O meeiro
Não me importo com aquilo que tu sentes
Se menos me importo com aquilo que eu sinto
O que sentes não me diz respeito
O que sinto pouco te interessa
O que sentes é teu
É devaneio
O que sinto é meu
É verdadeiro
Eu não sinto a dor que sentes
Tu não sentes o que sinto por inteiro
Se hoje minto em um poema companheiro
Se hoje sangro em poesia e pesadelo
São meus versos frutos de amor derradeiro
São estrofes que arranco de um meeiro
Tu não te importas com aquilo que eu sinto
Se menos te importa com o que tu mesmo sentes
O que eu sinto não te diz respeito
O que sentes pouco me interessa
O que eu sinto é meu
É devaneio
O que sentes é teu
Ê verdadeiro
Tu não sentes a dor que eu sinto
Eu não sinto o que sentes por inteiro
Se hoje mentes em um poema companheiro
Se hoje sangras em poesia e pesadelo
São teus versos frutos de amor primeiro
São estrofes que arrancas de um meeiro
Abel Carvalho


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