A cada dia fica mais estranho o posicionamento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, no escândalo de fraudes envolvendo ao Banco Master.
Toffoli, no dia de ontem, quinta-feira (15), autorizou que peritos da Polícia Federal (PF) acompanhem na Procuradoria-Geral da República (PGR) a extração de dados após uma nova etapa da operação Compliance Zero, realizada na quarta-feira (14).
O detalhe, e que causa muita estranheza, é que foi Toffoli quem indicou os quatro peritos que terão “livre acesso ao material apreendido”. Na decisão, não fica claro como se deu a escolha dos nomes e se a PF participou do processo.
Toffoli já havia determinado que os materiais colhidos durante a operação que mirou o suposto esquema de fraude no banco fossem encaminhados para a análise da PGR, em vez de ficarem com a PF, como costumeiramente ocorre. Anteriormente, Toffoli chegou a decidir que os materiais apreendidos fossem lacrados e armazenados no seu gabinete no STF.
Vale lembrar que um fundo de investimento gerido por empresa citada no caso Master realizou um aporte de R$ 4,3 milhões para comprar ações do Tayayá Resort, empreendimento imobiliário no Paraná ligado a parentes do ministro Dias Toffoli. Dados da Receita Federal apontam que o resort já teve no quadro de sócios a Maridt Participações S.A, que pertence a Igor Luiz Pires Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos de Toffoli.
Outro ministro do STF que tem o nome citado no caso do Banco Master é Alexandre de Moraes. O escritório da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, tem um contrato de prestação de serviços com o Banco Master que previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais, durante três anos a partir de janeiro de 2024. Moraes também teria se reunido algumas vezes com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para fazer pressão em favor do Banco Master.


Nenhum comentário:
Postar um comentário