EDITORIAL
O
DIA SEGUINTE
Ontem Bacabal viveu
um dia de festa, o dia em que completou 93 anos de emancipação. Uma programação
foi desenvolvida durante o dia, mas longe de ser a ideal pois, quem realmente
ganhou pontos e dinheiro, foram as bandas de forró que, nessas oportunidades,
aproveitam para levar o dinheiro da cidade enquanto que atrações locais, com
toda uma logística, fariam a mesma coisa. Bote um bom som, ensaie um bando de
baboseiras como: é rapariga, é cabaré ou tê tê rê tê tê, bote quatro meninas
semi-nuas e quatro rapazes alegres pra rebolar em cima do palco, com muita luz
e veja se não agrada. O que ficou de tudo isso foi um Bacabal mais velho, com
mais conta para pagar, sem nenhum documento histórico que possa fazer parte de
seu acervo cultural. As autoridades estão todas de ressaca, os órgãos públicos fechados,
a cidade suja, os donos das bandas de bolsos cheios, os três ou quatro artistas
locais que se apresentaram na espera de receber e os barnabés de vassouras na
mão, limpando a sujeira de um dia que nasceu próprio pra se esquecer.
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