E foi assim que João, n’um Vale Diouro, nasceu água, entre duas serras, que como as pernas abertas de uma mãe que vai dar a luz, se fez rio doce para banhar Pedreiras e o Brasil. Das cores Negra e Canela, mistura perfeita entre o verde florestal, nasceu inspiração e não morreu mais.
Terra de tantas tradições e mazelas onde te partiram ao meio tomando a tua Trizidela e o homem mau acendeu o pavio de uma dinamite que no meio de uma Pedra Grande explodiu transformando cada fragmento em poesia e por isso tu és pedra, a mais dura pedreira, tu és Pedreiras. Motivo de tantas canções do teu “Maranhense do Século”, és, fostes e serás cantada para muito além da história, da tua história, de qualquer história que conte a tua poesia e cante a canção que te acorda neste dia, espero que feliz, e em todos os dias.
Como um para o outro teus poetas cantadores se imortalizam como Correa de Araújo, Damião. Paul Getty, Itamar Lima, Samuel Barreto, Nonato Matos, Edvaldo Santos, Paulo Pirata, Manoelzinho, Sandro Alex, Chico Viola, Garrincha, Paulo Geovanny, Paúla, Filemon, Floriza, Joao Barreto, Zé Roberto, Sabrina, Lucy Fabris, Emanoel Nascimento, Chico Corinto, e tantos outros. Tu Pedreiras, que és pedaço de canção, terra onde teus poetas plantaram seus corações, bebe uma água de coco no Bar do Indio, come um surubim no Poliarte e pára para rezar na catedral de São Benedito.
Se hoje o teu cantar é mais bonito, esta linha imaginária que te divide, é de tudo, a linha que empina a tua nova história, uma bandoleira história que vem como uma flor que não tem cheiro, mas que todo mundo quer cheirar.
Parabéns Pedreiras.
Zé Lopes é cidadão pedreirense, com titulo outorgado pela Câmara Munipal n’um projeto do saudoso vereador Emanuel Nascimento.
https://youtu.be/6XP5jXNRC1o?si=bjpIouwzvbui27SR
Hoje é aniversário de Pedreiras. " Meu pedaço de canção " é uma parceria com Paul Getty e Mano Lopes na interpretação de Garrincha do Vale, Kosta Neto e Chico Viola. Veja o clipe, deixe seu like e se inscreva no nosso canal do YouTube pois precisamos muito.


Uma crônica que pulsa como lembrança viva: em cada linha, Pedreiras se revela não só como lugar, mas como sentimento que mora na gente. Dá uma saudade mansa, dessas que aquecem o peito e fazem a memória cantar baixinho, como se a cidade nunca tivesse deixado de existir dentro de nós.
ResponderExcluirParabens e obrigado poeta Zé Lopes pela belíssima crônica, Pedreiras agradece!
@poetapaulgetty