sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março deste ano, em uma ação que também investigou irregularidades na destinação de emendas parlamentares.

Na denúncia apresentada naquela ação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) sustentou que o deputado coordenava a destinação dos recursos das emendas e exercia controle sobre a liberação dos valores.

Segundo a PGR, Josimar Maranhãozinho também monitorava planilhas de pagamento e realizava cobranças de propina relacionadas à execução dos recursos

A LONGEVIDADE DO EX PRESIDENTE JOSÉ SARNEY

 

O ex-presidente do Brasil, José Sarney, que em abril deste ano completou 96 anos, segue impressionando, não apenas pela sua longevidade como também pela sua vontade de estar sempre antenado e atualizado.

Depois de ingressar no Instagram recentemente, onde revela o seu dia a dia, crônicas e histórias interessantes, atualmente com quase 200 mil seguidores, Sarney agora pediu para saber mais sobre a novidade do momento a IA (Inteligência Artificial).

Coube a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney, revelar essa nova faceta do pai.

Meu pai tem 96 anos e, semana dessas, estava tendo aula de inteligência artificial. Isso não é maravilhoso. A vida é sempre um recomeço”, revelou Roseana.

Vale ressaltar que o ex-presidente recentemente passou por um momento de forte emoção e que nenhum pai gostaria, ver a filha enfrentar uma doença tão cruel quanto o câncer, mas Sarney, assim como Roseana, sempre demonstraram otimismo.

José Sarney foi o primeiro presidente da República após o fim do regime militar e comandou o país entre 1985 e 1990, período marcado pela transição democrática e pela promulgação da Constituição de 1988. Mesmo afastado diretamente da política, José Sarney segue sendo uma das figuras influentes da vida pública brasileira.

E assim segue o longevo José Sarney, mas cada vez mais atualizado

CRÔNICA - OS MISTÉRIOS DO CAZUMBÁ - ZEZINHO CASANOVA

Os Mistérios do Cazumbá

Zeca não tinha nome quando vestia a cara de madeira, a máscara de careta que projetava um sorriso torto, dentes caninos exagerados e olhos semicerrados em uma ironia infinita. Atrás daquele artefato esculpido, que cheirava a tinta velha e suor curtido, ele não era o zagueiro que a vizinhança conhecia por ser sério, nem o operário que lidava com máquinas pesadas a semana toda. Ao colocar a máscara, o ar ao seu redor mudava de densidade. O Cazumbá não é um homem, é uma entidade que habita a fronteira tênue onde o medo dos vivos encontra o escárnio dos mortos.

A estrutura do corpo era envolta em retalhos de pano colorido, retalhos que pareciam um mosaico de memórias esquecidas, e ao redor da cintura, centenas de chocalhos de latão que, ao caminhar, emitiam um ronco metálico, como se ele estivesse arrastando fantasmas presos por correntes de metal. Zeca começou a movimentar-se à margem da roda principal, mantendo-se sempre nas sombras, perto de onde o fogo das tochas já estava diminuindo. O segredo do Cazumba, ele confidenciou uma vez a um novato que tremia de medo de usar a máscara, é que você não deve dançar para o público; você deve dançar para fazer o público se sentir observado por algo que eles não conseguem compreender.

Ele avançou sobre um grupo de crianças que, por um instante, hesitaram entre a curiosidade e o susto. Zeca não correu; ele deslizou com um gingado trôpego, propositalmente desconcertante. Deu um giro, fazendo os chocalhos da cintura responderem com um estrondo sincopado, e inclinou a máscara para frente. Por trás das frestas, ele observava o mundo. O olho humano é uma janela, mas a máscara do Cazumbá é um espelho. As pessoas, ao verem aquela carranca grotesca, projetavam nela seus próprios demônios e fantasias. O riso ácido que saía de Zeca, um riso rouco, abafado pela madeira, não era uma piada, era uma provocação.

— O que tu faz lá dentro, Zeca? — Alguém perguntou certa vez, entre risos, em uma noite de trégua nos ensaios. — Tu enlouquece ou tu descansa?

— Eu me desconstruo.  — Ele respondeu, com a seriedade de quem conhece um mistério intransponível. — Quando eu visto essa cara que ri de tudo, eu percebo que o mundo todo é uma careta. O Cazumba é o único que tem a coragem de mostrar a verdade: que a gente vive num circo e que a morte está logo ali, dando risada junto com a gente.

