ABSTRAÇÃO
Há no céu um firmamento, eu vejo
Juro, isto não consigo explicar
Como não expliquei a quem perguntou
As razões de tanto amor, de tanto eu te amar.
Enquanto a terra cheia de formosas damas
São teus dotes que em trovas vou cantar
Se nem tão cheia de encantos, formosura,
Ainda assim, és entre todas, a que foi me encantar.
Dirás: que vivendo eu, em constante abstração,
Não pude perceber seus dotes de beleza
São tantos! Eu descobri que não se mostram
Prazer te confessar agora ser grande está certeza.
E assim, vou me perguntando qual foi a desdita,
Que encheu meu ser de tanta certeza
Ainda que por ventura não seja eu teu Rei
És tu a rainha, de toda minha realeza.
*Renato Dionísio


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