quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

COM A PALAVRA - O AMOR QUE SOBREVIVEU APENAS NA LEMBRANÇA POR DR. GILMAR PEREIRA

 



O AMOR QUE SOBREVIVEU APENAS NA LEMBRANÇA

Cartas, fotografias e um amor interrompido

 

Guardadas nas gavetas, encontrei registros de um amor contrariado do passado; um amor que ficou registrado em dezenas de cartas escritas à mão, amareladas pelo tempo, e em fotografias desbotadas. Deparei-me com inúmeras cartas apaixonadas.

Esse momento tocou a minha alma, trazendo belas lembranças desse amor que foi tragado pelo tempo e não teve um final feliz. Fiquei com o coração partido, rememorando essa história de amor do passado, interrompida pelo tempo. Um amor que não coube no destino e do qual restou apenas a lembrança — um amor que o tempo não apagou.

As cartas amareladas e as fotos desbotadas, guardadas nas gavetas, eternizaram esses momentos e são algumas das poucas coisas que ficam. Só as fotos e as cartas resistem aos estragos do tempo. Ao mexer nas fotografias, senti uma nostalgia inexplicável, que jamais se repetirá; por um momento, voltei ao passado em busca desse amor que me fez muito feliz. Lembrei-me dos planos que fizemos para viver eternamente esse amor. Foi uma paixão avassaladora, que jamais se repetirá.

As cartas eram escritas e trocadas frequentemente, com intensidade. Não sei como tínhamos tantos assuntos para tratar nessas cartas; ainda as tenho todas guardadas. De vez em quando, seleciono algumas para reler, e o passado volta a me atormentar. Esse foi o único e grande amor da minha vida.


Estereoscópio

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