TROVAS URBANAS II:
Na farmácia do meu tédio
Fui buscar a solução
Vi em você o remédio
Pra curar essa paixão
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: Abro meu computador
E ao acessar teu rosto
Imprimo na tua dor
Poemas do meu desgosto
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Um prato cheio de fome
Um copo cheio de sede
Madrugo vagando insone
Conversando com a parede
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Se a bala que me acerta
Acaba com a minha vida
A saudade que me aperta
Aporta e não tem medida
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Sei que houve trapalhadas
Nos momentos de nós dois
Hoje tu dás gargalhadas
E eu prefiro rir depois.
Zé Lopes


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