terça-feira, 6 de janeiro de 2026

POESIA - 67 - POR ABEL CARVALHO



 67


Eu 

Que não posso descrer

Descreio

E vivi como quis

Mesmo sabendo ser impossível 

Fiz


Cumprir e descumprir promessas

Realizei desadormecido sonhos

Que não sonhei


Errei e consertei

Errei e concertei


Escrevi poemas

Decifrei dogmas


Me perdi

Me encontrei


Segui o vento como ninguém 

Abrir e reencontrei caminhos


Eu

Que não não posso descrer

Descreio


Nego

Vivo e sonho


Amo sem que seja oculto

Abjuro e desejo

Não olhos ou cabelos

Não seios


Lábios e bocas esconjuro

Libertinagem

Devaneios


Encerrar ciclo

Como dito e prescrito

Despejando fundo

No tempo findo

No limbo

A quimera utópica 

Hipócrita do semeio

Pingando gotas do prazer

Não alcançado

Sem receio

Na certeza de ser muito amado


Abel Carvalho

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