O pai dela, José Plácido Sousa dos Santos, conhecido como Zequinha
de Coxinho, de 43 anos, e os amigos, mesmo fortemente abalados, ainda tiveram
forças de cantar várias toadas de bumba meu boi, algumas do grupo folclórico
Boi Capricho do Bom Jesus, e de autoria do próprio Coxinho durante o enterro de
Myceia Santos.
José Plácido falou que a morte da filha foi uma tragédia, pois era
uma menina que vivia a cultura maranhense. Ele falou que a mãe dela tinha
pedido um botijão de gás e a pessoa, ao colocá-lo no fogão, deixou o gás
escapar e como a churrasqueira estava bem próxima acabou ocasionando um grande
incêndio seguido de explosão.
O quarto e a cozinha foram destruídos pelo fogo. As três vítimas
sofreram queimaduras por toda parte do corpo e a mais afetada foi Ana Flávia
Martins. Ela teve o rosto, as pernas e os braços queimados por completo e
morreu na sexta-feira, no Hospital Municipal Djalma Marques, Socorrão I, no
Centro.
Myceia Santos, por sua vez, ficou com o seu corpo 70% queimado e
passou por tratamento cirúrgico pela equipe médica do Socorrão I, mas acabou
morrendo na tarde de segunda-feira (18). No momento, apenas Mauricea Chagas
está internada, em um dos leitos da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e
corre risco de morte devido à gravidade dos ferimentos.
O irmão de Mauricea Chagas, Jorge Nonato, de 48 anos, disse que a
família vai procurar a Justiça ainda esta semana, já que o botijão chegou à
casa da sua irmã com defeito. Isso acabou provocando e tragédia que resultou em
duas mortes e deixou uma vítima em estado grave no hospital da capital.
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