sexta-feira, 27 de março de 2026

POESIA - CONFISSAO - POR ZÉ LOPES

 


CONFISSÃO 


Cheguei ao limite do meu corpo

E a minha alma dá sinais de despedida

Sinto o vento arrastar a minha vida

Como a poeira de um deserto frio e morto.


Um santo que idolatro no seu horto

 Esconde a sua face entristecida

A horda ao se sentir fortalecida

Me expõe em sua cruz; cravado e torto


Não sei se o céu guarda meu nome em seu caderno

Ou simplesmente queima ao fogo do inferno

Pra dizimar e perdoar pecados meus


Só quero viajar sereno e terno

No espaço que imagino ser eterno

E poder me confessarar perante a Deus.


Zé Lopes

Nenhum comentário:

Postar um comentário