DESTINO
Como seguir se as vergas do tempo te acoitam nesse caminho sem fim
Como caminhar se as horas chicoteiam cada novo amanhecer como as ervas daninhas do anoitecer
Como viver se as dores e desamores vergastam os prazeres num rito insano sem porvir
Como partir se as vias do destino são aras feridas com lavras e sulcos eternos de amores e prazer
Como dizer sim se os senões prevalecem em cada canto e em cada pranto com a morbidez do sentir
Seguir é acoitar o tempo e vergastar o vento
Seguir é delírio vicioso
Seguir é mergulhar em um sonho insano e sem fim
Seguir é cumprir destino e cantar o hino do sentir.
Abel Carvalho


Nenhum comentário:
Postar um comentário