quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

COM A PALAVRA - POR HERBERT JESUS SANTOS

Iniciativas que melhorariam a vida da Cidade,  servindo, inclusive, de plataforma para excelente performance em acirrada disputa governamental (Apontamentos de quem em 40 anos de Jornalismo, também sempre se bateu pela relevância da Cultura Maranhense, popular e erudita, por extensão, numa tradição familiar que se acentuou a partir do seu bairro de origem: Madre de Deus).           Será prioridade a atenção pelo Centro Histórico de São Luís, com todos os seus atrativos para fortalecimento do Turismo, mas padecendo da despreocupação de autoridades, em todos os segmentos, onde prédios coloniais estão ameaçados de desabamento, neste inverno, consoante fontes abalizadas do Corpo de Bombeiros. Tem no seu receptivo tudo para atrair visitantes de todas as partes do Mundo, com ganhos financeiros incalculáveis para o setor, na hotelaria,  bares e restaurantes, e diversos serviços derivados, e insuflação da auto-estima popular.            A construção da Passarela do Samba, no Anel Viário, sonho que nós, sambistas de proa, trouxemos de 1989, quando saímos de desfiles de blocos e escolas de samba na acanhada Rua do Passeio, parte da Praça Deodoro, permanece imprescindível para levantar de uma vez por todas até o nível das agremiações sempre à mercê do humor do prefeito da vez. Essa benfeitoria existe nas  maiores capitais do Norte, e no Nordeste estamos para perder para Teresina (PI), que vem fazendo movimentados concursos das suas escolas de samba numa passarela com arquibancadas móveis em avenida central. Fora do eixo Rio-São Paulo, há também em Florianópolis (SC), a Negro Quirido, em Porto Alegre(RS), Brasília (DF), etc. Quando ganhou seu sambódromo, o carnaval de escolas de samba de Belém motivou o aumento de grupos, e a entrega de fotos da sua moderna Passarela do Samba para mim, pelo jornalista e carnavalesco Euclides Moreira Neto, para eu evidenciar sua importância, turística e financeira, igualmente. Fiz no jornal sempre, mesmo com Euclides secretário municipal da Cultura, infelizmente, sem a força suficiente para realizar, definitivamente, aquela que seria a redenção dos nossos blocos (tradicionais e organizados) e escolas de samba. Conclusão: há maís de 30 anos, a passarela do samba móvel dos paraenses, em toda sua pequenez, aluga-se todo ano, e às vezes com suspense (ou chantagem) do prefeito se vem ou não para acontecer a disputa; em Belém, aumentaram para três os grupos das escolas de samba; em São Luís, de três grupos, ficaram 10 agremiações, com um ano eu colocando uma de São José de Ribamar. Ali, em 1979,  como compositor e dirigente, ajudei a legendária Escola Pirata do Samba, campeã, a passar do Grupo B para o A, em concorrido certame, em São Luís, com o samba-enredo Origem e Maravilhas de São José de Ribamar.       Será de grandeza inestimável, a reativação de bens materiais, como as fechadas galerias culturais, e o Circo Ator Nélson Brito, e retirar do sucateamento, feito na gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, o  CAJ (Centro de Artes Japi-Açu), no Diamante, obra e graça da mestra Rosa Mochel, então secretária municipal da Educação e Cultura, em 1972, e que desde aí vinha formando mão-de-obra competente entre jovens nas áreas de artesanato,  pintura, escultura, azulejaria, nessa parte sob a batuta do  húngaro Naji Lajos, que lecionou por um bom tempo essa arte de suma importância para a  Cidade dos Azulejos. Infelizmente, o sucessor de Holandinha, já em seis anos de gestão, não ligou a mínima para reativar esse bem-comunitário, apesar dos apelos desde jornalista, passados do antecessor para o sucessor.          No final da administração de Edivaldo Holanda Júnior, foi cogitada a construção do Shopping dos Camelôs, onde funcionou o Colégio Bernardo Coelho de Almeida, na adjacência do Ginásio Costa Rodrigues. Esta obra retiraria a bagunça que ficou nas transversais da Rua Grande, com um amontoado de bugigangas dificultando a locomoção de carros e pedestres, na ultrajada Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade. Na hora H, o projeto sofreu solução de continuidade, e São Luís ficou sem ter o que funciona a contento em Imperatriz (MA), Teresina (PI) e outras capitais nortistas e nordestinas mais benfejadas pela sorte, quando os antigos vendedores ambulantes já possuem colaboradores com carteira assinada. O desenvolvimento bate em outras outras portas, no Norte e Nordeste do Brasil, enquanto aqui ainda lidamos com a sensação de caveira de burro enterrada no quintal!                           