No vídeo gravado e publicado nas redes sociais, Patrícia Kelly diz também que nunca fez parte do financeiro e na sabia de nada que acontecia em relação às finanças da empresa
A empresária Patrícia Kelly Pinheiro de Oliveira, uma das sócias do grupo farmacêutico e lojas “São Patrício”, publicou um vídeo nesta segunda-feira (05) em suas redes sociais no qual revelou um racha na administração familiar da empresa e anunciou que passará a atuar exclusivamente na unidade do bairro da Cohama em São Luís, que deverá, inclusive, ter o nome alterado.
No vídeo, Patrícia explicou que houve uma separação administrativa entre as lojas, resultado de um processo interno que já vinha acontecendo há cerca de cinco meses. Segundo ela, a decisão definiu que cada parte da família ficaria responsável por uma unidade específica.
“Eu não sei se vocês já perceberam, mas eu tô postando só aqui da loja da Cohama. A gente meio que separou as lojas. A empresa é familiar e a gente sabe como é difícil. Eu fiquei com a loja da Cohama”, afirmou.
A empresária falou ainda de forma emotiva sobre a unidade do Calhau, da qual não faz mais parte da gestão direta. “A loja do Calhau era como um filho pra mim. Eu construí aquela loja do zero junto com meu pai.”
Patrícia Kelly deixou claro que não terá mais envolvimento com compras, vendas ou decisões financeiras da loja do Calhau, setores que antes estavam sob sua responsabilidade. A partir de agora, segundo ela, a gestão da unidade da Cohama seguirá sob sua coordenação, com apoio do filho, Pedro, enquanto a outra loja seguirá de forma independente. “Nunca fiz parte do financeiro, na sabia de nada”, se referendo às transações financeiras da empresa.
As revelações de Patrícia Kelly pode provocar um verdadeiro estremecimento da relação da família e atingir em cheio o seu irmão, Germano Braga de Oliveira Júnior, mais essa é outra história…
– Ação do GAESF aponta par rombo de quase 28 milhões de reais

MP pediu a prisão de mãe e filha, Ana Neusa e Patrícia Kelly, sócias das empresas San Pietro e São Patrício acusadas de sonegar R$ 27,9 milhões.
O posicionamento público de Patrícia Kelly, feito hoje , acontece meses após o oferecimento de uma denúncia criminal pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) contra ela e sua mãe, sócias das empresas San Pietro Produtos de Perfumaria e Cosméticos e São Patrício Empreendimentos Farmacêuticos.
Além do oferecimento da ação penal, o Ministério Público requereu ao Poder Judiciário a prisão preventiva de Ana Neusa Pinheiro de Oliveira e Patrícia Kelly Pinheiro de Oliveira, mãe e filha, respectivamente.
A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), do MP-MA, e aponta a prática dos crimes de apropriação indébita tributária e sonegação fiscal.
De acordo com o MPMA, as empresas teriam deixado de recolher aos cofres públicos estaduais o montante de R$ 27.949.404,20, sendo: R$ 10.110.480,10 atribuídos à empresa San Pietro e outros R$ 17.838.924,06 à São Patrício.
Os valores correspondem, segundo o MP-PA, a impostos declarados e não pagos, além de suposta supressão ou redução de tributos mediante fraude. Na ação penal, o Ministério Público alega gravidade dos fatos e risco à ordem econômica e pede a devolução dos valores ao erário estadual, devidamente atualizados.
– Outro lado
Em defesa no processo às acusações oferecidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf) do Ministério Público do Maranhão, Ana Neusa Pinheiro de Oliveira e Patrícia Kelly Pinheiro de Oliveira afirmam, que “jamais exerceram funções de natureza gerencial, contábil ou fiscal na estrutura da empresa São Patrício, tampouco tomaram parte nos atos de administração que deram origem aos débitos tributários questionados. Sua presença no quadro societário se deu por formalidade empresarial e vínculo familiar, sem que delas emanasse qualquer comando de gestão ou deliberação executiva
Por Domingos Costa.

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