quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

ENCHENTE OU MAO DE GENTE

Causou muita estranheza o fato da advogada Clara Alcântara Botelho Machado, inscrita na OAB-MG, ter protocolado uma petição, endereçada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, questionando o processo de nomeação para o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA).

A advogada questiona a indicação do também advogado Flávio Costa e afirma que existiu ilegalidade do procedimento adotado pela Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (ALEMA) e solicita a suspensão do processo até que o mérito da questão seja julgado.

Clara Machado seria especialista em direito constitucional e administrativo, com atuação destacada em debates jurídicos e publicações sobre separação de poderes e transparência nos Tribunais de Contas.

Só que num dos questionamentos da advogada, sobre a transparência da indicação de Flávio Costa ao cargo, Clara Machado considera relevante o fato do indicado ter sido advogado do governador do Maranhão, Carlos Brandão, e de sua família.

No entanto, não se tem informações de que a mesma advogada tenha se incomodado com o fato do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ter indicado para o cargo de ministro do STF o seu advogado e amigo pessoal Cristiano Zanin.

Além disso, também não se tem informação de que Clara Machado tenha questionado o fato de nove mulheres de políticos estarem ocupando cargos nos Tribunais de Contas Estaduais no Brasil. O curioso é que desse total, cinco são casadas com ministros do Governo Lula. A última nomeação foi de Onélia Santana, mulher do ministro da Educação, Camilo Santana. Onélia teve seu nome aprovado pela ALECE (Assembleia Legislativa do Estado do Ceará).

Além das 5 mulheres de ministros, a mulher do governador do Pará e aliado de Lula, Helder Barbalho (MDB), também emplacou um assento no TCE-PA (Tribunal de Contas do Estado do Pará). O governador de Roraima, Antonio Denarium (PP) colocou sua mulher no TCE-RR (Tribunal de Contas de Roraima). A relação completa na parte de cima do texto.

Quando se vê algo estranho assim, costuma se usar um ditado antigo: “jabuti não sobe em árvore. Ou foi enchente, ou foi mão de gente

Nenhum comentário:

Postar um comentário