Cheguei ao limite do meu corpo
E a minha alma dá sinais de despedida
Sinto o vento arrastar a minha vida
Como a poeira de um deserto frio e morto.
Um santo que idolatro no seu horto
Esconde a sua face entristecida
A horda ao se sentir fortalecida
Me expõe em sua cruz; cravado e torto
Não sei se o céu guarda meu nome em seu caderno
Ou simplesmente queima ao fogo do inferno
Pra dizimar e perdoar pecados meus
Só quero viajar sereno e terno
No espaço que imagino ser eterno
E poder me confessarar perante a Deus.
Zé Lopes


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