O Cazumbá é o anarquista da brincadeira. Enquanto os caboclos de pena mantêm a elegância e os vaqueiros   campeadores ostentam o orgulho, o Cazumbá faz o papel do caos organizado. Ele invade a roda, atrapalha o passo dos outros, faz caretas para as damas de fita e, com seus chocalhos, pontua o compasso das matracas com uma desordem proposital. Zeca amava esse papel. A liberdade de não precisar ser bonito, nem correto, nem digno. Ele podia ser o feio, o assustador, o engraçado, tudo ao mesmo tempo. Era uma liberação absoluta das amarras que a sociedade impunha sobre o corpo dos homens.

Certa noite, em uma encruzilhada de terra batida perto de Rosário, Zeca sentiu o transe pela primeira vez. A máscara não parecia mais uma peça de madeira presa por amarras de pano; parecia sua própria estrutura óssea. Ele andava e o chão respondia. A risada metálica que escapava de sua garganta soava como se viesse debaixo da terra. O medo que emanava do público era um combustível puro. Ele percebeu, então, por que o Cazumbá era a figura que menos se explicava. Não havia explicação. Havia apenas presença.

Ele se aproximou de uma idosa que o observava com um misto de reza e temor. Zeca não a assustou. Ele parou, ajoelhou-se dramaticamente, fazendo os chocalhos tilintarem em um ritmo lento, quase um lamento, e inclinou a máscara para baixo, num gesto de reverência que a plateia achou ter sido uma brincadeira, mas que, para ela, foi uma bênção. Zeca, por trás do sorriso entalhado, sentiu uma lágrima correr pelo contorno da máscara, mas ninguém nunca saberia. O Cazumbá não chora, o Cazumbá é a própria careta da vida que insiste em rir mesmo quando o mundo desaba.

Ao final da noite, quando ele finalmente retirou o artefato, o rosto de Zeca estava marcado pelas sombras da madeira. Ele sentia o peso do mundo real voltando a se instalar sobre seus ombros. A máscara, pousada no chão, parecia sorrir para ele, como se dissesse que, na próxima noite, ele voltaria a ser ela. O mistério não era como ele aguentava o peso dos chocalhos ou o calor daquele tecido fechado. O mistério era como ele conseguia voltar a ser um homem comum depois de ter sido, por algumas horas, o riso sagrado e o medo proibido daquela tradição centenária. Zeca limpou o suor da máscara com o carinho de quem guarda o seu próprio segredo mais profundo, sabendo que, enquanto houvesse um boi e um tambor, ele sempre teria um lugar para rir de tudo o que os outros apenas temiam.

José Casanova

professor , jornalist ,escritor e cronista

membro da Academia Bcabalense de Letras

Academia Mundial de Letras da Humanidade

POESIA - O PODER DO AFETO - OTÁVIO PINHO FILHO

 O Poder do Afeto

(Soneto)


Há mãos que curam sem tocar a ferida,

Palavras que aliviam sem prescrever.

Há gestos que devolvem cor à vida

E fazem a esperança renascer.


Nem toda dor se vence com ciência,

Nem toda lágrima cede à razão;

Muitas encontram paz na convivência,

No abrigo amigo de um bom coração.


O afeto é força mansa e silenciosa,

Que ampara a alma quando tudo pesa;

Transforma a noite escura e tormentosa


Em manhã de luz, calma e beleza.

E quanto mais se dá, mais se multiplica:

É riqueza que jamais se sacrifica.


Dr. Otávio Pinho

quarta-feira, 24 de junho de 2026

JUSTIÇA DEMORADA


 É impressionante como algumas mudanças, de maneira inexplicável, demoram a ser efetivadas, mesmo sendo justas e com amplo apoio da população.

O caso mais recente é a votação para colocar fim na aposentadoria compulsória para juízes que tenham cometido graves infrações.

A aplicação da aposentadoria compulsória como sanção disciplinar a magistrados que cometeram graves irregularidades tem sido alvo de críticas ao longo de muito tempo, afinal transmite à sociedade a sensação de impunidade. Apesar da independência do Poder Judiciário, isso não pode servir para justificar algo injusto e não responsabilizar adequadamente magistrados por condutas ilegais graves.

