Hoje completo 68 anos.
E confesso: não vejo “tempo perdido”.
Vejo tempo vivido.
Tempo encontrado.
Lembro da música “Tempo Perdido”, da inesquecível Legião Urbana.
Quando jovem, eu cantava “somos tão jovens” quase como um grito de pressa. Hoje, aos 68, canto com serenidade: fomos jovens… e seguimos vivos.
Não tenho mais o tempo que passou — é verdade.
Mas tenho a história que construí com ele.
Tenho saúde.
Tenho minha esposa, companheira fiel de jornada.
Tenho minhas filhas, meus genros.
Tenho meus sete netos — a maior alegria e felicidade da minha existência.
Tenho minha profissão médica, exercida com amor e espírito de missão.
Tenho meus textos, minhas poesias.
Tenho meu violão e minha voz, que me alegram e, generosamente, alegram os amigos dispostos a me ouvir.
Sou um homem imperfeito, mas um servo e temente a Deus.
É n’Ele que encontro direção, força e gratidão para cada novo amanhecer.
E, como se não bastasse tanta graça recebida, estou prestes a ocupar uma cadeira na Academia Bacabalense de Letras — honra que recebo com humildade, como quem entende que todo talento é dádiva e toda conquista é permissão divina.
A música diz: “Temos todo o tempo do mundo.”
Hoje eu entendo: temos o tempo que damos sentido.
Aos 68, não celebro apenas idade.
Celebro propósito.
Celebro família.
Celebro amizades.
Celebro a fé que me sustenta.
E, por fim, agradeço e louvo a Deus pelas inúmeras mensagens, telefonemas, palavras e demonstrações de carinho que recebi neste dia.
Cada mensagem tornou minha existência mais leve, meu coração mais aquecido e meu aniversário ainda mais feliz.
Vocês fazem parte do meu tempo — e isso, definitivamente, não é tempo perdido.
Meu abraço fraterno e agradecido a todos.


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