segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

POESIA - POR LERENO NUNES

 

Tinha chegado, enfim, após tanta distância.O pau de arara depois de tanto patinar na "Tabatinga" encharcada, venceu a tirania da espera. De um pulo só desembarquei e vi nas laterais da estrada as folhas vermelhas, pichadas de barro , mas o vento trazia algo inimitável: o gosto da terra versando o verde e a poesia desta geração espontânea , onde plantamos o que comemos e vivemos o que somos.

Subi a ladeira e a casa estava lá, com todas as suas manhas e manhãs, tardes ensoladas, noites frias e o aconchego de abraços e sorrisos: enfim , em casa, de onde nunca  deveria partir...

Daqui o adulto pensa e sente, por uma janela minúscula, regrando a memória, quase desistindo da busca de achar as suas fantasias e com elas, o esperançar sobre os dias, de voltar ao seu chão: terra marcada de amor que alcança a criança, que foge  da tinta de suas distâncias!


Lereno Nunes 

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