No entanto, apesar de todo esse clamor da sociedade, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) adiou o julgamento que discute o fim da aposentadoria compulsória para juízes punidos por faltas graves. A análise da proposta foi suspensa por unanimidade e só deverá ser retomada na próxima sessão do órgão, que está marcada para o dia 4 de agosto.

O CNJ quer se posicionar após entendimento recente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que defende a perda do cargo e do salário como punição máxima aplicada a magistrados envolvidos em infrações graves. Como acontece com os demais servidores públicos, diga-se de passagem.

Vale ressaltar que o relator do processo, conselheiro Ulisses Rabaneda, já apresentou voto favorável à mudança, mas mesmo depois do posicionamento, o presidente do CNJ e do STF, ministro Edson Fachin, acolheu pedido para suspender a discussão e transferi-la para a próxima sessão, que só será em agosto.

Os crimes graves que evitariam a aposentadoria compulsória remunerada seriam: Venda de sentenças; Assédio moral; Assédio sexual; e Concessão de benefícios indevidos a integrantes de organizações criminosas.

Só que uma decisão justa e tão aguardada pela sociedade, infelizmente, ainda não foi sacramentada.

Sendo assim, só resta aguardar, conferir e cobrar uma celeridade na votação.

JULHO DE FESTA NO CONVENTO DAS MERCÊS


Julho é mês de férias, mas também de muita cultura popular em São Luís. Para manter viva a programação junina e valorizar as tradições maranhenses, o Governo do Maranhão, por meio da Fundação da Memória Republicana Brasileira (FMRB), realiza mais uma edição do “Vamos Festejar”. O evento acontecerá nos dias 9, 10, 11 e 12; 16, 17, 18 e 19; e 23, 24, 25 e 26 de julho, no Convento das Mercês, com entrada gratuita.

Ao longo dos 12 dias de programação, o público poderá acompanhar apresentações de grupos de Bumba Meu Boi de diferentes sotaques, além de manifestações tradicionais como tambor de crioula, cacuriá, dança do lelê, coco, quadrilhas juninas e danças portuguesas. Entre os destaques estão grupos tradicionais da cultura popular maranhense, como os bois de Maracanã, Maioba, Axixá, Nina Rodrigues, Morros, Pindaré, Ribamar e Barrica, além de atrações como o Cacuriá Balaio de Rosas e o Tambor de Crioula de Leonardo. A proposta é transformar o Convento das Mercês em um grande arraial dedicado à cultura popular maranhense.

“O Vamos Festejar já integra o calendário cultural do Maranhão e reafirma a força das nossas tradições. O evento é uma oportunidade de manter viva a programação junina durante o mês de julho, oferecendo lazer, cultura e inclusão para moradores e turistas que visitam a cidade no período de férias”, destaca o presidente da FMRB, Kécio Rabelo.

Além das apresentações culturais, o público poderá visitar a exposição “Bordados de Fé e Memória”, que reúne dez couros do Boi de Pindaré. A mostra evidencia a riqueza artística de um dos elementos mais emblemáticos do Bumba Meu Boi maranhense, com peças bordadas à mão com miçangas, canutilhos, paetês e pedrarias. A visitação será gratuita e estará disponível durante todo o período do evento.

Pensado para acolher públicos de todas as idades, o Vamos Festejar contará com espaços amplos, diversificados e acessíveis. Durante toda a programação haverá intérprete de Libras e áreas reservadas para idosos, gestantes, pessoas com deficiência, pessoas com mobilidade reduzida e acompanhantes com crianças de colo.

Entre os destaques da estrutura está o Espaço Girassol, ambiente gratuito voltado à regulação emocional de crianças neuroatípicas. O local oferecerá acolhimento especializado, distribuição de crachás de identificação e empréstimo de abafadores de ruído para pessoas com sensibilidade auditiva.

O evento contará ainda com o Espaço Kids, com brinquedos infláveis gratuitos para o público infantil, além de área de alimentação com diversas opções da gastronomia maranhense e espaço destinado à comercialização de produtos típicos do período.

O Vamos Festejar também contribui para o fortalecimento da economia criativa, do turismo e da cadeia produtiva da cultura, reunindo artistas, brincantes, empreendedores e famílias em um ambiente de celebração e convivência.

O Vamos Festejar 2026 é realizado via Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão (Lei nº 9.437/2011), Governo do Maranhão, Reffinato Acabamento e Design, Granorte Soluções, Audiolar Casa e Construção, Superaço e Jacaré Home Center.