terça-feira, 13 de janeiro de 2026

POESIA -DESTINO - POR ABEL CARVALHO


DESTINO 


Como seguir se as vergas do tempo te acoitam nesse caminho sem fim

Como caminhar se as horas chicoteiam cada novo amanhecer como as ervas daninhas do anoitecer

Como viver se as dores e desamores vergastam os prazeres num rito insano sem porvir

Como partir se as vias do destino são aras feridas com lavras e sulcos eternos de amores e prazer 

Como dizer sim se os senões prevalecem em cada canto e em cada pranto com a morbidez do sentir 

Seguir é acoitar o tempo e vergastar o vento 

Seguir é delírio vicioso 

Seguir é mergulhar em um sonho insano e sem fim

Seguir é cumprir destino e cantar o hino do sentir.


Abel Carvalho

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