para não temer noites desertas
das coisas que disse e não sei
só o mar que invento é verdadeiro
nem o barco que navego é existente
nas falésias, em que esse poema quebra,
só o mar que invento é de verdade:
resiste há muito tempo antes de nós,
resistirá muito tempo após mim
esse mar, que me invento e me afogo,
me arrasta pelo verso que não me nego
para não temer as faces desertas
basta um poema que à noite apronte
configurando em tormentas o mar que invento
de possíveis sonhos e demandas
de possíveis tramas alvejadas
Cláudio Terças
Pequena Biografia
Cláudio Terças nasceu em Cruzeiro do Sul, no estado do Acre em 1967. Mudou-se para a cidade de São Luís no Maranhão com a idade de 5 anos onde fixou residência e desenvolveu seus estudos e vida artística. Foi integrante do Grupo Poeme-se e vencedor do VIII Festival de Poesia Falada da UFMA. Participou e co-organizou a exposição Depois do Verbo promovida pelo SESI.
Além de Antes Durante Depois é autor dos livros Correspondências de Guerra (1987), Uma Cidade Nas Nuvens (2021), Nada Sabemos Além do que nos Consome (2022), A Pedra que não Dorme se Assenta Sobre o Caos (2023), e À Escuta do Silêncio & Dez Poemas Aglutinados (2024), Antes Durante Depois (2025).


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