Uma favelização em frente e do lado do Liceu, com barracas a maioria sujas e enferrujadas, sem permitir a passagem de transeuntes e automóveis, existe e só prefeitos e puxa-sacos deles não vêem! Foi em decorrência de que, logo na primeira gestão de Holandinha, permitiu-se, na Praça do Panteon,  vendas de lanches e depois bancas de jornais e revistas em grande escala. Com a restauração do logradouro, com a possibilidade de perdas de  votos nas eleições, a pior das hipóteses, foi empurrar os indesejáveis para a imediação do tradicional colégio, onde, a zoada e a visão horrenda prejudicam o ensinamento, também no Sesc/Senac. Sem o pulso firme da autoridade competente, inclusive, as vendas de  comidas também, sem muita higiene,  expandiram-se para o lado da agência do Banco do Brasil, na Praça Deodoro, e  para boa parte da Rua do Outeiro. Comunitários acusam que, talvez, em vista de auferir um ganho extra, que há um bar, na parte das paradas de ônibus do lado do Liceu, que já ataca de forró e seresta até altas horas da noite, se já não serve para os chamados encontros libidinosos. Temos prefeito e Câmara de Vereadores, certamente! Só faltam agirem em benefício da maioria da população ludovicense, qual segmentos dela vêm se manifestando!       O Centro de Criatividade Odylo Costa, filho ----  A importância  do Centro de Criatividade Odylo Costa, filho  precisa ser soerguida, e foi ao chão mesmo ostentando    um cinema, o Teatro Alcione Nazaré, a Praça Cultural Poeta Valdelino Cécio, e a Biblioteca Poeta Ferreira Gullar, com milhares de títulos. Ele já estaria só o pó, não fosse o movimento de jornalistas e escritores do qual tive o orgulho de participar contra a ação nociva de mão felpuda perversa e oculta na escuridão, como falaram. Encontra-se há um bom tempo cercado, esperando a devida e bendita restauração, e continuamos atentos em favor das alterosas Inteligência e  Cultura do Maranhão.                           O Abrigo do Largo do Carmo! ---- Quando Edivaldo Holanda Júnior anunciou a derrubada do Abrigo do Carmo fiquei logo de prontidão, para que não acontecesse uma das mais sentidas perdas do Centro Histórico de São Luís. A desculpa esfarrapada de uns paus-mandados era a de de ser um monstrengo onde deveria ser uma praça. Os comerciantes do espaço pensaram que a indenização fosse maior que o seu valor histórico, aceitaram o que não demorou a acabar e agora se lamentam da burrada que fizeram, especialmente os donos de restaurantes estalecidos na Av. Magalhães de Almeida, que contabilizam uma perda de 50 por cento no faturamento diário, sendo o mesmo porcentual lamentado pelos taxistas também entrevistados por mim. Sem o Abrigo do Carmo (assim chamado por proteger em suas beiradas as pessoas do Sol ou da chuva, no decorrer das décadas), o comércio da Rua Grande ficou prejudicado, até o barbeiro do Beco do Pacotilha, Nélio Araújo, só trabalha no dia de sábado, pela manhã, pois não há freguês na parte vespertina, e o movimento noturno da área morre muito cedo, com desavisados podendo ser assaltados sempre!  Os mesmos que não quiseram seguir a minha orientação, agora  me procuram para eu elaborar abaixo-assinado solicitando o ressurgimento do Abrigo do Carmo no lugar da praça de árvores desconhecidas e quase morrendo, derrubado por quem construiu bancos de madeira por toda a Rua Grande, ignorante de que não demorariam muito tempo, numa Cidade em que, no inverno, chove torrencialmente, em função de que foi construído, por isso,  o Abrigo. Há modelo dele para viabilizar a sua reconstrução? Sim! Solicitei para o meu ex-colega de Liceu, Érico, engenheiro-civil e chargista grandioso, a possibilidade de ver, novamente, o Abrigo do Carmo em pé, a partir de foto, e ele, em matéria que publiquei em jornal, assegurou que sim. Foi um pouco antes do seu falecimento, quando o entrevistei no tradicional recinto. Ficou Heliomar Scriviner Furtado, também ex-colega do Liceu, com desenhos prontos para  vermos o Abrigo do Largo do Carmo pulsando Vida e Cultura, igualmente, com sua clientela de jornalistas, escritores, radialistas, professores,  comerciários, relojoeiros, ourives, camelôs, biscateiros e até pseudo-intelectuais, metendo o bedelho onde não foram chamados, dando o palpite infeliz de que o Abrigo do Largo do Carmo não era nada interessante para São Luís, e como era, tanto que estamos partindo para a luta, a começar de sugerir  aos pretensos candidatos ao Governo do Estado, principalmente, sua inclusão também entre suas propostas de campanha! 


Herbert Jesus Santos, - Poeta, Escritor, Jornalista 

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