Os dois deputados do Maranhão – Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil – ambos do PL, foram condenados por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), após uma investigação iniciada em 2020 sobre um esquema de cobrança de propina ligado à destinação de emendas parlamentares.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo atuava de forma organizada e com divisão de tarefas. Josimar exercia papel de liderança, sendo responsável por controlar a destinação das emendas parlamentares e coordenar as cobranças.
O relator do caso, ministro Cristiano Zanin, afirmou que no aparelho celular de Josimar foram encontrados uma série de mensagens com explícitas referências a números de processos, nomes de municípios, valores, transferências e comprovantes.
Além das penas individuais, Josimar (6 anos e 5 meses de prisão, em regime semiaberto) e Pastor Gil (5 anos e 6 meses de prisão, em regime semiaberto) também terão que pagar, de forma solidária, R$ 1.667.730 por danos morais coletivos.
Os dois deputados federais do Maranhão também foram declarados inelegíveis por oito anos, logo não podem ser candidatos em 2026. Já a eventual perda dos mandatos será analisada pela Câmara dos Deputados, conforme indicado pelo relator.
É aguardar e conferir.


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